Pelos direitos humanos e pelas minorias

Há mais de 30 anos, Padre Júlio Lancellotti milita pelos direitos humanos. O paulistano de 69 anos fundou as Casas Vida I e II (criadas originalmente para acolher crianças portadoras do HIV) e é vigário da Pastoral do Povo da Rua de São Paulo. Mas, acima de tudo, ele está atento às minorias: "O movimento LGBT, a defesa dos trans, dos discriminados, dos presos, da população de rua – que é o amálgama do que não se quer –, dos doentes, dos prostituídos, dos dependentes químicos. Enfim, desses que são considerados os restos que incomodam os que se sentam às mesas", resume.

Processos são uma constante na sua história. Atualmente, o padre está sendo processado por Jair Bolsonaro, por chamá-lo de homofóbico, racista e machista, e é alvo de ameaças de morte e agressões em redes sociais por sua atuação diante das políticas da prefeitura de São Paulo. "Isso faz parte da prática de desqualificar quem defende os direitos humanos", diz.

Para Júlio, uma ação transformadora rompe com o que está estabelecido "e esse é um momento de resistência", diz. "Não vou ver a mudança, faço parte da luta. Sempre perderei, minha perspectiva é o fracasso. Se tiver sucesso, significa que me tornei parte desse sistema preconceituoso, discriminatório e meritocrático que descarta as pessoas."

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