As revelações do Jardim Secreto

Claudia Kievel e Gladys Maria Tchoport, fundadoras da feira paulistana, compartilham algumas de suas marcas independentes favoritas

Por Redação 31 de julho de 2020 Compartilhar

Com a ideia de criar uma experiência diferente de convívio e valorizar projetos experimentais e artesanais, Claudia Kievel e Gladys Maria Tchoport decidiram fundar, em 2013, a Feira Jardim Secreto. O projeto reúne produtores independentes dessa cultura do feito à mão, estimulando a rede de criadores legais, a economia criativa e o consumo consciente. "Acreditamos que fomentar iniciativas, experimentos e criações com o intuito de modificar realidades pode transformar o nosso mundo em um lugar melhor e mais harmonioso", dizem Claudia e Gladys.


Em 2017, a dupla decidiu criar sua própria linha de produtos, a JS. "Toda a linha é pensada e criada por nós e, muitas vezes, contamos com a ajuda dos nossos fornecedores, que sempre têm boas soluções para otimizar a produção", elas contam.


A seguir, a convite da Tpm, Claudia e Gladys recomendam a JS e outras marcas de pequenos produtores independentes.


Linha JS

Como fundadoras do Jardim Secreto, nosso objetivo é fomentar o trabalho do pequeno produtor, mas somos também mentes criativas e gostamos muito de colocar a mão na massa. Desde 2017, sentimos a necessidade de ir além e ter a nossa própria linha. Assim nasceu a JS, a linha de produtos do Jardim Secreto. Iniciamos com produtos de lixo zero, já que tínhamos dificuldade em encontrá-los por aí naquela época.



Créditos: Jardim Secreto


Créditos: Jardim Secreto


Créditos: Jardim Secreto

Dona Maria do Barro


As peças da Dona Maria do Barro trazem a paixão pelo artesanato popular brasileiro. Os produtos, feitos com os artistas, artesãos e oleiros da zona da mata, agreste e sertão pernambucanos, carregam essa estética. A ideia é valorizar e ampliar o olhar para a arte popular brasileira e suas cores, formas, histórias e afetos. Alcides Peixe e Charles Cunha, idealizadores da Dona Maria do Barro, além de construírem a ponte com um público novo, fazem cocriações com os artistas que trabalham. Eles desenham e estampam em suas peças com a referência de suas terras e do que os olhos guardam na memória, valorizando a potência da nossa cultura e mostrando a grandeza da diversidade do nosso país.  

                             
Créditos: Dona Maria do Barro/ Divulgação/ Herbert Baratella

                                                  
Créditos: Dona Maria do Barro/ Divulgação/ Herbert Baratella


Créditos: Dona Maria do Barro/ Divulgação/ Herbert Baratella


Juline Lobão


Designer gráfica e ilustradora alagoana, Juline Lobão desenvolve o seu trabalho por meio das cores vibrantes e folhagens abstratas resgatadas em sua memória afetiva.Fortemente inspirada pelas formas e pigmentos do sertão da Bahia e do litoral alagoano, busca experimentar contrastes e unir influências da cultura brasileira, especificamente dos folguedos nordestinos. 


                                                          Créditos: Pâmela Alvez

                                                          Créditos: Pâmela Alvez


Créditos: Pâmela Alvez


Junibee


Fundada em 2017 pela nutricionista Fernanda Albertoni, a Junibee surgiu da aspiração de eliminar o uso de plásticos na cozinha. A marca é pioneira no uso de cera vegetal no Brasil e comercializa produtos sustentáveis e veganos para armazenar alimentos e para o uso pessoal.
Adepta de um estilo de vida saudável, a Junibee faz parte de uma rede que valoriza o trabalho do pequeno produtor, dos processos manuais e da economia circular. Entre os seus produtos estão pijamas em algodão orgânico e linho, mais recente lançamento da marca, além de coador, o saco para compras e o junibee wrap, pano de cera vegano. Maleável, a embalagem revestida com cera vegetal, óleos e resinas vegetais pode ser moldada com o calor das suas mãos na borda de um pote ou nos próprios alimentos. O trabalho da Fernanda é uma contribuição para um mundo com menos erro de design, vulgo lixo descartável.  


                                                          Créditos: Cecília Ramoska


                                                          Créditos: Cecília Ramoska


                                                          Créditos: Cecília Ramoska


Maia


Marina Maia é do mar. Nascida em Vitória, Espírito Santo, e crescida nas areias do balneário de Manguinhos. Designer de produtos há 15 anos, mora em São Paulo desde 2016. Autodidata, começou com a tapeçaria, o macramê, depois o bordado livre, ponto russo e pintura em tecido. E o bem que criar essas peças fez a ela trouxe o desejo de compartilhar com outras pessoas. Assim, a Maia nasceu.O trabalhoda Marina mistura técnicas do macramê/tapeçaria e cores fora do convencional, encantando com as paletas de cores sugeridas e as infinitas possibilidades inspiradas na fauna e flora brasileira.


                                                          Créditos: Marina Maia/ Divulgação

                                                          Créditos: Marina Maia/ Divulgação

                                                          Créditos: Marina Maia/ Divulgação

Toró Indígena

‘Com o trabalho da Toró, pudemos imergir mais profundamente na produção artesanal dos povos indígenas, suas tradições, rituais, formas de lidar com o meio e como eles desde o inicio dos tempos já agem de forma sustentável’, (Gladys Maria Tchoport e Claudia Kievel) 


A marca, nascida em 2016, surgiu como uma inquietação de Eduarda Guimarães de Almeida em descobrir onde estavam suas raízes.

Foi um mergulho interno que floresceu no externo. Na visita das várias etnias, voltava para casa com peças e os amigos piravam. Eduarda viu ali uma chance de dar voz a esses adornos em outros mundos que não o nativo. Com o trabalho da Toró, pudemos imergir mais profundamente na produção artesanal dos povos indígenas, suas tradições, rituais, formas de lidar com o meio e como eles, desde o início dos tempos, agem de forma sustentável.


                                                          Créditos: Jaime Silva/ Jardim Secreto

                                                          Créditos: Jaime Silva/ Jardim Secreto

                                                          Créditos: Jaime Silva/ Jardim Secreto

Trama Livre

Idealizada por Patrícia Rios Pineda Marcos, a Trama Livre é uma marca de panos subversivos, produzidos com matéria-prima reciclada pela indústria brasileira e desenvolvidos por uma família empreendedora. O trabalho da marca é feito com muito cuidado e atenção no processo de produção.



Créditos: Trama Livre/ Divulgação



Créditos: Trama Livre/ Divulgação

                                                          Créditos: Trama Livre/ Divulgação

Psicotrópica


Fundada em 2015, em Florianópolis, a Psicotrópica é uma imersão de Raiana Pires, estilista que está em nossa curadoria desde o início da Casa JS, em 2017.

Fruto de uma experiência pessoal no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), a grife surge para desbravar a beleza e liberdade que habitam em meio aos transtornos mentais humanos. Para Raiana, a utilização de desenhos diversos, formas geométricas e ampla paleta de cores no processo criativo materializa a proposta da marca em sua essência, cujas estampas autorais são elaboradas manualmente pelas pacientes-artistas da Rede de Saúde Mental.
Com o propósito de externalizar esse conteúdo psíquico de maneira diferente – sendo a estampa uma forma ímpar de expressão do universo interior e carro-chefe da marca –, a estamparia e linguagem visual apurada presentes em vestidos, saias, kimonos, e, especialmente, nas camisas, carregam sensibilidade e muita história para contar.


                                                          Créditos: Divulgação


Créditos: Divulgação

                                                         Créditos: Divulgação

Conta Gota

Idealizado por Carla Ikuno e o Ariel Spadari, a Conta Gota é uma marca de plantas e artigos botânicos especializada em vivários. Buscam despertar o interesse das pessoas pelo universo botânico explorando diversas formas de cultivo e também por meio da busca por espécies únicas. Acreditam que a relação com as plantas pode ressignificar a relação com o tempo através dos ensinamentos dos ciclos da natureza. 



Créditos: Divulgação



Créditos: Divulgação

Sobre o autor
Redação

Conteúdo elaborado pela equipe da Tpm

Matérias relacionadas