"Quando eu cantava na Igreja, essa coisa do movimento carismático era muito reservada. E eu já achava que eu tava na festa de aparelhagem eletrônica, já falava: 'levanta o braço, galera!', essas coisas", ela ri, brincando com o passado na música sacra, muito diferente do clima das mais populares festas de música do Pará.
"Por isso o pessoal do coral chegou e falou: 'nós vamos afastar você, porque não vai dar certo você aqui'. Aí no mesmo dia que me afastaram, eu fui num barzinho afogar as mágoas em um sorvete e encontrei um cara que eu conhecia tocando violão. Ele me mandou um bilhetinho perguntando se eu queria dar uma canja e perguntando se eu não cantava um brega. Assim eu comecei e não parei mais."
Quando o assunto é futuro, a cantora nem pestaneja antes de dizer que se encontrou dentro da música. E ela usa o argumento de ninguém menos que Fernanda Montenegro, ícone maior das artes dramáticas do Brasil, para falar sobre seu amor pelo palco.
"Eu penso em cantar sempre. Eu vi a Fernanda Montenegro falar uma coisa que me deixou muito emocionada. Se você quer entrar na vida de artista, desista. Se você não conseguir viver sem isso, volte. É assim que me sinto. Eu não consigo parar de cantar"






