por Décio Galina

Gabriel Medina, Mineirinho, Italo Ferreira e mais seis brasileiros estão no páreo do circuito mais equilibrado da história. Facebook transmitirá etapas ao vivo

Começou na Austrália a temporada do WSL (World Surf League), a primeira divisão do Mundial de Surf. Nove brasileiros estão no páreo da temporada, que promete ser uma das mais equilibradas da história. Eles vão duelar com os outros 25 atletas que formam a elite da modalidade em 11 etapas eletrizantes, que começam agora e vão até dezembro. A etapa de estreia do ano está rolando no Quicksilver Pro Gold Coast, em Queesland, na Austrália, e tem janela prevista até dia 25 de março.

O primeiro brasileiro a entrar no mar é Jadson André (26º em 2016), logo na primeira bateira do round 1, que pode acontecer hoje, a partir das 18h. Ele encara o taitiano Michel Bourez e norte-americano Conner Coffin. Na segunda bateria, a estreia de Ian Gouveia no circuito. O filho da lenda viva do esporte Fabinho Gouveia enfrenta dois locais: Matt Wilkinson e Stuart Kennedy. Gabriel Medina (campeão mundial em 2014) e Wigolly Dantas (21º em 2016) fazem o confronto de brasileiros contra o havaiano Ezekiel Lau, na quarta bateria. Miguel Pupo (22º em 2016) cai na água logo na sequência, junto com o norte-americano Nat Young e o sul-africano Jordy Smith.

LEIA TAMBÉM: O show de John John na liderança da WSL

A sétima bateria não conta com brasileiros, mas é a mais aguardada do primeiro round. Olha só esse trio: Kelly Slater, Mick Fanning e Jeremy Flores. Está bom para começar o ano? Caio Ibelli  (16º em 2016) não vai ter vida fácil na oitava bateria. Duela com o local Julian Wilson e o italiano Leonardo Fioravanti. Na nona, Italo Ferreira (15º ano passado depois de colecionar oito 13ºs lugares) enfrenta o sempre perigoso Joel Parkinson e o francês Joan Duru. Filipe Toledo, que recebeu o prêmio de melhor manobra de 2016 graças ao aéreo nota 10 na etapa da França e terminou em 10º no campeonato (ficou de fora de duas etapas na Austrália, por contusão), e Mineirinho estrelam as baterias 10 e 11, respectivamente.

play

O circuito continua na Austrália por mais duas etapas: Drug Aware Margaret River Pro (de 29 de março a 9 de abril) e Rip Curl Pro Bells Beach (de 12 a 24 de abril). Em maio, o pega é no Rio de Janeiro; junho, em Fiji; julho, na África do Sul; agosto, no Taiti; setembro, na Califórnia; outubro, na França e em Portugal; e no fim do ano, em Oahu, no Havaí. A novidade da transmissão da WSL em 2017 é que todas as etapas passarão ao vivo pelo Facebook.

LEIA TAMBÉM: Tchau, Taj Burrow! Obrigado pela bateria histórica  

O equilíbrio esperado para esse ano ocorre graças à maior reunião de campeões mundiais na mesma temporada: Kelly Slater (com 11 títulos), Mick Fanning (3 títulos), Joel Parkinson (campeão em 2012), Gabriel Medina, Mineirinho (campeão em 2015) e John John Florence (campeão ano passado). Além dessa turma da pesada, os holofotes estarão voltados para a performance de Jord Smith, que bateu na trave ano passado, chegando ao vice-campeonato, mostrando um surf muito sólido. O australiano Owen Wright também volta com a faca nos dentes depois de se recuperar de uma grave contusão em 2015. Atenção ainda com outro surfista local: Matt Wilkinson – ele venceu as duas primeiras etapas de 2016, o que deu fôlego para seguir com a camiseta amarela (usada pelo líder do ranking) até a metade da temporada passada.

LEIA TAMBÉM: John John Florence vence Ítalo Ferreira 

E é justamente um bom resultado na perna australiana o que deseja Gabriel Medina para a escalada rumo ao bi-mundial. Ano passado, ele amargou dois 13ºs na abertura da temporada. Chegou ao topo do pódio apenas na quinta etapa, em Fiji. Terceiro colocado nos últimos dois anos, Medina começa 2017 mais uma vez como favorito ao título (cá entre nós, vamos combinar que ano passado era para ele ter sorte melhor, caso não fosse prejudicado em Trestles, na Califórnia, quando foi eliminado precocemente no terceiro round, para o norte-americano Tanner Gudauskas – até os adversários concordaram que os juízes não foram felizes na avaliação de uma onda que o faria seguir adiante e, quem sabe, mudar toda a história da disputa de 2016).

E, então, quem você acha que leva a melhor entre os brasileiros? Vamos voltar a ter um campeão mundial?

Créditos

Imagem principal: © WSL / Cestari

matérias relacionadas