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Leticia Bufoni não tem medo da dor – nem das muitas quedas e machucados que fazem parte do seu esporte e já deixaram cicatrizes espalhadas em seu corpo

Liberdade, movimento, adrenalina: o lifestyle do skate é marcado por ideias que encantam gente de todo o mundo. O lado mais radical do esporte, porém, envolve também muitas quedas. "Acho impossível um dia que saia para andar de skate e volte pra casa sem um ralado, sem um roxo na perna. Já estou acostumada a cair. Virou parte da minha rotina", conta a skatista brasileira Leticia Bufoni.

Machucados e lesões são comuns na vida da paulistana de 22 anos, que anda de skate desde os 10 e, antes disso, ainda mais nova, já jogava futebol. "Eu sempre me machuquei, sempre fui muito atentada. Meio que faz parte do meu lifestyle desde pequenininha", Leticia diz, sem diminuir a dor que sente. "Quebrei várias partes do meu corpo, rompi ligamentos. E na fisioterapia, que eu faço sempre, a gente passa bastante dor também. Mas eu me considero forte."

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Como resultado da exposição diária da pele ao concreto e ao asfalto, Leticia carrega no seu corpo jovem muitas cicatrizes que contam uma história de mais de dez anos no skate. "Muita gente vê minhas cicatrizes e fala 'nossa, que legal, mostra que você é super-radical', mas tem algumas grandes que me incomodam um pouco", ela conta. "Mas faz parte da minha vida, do meu esporte." 

Entre as marcas de radicalidades passadas, Leticia, que se mudou para Los Angeles com apenas 13 anos, tenta manter em dia também a vaidade. "Não sou supervaidosa como uma menina normal, mas tento cuidar do meu corpo e sempre andar de skate bem arrumada, ou até maquiada", diz. "Só que sempre que vou andar de skate eu volto toda suja, às vezes com a roupa rasgada. Quando não estou andando tento ser o mais vaidosa possível." Um arranhão ou outro pode ser muito comum, mas a vida no skate envolve também quedas graves, que podem deixar os skatistas longe das pistas por um tempo. Quando começou a ter as primeiras lesões, Leticia conta, era difícil.

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Hoje, os machucados mais sérios continuam – ela rompeu recentemente o ligamento do tornozelo direito –, mas com menos impacto psicológico. "Faz parte do meu trabalho, levo numa boa", diz. "Às vezes fico meio chateada. Mas não é uma coisa que me deixa pra baixo: me motiva pra treinar mais e voltar mais forte ainda." Treinar, inclusive, é o que segura a barra nos momentos mais difíceis. "Meu ponto fraco é ficar sem andar de skate e malhar", Leticia confessa. "Quando acontece alguma lesão que eu não posso fazer nada, que eu só posso ficar em casa e ver filme, aí eu fico muito deprê. Sou muito ansiosa, tenho muita energia, não consigo ficar parada." Não é algo comum, porém. "É bem difícil mesmo alguma coisa me deixar triste. Estou sempre feliz, sempre cantando." 

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