apresentado por Santander

Programa de Microcrédito do Banco Santander estimula empreendedorismo de moradores da maior comunidade paulistana

Sandra Margarete Pinheiro chegou a Paraisópolis com um negócio falido. Seu ex-marido havia feito dívidas de R$ 200 mil em sua loja de lingerie em Pinheiros e, do casamento de oito anos, restaram duas filhas para criar e algumas peças do antigo estoque. Sandra viu aí uma oportunidade. Após pagar o que devia, recomeçou com a Sandra Lingerie no novo endereço. Sandra é uma das clientes do Santander que buscou o microcrédito como solução para desenvolver sua empresa. A princípio, o crédito foi de R$ 800. Hoje, aos 44 anos, Sandra tem três lojas (uma delas no Maranhão), seis funcionários e começa a abrir um escritório para ser representante comercial de fábricas de roupa. De lá para cá, a família também cresceu e vieram mais uma filha e a primeira neta. “Estou muito feliz. Até o ano que vem, quero mais conquistas, não vou parar”, diz. Daqui para frente, ela quer investir também em moda praia e fitness.

Criado em 2002, o programa do banco oferece créditos de R$ 500 a R$ 15 mil reais a pessoas que têm atividades produtivas de pequeno porte. As taxas de juros são, em média, de 2,5% ao ano. Em Paraisópolis, a Santander Microcrédito apoia empreendedores desde a inauguração da agência, em dezembro de 2013. O ponto de atendimento foi o primeiro do Santander em uma comunidade paulistana. Estrategicamente, a agência na região reforça o compromisso do Santander com o empreendedorismo.

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Com população estimada de 80 a 100 mil habitantes, o local tem muito potencial para o surgimento de novos negócios. “Levar crédito orientado e educação financeira para os pequenos empreendedores é um dos fatores que garantiram o sucesso do Microcrédito ao longo da nossa história”, explica Jeronimo Ramos, superintendente da Santander Microcrédito. Para além do crédito, o banco oferece um atendimento personalizado a esses clientes.

A ideia é que os agentes de crédito entendam as principais necessidades desses novos empreendedores. Sandra também se beneficiou desse apoio. “Na agência, conheci pessoas altamente capacitadas. Os cursos que fiz lá nunca esqueci, botei em prática na minha vida. Aprendi a organizar meu tempo, o caixa, os pedidos dos clientes”, conta. Para Ramos, com orientação, as atividades produtivas dos empreendedores se desenvolvem, o que gera renda para o próprio empreendedor e traz benefícios para a sociedade, como a criação de novas vagas de emprego. “É um círculo virtuoso e vitorioso”, diz.

Mais grafite, por favor

No lugar da tinta branca, diferentes rostos. Essa é a nova cara da agência do Santander de Paraisópolis. Obra do artista local Diego Cabrera, de 34 anos, o grafite foi um presente para a região em seu aniversário, em setembro. O desenho buscou representar a identidade de Paraisópolis. “Como grafiteiro e morador, quero ver a comunidade mais alegre”, diz Cabrera. Para o estudante Givanildo Pereira, de 16 anos, a nova fachada funciona como um bom símbolo do local. “Paraisópolis é uma região de miscigenação”, afirma. O adolescente foi um dos participantes da oficina de grafite oferecida pelo Santander aos jovens da comunidade. Em dois dias, eles aprenderam técnicas de manuseio do spray e aplicação com os artistas Fernando Berg e Diego Cuspe.

“Foi mais uma soma de experiência com oficina, uma soma muito boa”, conta Berg, um dos idealizadores do projeto Cinz’art, que busca grafitar vielas de Paraisópolis com o objetivo de levar mais arte e cultura para a região. Segundo Berg, os adolescentes estavam interessados e se sentiram à vontade para criar e explorar novas possibilidades em seus trabalhos. As telas produzidas ficaram de presente para os participantes. Além de celebrar a cultura da comunidade, a iniciativa serviu de semente para novas parcerias. O próprio Givanildo Pereira tem entrado em contato com os grafiteiros para também crescer como artista. Assim Paraisópolis cresce junto.

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