por Natacha Cortêz
Trip #265

Os números confirmam: ela é hoje das maiores artistas pop, senão a maior, do país. Mas o que passa pela cabeça dessa carioca? Leia trecho das Páginas Negras. A entrevista completa está nas bancas!

Tem um tempo que Anitta anda sonhando com comida. Quando não é comida, é com alguma situação na qual o inglês é o idioma obrigatório. Os sonhos da cantora contam um pouco sobre o que é viver em sua pele hoje. Passar vontade e treinar exaustivamente um inglês americano livre de sotaque é parte de um planejamento que inclui viagens frequentes a Los Angeles, ficar fluente em espanhol, dançar como Beyoncé e mudar uma imagem de moda que até um passado recente era ligada ao funk. Todo o esforço, combinado a um pesado investimento financeiro, tem como objetivo uma aterrissagem estratégica no disputado mercado fonográfico “internacional”, ou melhor: norte-­americano. “Sou muito planejada, você não vai me ver dar passos no escuro. Enquanto não estiver tudo como acho que tem que estar, não vou em frente”, diz, depois de recusar uma das refeições obrigatórias da dieta feita especialmente pra ela.

Anitta recebeu a Trip na própria casa, uma mansão de três andares em um condomínio na Barra da Tijuca, bairro de emergentes no Rio de Janeiro. Aos 24 anos, dispensa empresários, não é de largar o osso e atribui a isso a chave pro sucesso que colhe agora. “Querer é poder” é como um mantra pra ela.

Trip. É normal, por conta do seu primeiro sucesso,  “Show das poderosas”, você ser associada a essa palavra. Mas você se sente poderosa?

Anitta. Se ser poderosa é ser livre para fazer o que você tem vontade e conseguir chegar aonde você quer – se poder significa fazer o que quero –, sim, me sinto.

A fama faz você pensar duas vezes antes de fazer algo? Não existiu até agora uma situação em que eu tenha chegado à conclusão de que não faria algo por ser uma pessoa pública. Não me privo. E nunca fui de fazer coisas erradas. Sempre medi muito as coisas e procurei respeitar o próximo. Quando você respeita o próximo, não tem erro. Meu limite é onde o do outro começa.

O sucesso não tirou nada de você? Não. Sou muito feliz com a minha vida. Sou dona da minha agenda, dona das minhas decisões. Tudo que faço é uma escolha minha. Esta entrevista, por exemplo, eu soube, eu quis e eu decidi que seria este dia.

Até coisas banais você consegue fazer normalmente? Tem uma coisa banal: comer. Amo comer exageradamente. Mas não tenho certeza se me privar de comer seja uma exigência do sucesso, talvez tenha mais a ver com saúde. Se não fosse famosa, cairia na mesma limitação.

Você não teve muitos relacionamentos públicos. Namora pouco ou assume pouco? Não tenho problema de assumir. Se alguém pergunta se fiquei ou estou ficando, não sei mentir. No fim, não tive um namoro sério desde que fiquei famosa de verdade.

Cobram de você esse namorado? Opa! As pessoas têm esse pensamento de que, pra mulher ser feliz, precisa ter um homem do lado. Pelo amor de Deus, né?! Pra eu ser feliz, bastam meus amigos, uma penca de gays que amo.

Em uma época disseram que você estava namorando uma amiga, por causa de uma selfie postada por ela, ou por você, no Instagram. Vocês se pegavam? Quem!? Ah, já sei: a Juliana. É uma amiga minha lésbica. Não, a gente nunca teve nada.

Mas você já se relacionou com mulheres? Ainda não.

Poderia se relacionar? Sim, tranquilamente.

LEIA A ENTREVISTA COMPLETA NA #TRIP 265, QUE ESTÁ NAS BANCAS!

Créditos

Foto principal: Christian Gaul

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