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A convite de Axe, Liniker transborda seus sentimentos e sua identidade em arte, tornando-se um dos nomes mais expressivos da música brasileira contemporânea

Se passou só um ano desde que Liniker e os Caramelows viram suas primeiras músicas virarem um fenômeno na internet. Logo estavam rodando o Brasil em uma turnê de shows lotados, ouvindo a plateia cantar, às vezes mais alto que eles próprios, músicas que sequer tinham sido lançadas em disco. Muito desse sucesso se deve à magia de Liniker.

“Minha mágica é viver lindamente, sem medo de ser feliz.”
Liniker

Como a campanha da Axe Encontre a sua mágica, Liniker instiga o outro a encontrar o seu próprio encanto, sua forma de estar no mundo. “Minha mágica é viver lindamente, sem medo de ser feliz. É viver intensamente tudo, e eu vivo”. Agora, com o apoio dos fãs, Liniker e os Caramelows lançam seu primeiro álbum, Remonta, viabilizado através de um financiamento coletivo. Para quem acompanhou a banda desde o lançamento de Cru, o primeiro EP, pode parecer que foi tudo rápido demais, que o sucesso veio do nada, mas Liniker garante a maturidade do trabalho que está sendo lançado: “O disco está nascendo fisicamente agora, mas, dentro de nós, ele já existe há anos”.

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Liniker cresceu em Araraquara em uma família de músicos. Ainda que o cavaquinho chorasse todo almoço de domingo em sua casa, por timidez, só soltava a voz quando estava sozinha. Mesmo sua mãe só foi descobrir a faceta cantora da filha quando sua voz potente ressoou na web.

Foi a necessidade de colocar para fora seus sentimentos que levaram Liniker a superar a vergonha e a fazer arranjos para suas primeiras canções, cujas letras eram na verdade cartas escritas aos seus amores, aos quais não tinha coragem de revelar o que sentia. “Musicar cada uma delas foi entender e transformar o que eu estava vivendo." E é esse processo de transformação pessoal, se reerguendo de desilusões vividas desde os 16 anos, que dá o nome ao seu primeiro disco. "A cada pé na bunda a gente sempre precisa se estruturar depois. Remonta é isso, é fechar um ciclo de processos muito intensos e me deixar mais forte, me colocar firmona.”

Liniker é corajosa, não só porque venceu a timidez e expôs o que sentia em um vozeirão poderoso, mas porque também bateu de frente com os preconceitos, subindo no palco com uma identidade de gênero fluída, de barba, batom e brinco. Tudo isso sem dar bola às opiniões alheias e menosprezando a mentalidade machista e opressora que quer diminuir a sua liberdade.

“Eu sempre me vesti do jeito que me senti à vontade, mesmo que sendo xingada na rua.”
Liniker

Na tarde quente em que conversamos, em encontro promovido pela Axe, Liniker chegou com um visual desencanado e, ainda sim, diva. Fica claro que os cuidados com a aparência, que transita entre o feminino e o masculino de forma tão autêntica, são uma consequência natural de estar bem consigo. “Eu sempre me vesti do jeito que me senti à vontade, mesmo que sendo xingada na rua. Parece que a gente não pode ser o que quer ser, vestir o que quer vestir. Mas a gente está aqui para mostrar que pode sim, e vai!”. É essa postura que a Axe quer abraçar com a nova campanha.

Para que se adaptar a estereótipos, rótulos e gêneros quando existe uma individualidade tão potente? A marca quer lutar contra a intolerância e celebrar as diferenças individuais. Como Liniker, Axe acredita que não há nada mais atraente do que a liberdade de ser tudo o que se é.

Aos 21 anos, a energia de Liniker fortalece a resistência das minorias, principalmente negras, homossexuais e transexuais. Ela ressalta que "não é a primeira bicha preta a falar de desconstrução”, mas reconhece a importância de alcançar a repercussão que já teve: “sendo preta e periférica, é importante chegar aqui, conseguir mostrar que a gente vai, cada vez mais, botar a nossa cara no sol”.

Créditos

Foto principal: Rodrigo Maltchique

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