por Luiz Filipe Tavares

Cinco motivos para não perder o primeiro grande festival de black music do Brasil

Nos dias 22, 23 e 24 de julho deste ano, São Paulo recebe o maior festival de black music da história do Brasil. Reunindo alguns grande nomes da história do Funk, Rap, MPB e Soul, o Festival Black na Cena tomará conta da Arena Anhembi em sua primeira edição, que reúne em um mesmo palco a lenda viva do P-Funk, George Clinton, o incontestável Public Enemy de Chuck D, Flavor Flav e Terminator X, o rapper Redman e muitas outras atrações entre artistas nacionais e estrangeiros. Completam a lista ainda o encontro das lendas do reggae Lee Scratch Perry e Mad Professor com o Roto Roots, Pato Banton, Naughty By Nature e os brasileiros Seu Jorge, Sandra de Sá, Tony Tornado, Olodum, Marcelo Yuka, Xis, Funk como le Gusta e Jorge Ben Jor.

Sobre o evento, conversamos com Ricardo de Paula, diretor da Entre Produções, empresa que realiza o festival em São Paulo. Muito feliz com a repercussão na imprensa causada pelo line-up já divulgado, o produtor faz suspense mas promete mais 10 bandas além das nove já confirmadas pela produção. Depois de falar com o idealizador do projeto, listamos os cinco maiores motivos pelos quais você não pode deixar de participar dessa enorme festa da black music no país do carnaval.

1 - Aniversário do George Clinton

No dia 22 de julho, dia da abertura do festival, a atração principal é o mago do funk setentista e criador de duas entidades místicas do estilo. O Parliament e o Funkadelic marcaram época levando o funk americano a patamares nunca antes sonhados, catapultando o som de Clinton para além dos limites da black music e o colocando no panteão dos maiores (e mais malucos) compositores pop de todos os tempos. E o melhor de tudo: nessa data, Clinton completa 70 anos e comemora no palco do Black na Cena.

"A reação de todo mundo foi muito positiva. Ainda mais do George Clinton, que está vindo comemorar o aniversário dele no palco com a gente", comentou Ricardo de Paula em entrevista exclusiva à Trip. "Isso passa a importância desse festival para as pessoas. Principalmente pra ele (Clinton). Quando a gente contou como seria o festival ele topou na hora, ainda mais no aniversário dele. Isso mostra que a repercussão entre os artistas está sendo muito boa também."

2 - Line-up variado

Construído em cima de três pilares fundamentais, "o clássico, o pop e o rap" nas palavras do próprio Ricardo, o festival reúne nomes míticos da black music sem fazer aquela "salada" de estilos que rola na maioria dos grandes festivais do país. Com três dias de programação, a organização conseguiu equilibrar as atrações em sua grade, sem privilegiar ou prejudicar nenhum sub-gênero específico. E é sobre a mesma cartilha que serão apresentados os outros 10 artistas do Black na Cena.

3 - Preço justo

Aqui no Brasil, especialmente em São Paulo, a cada ano que passa fica mais caro ir em festivais. No ano passado, preços extorsivos nos maiores eventos na cidade acabarm tornando a tarde no festival em um programa que dependia de um investimento que não é para todos. Mas o primeiro lote de ingressos do Black na Cena chegou às bilheterias custando R$ 100, com meia-entrada a R$ 50, tornando-se uma opção mais barata até que muito show de bandas em casas fechadas na capital paulista.

"Os ingressos acabaram de começar a ser vendidos e o acesso a eles já começou a ficar bem grande. A repercussão surpreendeu e foi ainda mais positiva do que nós imaginávamos", comemorou Ricardo, colhendo os frutos do preço justo desde o primeiro dia. "Ainda não fomos com mídia paga para a rua mas o nosso site já está sendo bem acessado e a venda começou bem intensa. O Anhembi é, hoje, o centro de eventos mais qualificado da cidade para receber um evento desse tamanho, de 20 mil pessoas em cada dia. É referência em termos de transporte coletivo e acesso. Isso também vai contar na hora do show."

4 - Atrações paralelas

"Serão cinco atrações musicais na sexta, oito no sábado e seis no domingo", revelou o diretor da Entre Produções na entrevista. Mas nós já sabemos que o festival não vai se resumir só ao que acontece em cima do palco. No anhembi também vai rolar um encontro de carros modificados e de lowriders, com apresentações de B-Boys e grafiteiros. Em um lado mais histórico, o Black na Cena ainda recebe uma exposição de imagens marcantes da cultura negra ao redor do mundo, com mais detalhes a serem revelados no final do mês.

Além disso, o festival vai oferecer espaços para ONGs e projetos de integração divulgarem suas ações sociais, ambientais e humanitárias. As inscrições de projetos ainda estão abertas através do site do festival, que também tem informações complementares sobre toda a festa.

5 - Chance de muitos outros eventos do tipo rolarem no país

Na esperança de que esse seja o primeiro de muitos, Ricardo está confiante no sucesso do Black na Cena. Para o produtor, essa será uma chance de ouro para mostrar à iniciativa privada que tem-se desperdiçado um enorme público alvo por não haver apoio a outros grandes eventos de black music no país. Como ele mesmo explicou, já não dá mais para achar que só festivais de rock ou de música eletrônica são garantia de sucesso por aqui.

"Nesse sentido de montagem de estrutura e trazer os artistas, foi tudo muito planejado. A grande dificuldade hoje é, realmente, mostrar para as empresas a importância desse consumidor. mostrar que existe um público que está sedento e que nós estamos com um festival capaz de se comunicar muito bem com esse público. Também quero que as empresas tenham uma oportunidade muito boa de negócios aí. O que a gente quer mostrar é uma ótima oportunidade de relacionamento com esse público."

Vai lá: Black na Cena Music Festival
Quando:
22, 23 e 24 de julho de 2011
Onde:
Arena Anhembi: Av. Olavo Fontoura S/N - Santana, São Paulo
Quanto:
R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia) [por dia]
Informações:
www.blacknacena.com.br

 

 

matérias relacionadas