por Marcos Candido

Coletivo Ruativa reforma e constrói, de madrugada, lugares para andar de skate

"A gente estava em busca de um jeito para retribuir todas as alegrias que o esporte nos deu", explica o skatista João Yumoto. O agradecimento veio em forma de ativismo. Há cerca de dois anos, João, o amigo Ricardo di Lazaro e mais um grupo de colegas formaram o coletivo Ruativa. Quando a madrugada cai, essa equipe só de voluntários sai pelas ruas de São Paulo para reformar ou criar espaços para andar de skate. Nada de diploma de arquitetura ou dinheiro da prefeitura. O know-how vem da experiência das pistas ou até de tutoriais no YouTube. Já a grana é levantada com a ajuda de vaquinhas entre os integrantes e a venda de camisetas, bonés e canecas do coletivo.

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Uma obra pode custar entre R$ 200 a R$ 500 – fora as horas trabalhadas noite adentro. Quase 10 espaços espalhados por diferentes pontos da capital já foram criados ou reformados. O esforço do time faz parte de um movimento de skatistas de todo o país que, de forma independente, atendem às necessidades de infraestrutura de forma mais ágil e eficiente que o serviço oferecido pelos órgãos oficiais. ‘Cimentar’ por aí, defende Bruno, também possui um significado maior para o esporte. "Nós queremos integrar o skate ao cotidiano da cidade e aproximar as pessoas do convívio com o espaço urbano", conclui.

Créditos

Imagem principal: Anthony Kunze/Divulgação

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