por Redação

Instituto Inhotim vai abrir um pavilhão com as fotos de Claudia Andujar do povo indígena

Quando pisou pela primeira vez na Amazônia, ainda na década de 1970, a fotógrafa Claudia Andujar foi fundo: se enfiou na terra dos Yanomami, povo indígena que, na época, iniciava seu primeiro contato com o mundo branco. Saiu de lá com fotografias que deixaram ela e a etnia conhecidas no mundo inteiro. 

Quase quatro décadas mais tarde, o Instituto Inhotim, em Minas Gerais, decidiu reservar um espaço para essa memória: em setembro, um pavilhão inteirinho vai abrigar as centenas de imagens feitas pela fotógrafa.

Para completar a história, Claudia – homenageada pelo Trip Transformadores em 2013 – resolveu fechar um ciclo. Quando o ano virou, ela pegou um avião e voltou ao território que ajudou a demarcar.

Com 82 anos e uma câmera pendurada no ombro, a fotógrafa reencontrou os Yanomami depois de dez anos longe. Ficou surpresa com as mudanças que encontrou. Mas feliz em constatar que, hoje, eles estão bem organizados para lutar por seus direitos.

As imagens feitas nessa viagem serão selecionadas para também compor o acervo no Inhotim, que será o maior conjunto da obra de Claudia já exibido.

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