por Alexandre Potascheff

Executivos de alto escalão contam como mantém resultados expressivos nos negócios e no esporte

Eles são executivos de alta patente em importantes empresas e dividem as duras exigências profissionais com a paixão pelo esporte. E não é aquele futebol de fim de semana, nem aquela ida à academia onde se gasta mais tempo nas redes sociais do que na esteira. É esporte de verdade, com treinos diários e alto desempenho em provas extremas.

Cícero Barreto, também conhecido como “Cição”, é sul-mato-grossense de Três Lagoas.  Aos 43 anos, é diretor de Marketing e comercial de uma importante operadora de planos de saúde do segmento premium, além de ser um dos melhores atletas amadores do país no trail run, modalidade de corrida realizada em trilhas e montanhas.

Lelo Apovian é paulistano. Aos 43 anos, é sócio da Signium no Brasil, empresa de consultoria especializada na identificação de talentos e na contratação de executivos de alto escalão. No esporte, foi esquiador profissional nos anos 90, quando faturou três títulos nacionais e representou o Brasil em quatro mundiais e duas Olimpíadas de Inverno. Atualmente, é um dos melhores maratonistas amadores do país.

No Trip FM, eles contam como gerenciam suas agendas, falam dos benefícios do esporte na vida corporativa (e vice-versa) e colocam na balança o lado bom e o lado ruim de competirem em provas extremas.

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Trip FM: Cição, qual influência da sua experiência coorporativa no êxito que você tem no esporte?

Cícero Barreto: É fundamental. Principalmente por conta do planejamento que você precisa fazer, em especial nas provas extremas que eu faço. Você não só tem que estipular metas, como cumprí-las à risca para não sucumbir no meio do desafio. Além disso, você traz outras coisas do escritório, como resiliência e trabalho em equipe... Eu nunca corro sozinho. Pra eu conseguir enfrentar esses desafios, seja na Mongólia, na Patagônia ou na Europa eu preciso ter pessoas competentes me cobrindo. E sem dúvida nenhuma o mundo executivo me traz muita experiência para tomar as melhores decisões durante as provas.

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Lelo, você falou no intervalo que é contra essas provas de endurance muito radicais. Por quê?

Lelo Apovian: Eu já fiz dez maratonas e falo com absoluta segurança, pelo menos pro meu corpo: maratona não é uma coisa saudável. Quando você treina, mesmo nos treinos mais longos, você nunca corre os 42 quilômetros da maratona. E aí é legal, você faz uma espécie de meditação, porque você fica cerca de duas horas e meia correndo, em um ritmo bem mais leve do que o da prova, você com você... Dá pra pensar na vida inteira. Quando você vai pra prova é muito mais sangue no olho. O coração alto e você no limite de desempenho. E isso dói. O cansaço bate lá pelo quilômetro 26. Quando você chega nos 32, que ainda faltam 10, já tá doendo muito. Quando chegam os 38, você já começa a pensar que se você acabar a prova se arrastando pelos cotovelos vai sair no lucro. Quer dizer, é o corpo falando “para” e a mente falando “não”. Isso, com certeza, não faz bem. Então, quando eu olho uma pessoa como o Cícero, que faz uma prova de 100 quilômetros... Eu simplesmente não me vejo correndo 12 horas seguidas, meu corpo não ia aguentar.

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SET LIST

The Clash -- Rock the Casbah
Little Joy -- Brand New Start
Bruce Springsteen -- Thunder Road
Hollie Cook -- Milk and Honey
Low Cut Connie -- Rio

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