por Nina Lemos

Quando criança, você tinha planos grandiosos para os 30, certo? Se aquilo que sonhava aos 7 não rolou, relaxe! É assim com todo mundo

 A secretária do futuro (frustrada)
“A primeira coisa que me vinha à cabeça quando eu era criança é que aos 30 eu seria adulta. Achava que a minha vida ia ser tipo o filme Uma Secretária de futuro, em que você começa do nada, e de repente vira uma grande mulher – e ainda cata o Harrison Ford. Você acha que ser independente é pagar as contas, estar com o namorado e ainda ter tempo para pegar uma balada sozinha e… nada disso acontece. Só relaxei quando aceitei que o barato é o processo da coisa. E que a vida não é uma gincana.”
Renata Simões, 38, apresentadora, radialista e videomaker

A solteira independente (que virou mãe)
“Eu devia ter uns 12 anos quando meu pai me deu um jogo de toalhas para uma pessoa solteira. ‘É para o seu enxoval’, ele me disse. Sim, meu pai era um cara que botava a maior fé nos meus sonhos, e, àquela altura, eu acreditava que quando crescesse seria uma escritora de sucesso, que moraria sozinha e bancaria a vida com dignidade. Só que aquele projeto de mulher liberada e solteira não vingou. Me enrosquei aos 19 anos, casei aos 27, e cheguei aos 30 casada e grávida. E agora, na boca dos 50, vivo algo que era quase um delírio (de tão impossível): ser colunista em um telejornal e, sim, aparecer na TV!”
Deborah Bresser, 49, é jornalista e colunista da Record

A mãe de vários (que foge da maternidade)
“Eu tinha certeza de que aos 30 estaria cheia de filhos e agora, aos 34, fico inventando cursos pra adiar a maternidade do filho único que pretendo ter assim que acabar esse novo curso de astrologia em que me matriculei,”
Camila Frander é uma das autoras do livro Enfim, 30

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Créditos

Ilustração: Milena Galli

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