por Carolina Vasone
Tpm #160

Na correria do lançamento do filme Califórnia a cineasta (apresentadora, atriz e cozinheira) Marina Person recebe a Tpm para um papo sobre cinema, política, machismo, beleza e envelhecimento

Foram 22 anos na televisão, 18 na MTV e 4 na TV Cultura, de onde se desligou em julho. Aos 46, Marina Person passou quase metade de sua vida na frente das câmeras. Agora, seus olhos brilham com o trabalho nos bastidores, como diretora. Califórnia, seu primeiro filme de ficção, estreia em dezembro em circuito comercial.

O filme arranca suspiros e lágrimas de quem já rebobinou fita cassete com caneta Bic. A história retrata a juventude da elite paulistana nos anos 80 com o melhor da trilha sonora da época. No centro do enredo estão os jovens Estela, interpretada pela estreante Clara Gallo, e JM, interpretado por Caio Horowicz. Juntos, eles enfrentam os conflitos e as descobertas da juventude, como a primeira transa e a sombra da aids – o tio de Clara, papel de Caio Blat, vem da Califórnia para se tratar no Brasil. “É um filme sobre a minha geração, e sobre iniciar a vida sexual junto com a descoberta de uma doença brutal e assustadora”, conta a diretora.

A mulher que passou anos fazendo TV para adolescentes e agora se dedica a olhar para a juventude dos anos 80 está envelhecendo sem paranoias. Marina é um desses tipos privilegiados que encara a vida com leveza, que acompanha a passagem do tempo sem muita nostalgia.

Fala sem dramas sobre o filho que tentou ter e não conseguiu. “Minha vida é muito boa sem filhos, a verdade é essa.” Ou sobre ver o rosto envelhecer sem preenchimentos e cirurgias: “Prefiro ser uma mulher mais velha do que uma pessoa com cara de alguma coisa que deu errado”, debocha.

Marina acompanha os movimentos pelo direito das mulheres de perto. Faz questão de usar o espaço que tem para engrossar o coro, como quando usou o microfone do Festival Mix Brasil para gritar um sonoro “fora, Cunha!”. “O cara é um facínora; e o país não pode retroceder em questões como os casos de aborto legalizado, isso é um absurdo”, reclama.

Lado B

É ela quem diz que o ano de 2015 foi marcante para articulação de mulheres no Brasil e no mundo, com destaque na indústria cinematográfica. O ano que começou quente com o discurso de Patricia Arquette no Oscar pedindo salários iguais para mulheres e homens. E que vai chegando ao fim com Marina Person disparando: “Por que tão poucos filmes dirigido por mulheres? Você está dizendo que mulheres não estão interessadas em fazer cinema? É claro que não é isso”.

Além das salas de cinema e dos canais de TV aberta, Marina também dá expediente no YouTube há três anos. Criou, produz e apresenta o canal Marinando. “É meu lado B”, explica. Adepta da alimentação saudável, ela é do tipo que prefere carregar a marmita a almoçar mistoquente na padaria. No programa, recebe seus amigos celebs para fazer receitas rápidas e naturebas. Procure pelo cuscuz marroquino feito com Camila Pitanga ou o omelete de forno da Alice Braga. Ou ainda, pela lasanha de abobrinha feita com os colegas youtubers PC Siqueira e Otávio Albuquerque, do canal Rolê Gourmet. Lá vai a Marina, de novo enturmada com os jovens, ensinando a tirar com carinho o bichinho da beringela e jogando o jogo da troca de audiência que alimenta a rede.

Marina conversou com a Tpm por quase 3 horas no apartamento em Higienópolis, zona oeste de São Paulo, onde mora com o marido, o cineasta Gustavo Rosa de Moura, e a cadela Nega. A enteada de Marina, Lina, de 9 anos, vem algumas noites por semana e pode ser vista pulando corda na sala ou dando pitaco nas receitas nos vídeos do Marinando. No meio da conversa, Marina nos serviu suco de frutas e legumes e, depois, fez café com grãos moídos na hora.

 

Tpm. Quem é você no Califórnia?

Marina Person. Tem muito de mim tanto na Estela quanto no JM. Eu era fanática pelo David Bowie, como é a Estela. Algumas situações que estão no filme aconteceram comigo, como a cena em que a protagonista vai à praia e tenta usar um O.B. pela primeira vez. Ou aquela em que o cara fala “vou ao banheiro e já volto”, e ela o encontra beijando outra menina. Já o JM tem essa fascinação pela cena pós-punk – e eu era muito fanática. Os discos da loja e da casa do JM no filme são meus. Aquela situação em que ele dá o livro do Camus à Estela e conta que uma música do The Cure foi inspirada nele, isso foi um menino por quem eu era apaixonada quem me disse. Fui correndo ler, porque precisava conquistar aquele cara.

 Achei o JM bem 2015. Não consegui imaginar um menino tão livre, seguro, bissexual assumido, nos anos 80. Esse menino existiu mesmo? O JM é a mistura de todas as minhas paixões da adolescência. O irmão de uma amiga que era misterioso se vestia com essas roupas meio dark, todo estiloso, tinha aquele cabelo. O irmão de outra amiga por quem fui apaixonada, que tinha um monte de discos e me chamava para ouvir no quarto dele: “Vem ouvir esse som, escuta isso, escuta aquilo”. Projetei nele tudo o que eu imaginava que seria o homem ideal para mim naquela época. Agora, essa coisa da liberdade sexual, sobretudo nos anos 80, é muito importante no filme. Somos filhos dos caras que viveram a emancipação da mulher, a chegada da pílula anticoncepcional. Para nós, era uma loucura viver aquela repressão por conta de uma doença fatal. A maneira como as pessoas morriam de aids era muito violenta: o sujeito ia definhando, cheio de feridas, era algo muito terrível e ligado ao sexo. Foi um impacto muito forte.

Esse é um cenário que mudou muito de lá para cá. A mortalidade caiu, mas o número de novos infectados entre jovens vem crescendo. [De 2006 para cá, aumentou 40% na faixa de 15 a 24 anos.] Como você vê essa mudança? Eu acho uma loucura, principalmente porque passei 18 anos na MTV fazendo campanha do Dia Mundial de luta contra a Aids e repetindo incansavelmente o mantra “use camisinha”. Realmente, não consigo entender. Outro dia, em um festival, um menino de 26 anos me contou que tem oito amigos HIV positivo. E aí outros jovens também começaram a contar sobre amigos infectados. Parece que as pessoas desencanaram

 O JM é um personagem melancólico, solitário. Isso também é autobiográfico? Você se sentia sozinha depois que seu pai faleceu? [O cineasta Luiz Sérgio Person sofreu um acidente de carro fatal em 1976]. Me senti assim muitas vezes ao longo da vida, mas numa proporção menor. O JM é um pouco exagerado. As coisas lá em casa ficaram confusas quando meu pai morreu. Eu tinha quase 7 anos, minha irmã, Domingas, tinha 4, e minha mãe teve que se virar. Eu não era abandonada, largada como o JM, mas tinha essa coisa da falta, de ter ido estudar em colégio interno, morar com a minha tia no Rio de Janeiro durante um período. Enfim, eu ficava longe da minha mãe.

Você estudou num colégio interno? Como foi? Sim, por dois anos eu e minha irmã estudamos no Koelle, em Rio Claro. Tinha 12 anos. Só íamos pra casa uma vez por mês. Os filmes em geral demonizam os colégios internos, mas eu amava. Era uma espécie de colônia de férias com aula. Tinha violão, coral, fotografia. Nós morávamos em um sítio e quando meu pai morreu ficou pesado demais pra minha mãe, ela trabalhava no teatro à noite. Nossa vida ficou caótica. O colégio interno organizou as coisas.

 Você tem um canal de culinária saudável no YouTube. Como começou essa história? Entrei na onda da geração millenium. Não assisto TV, sou uma pessoa total on demand. Vai ser cada vez mais nesses lugares on-line que as pessoas vão se expressar. E eu não aguentava mais falar de cinema, queria outro assunto [Marina apresentou o Cine MTV a partir de 1995, falava sobre cinema no programa Metrópolis, da TV Cultura, e ainda tem uma coluna na rádio Eldorado, chamada Cine Drops]. Como sempre fui muito ligada em alimentação saudável, chegamos no Marinando. É meu lado B. Como não ganhamos dinheiro com ele, temos muita liberdade.

Não faz merchandising? A única marca que me procurou foi uma de tempero pronto para frango, desses que tem glutamato de sei lá o quê. Nunca assistiram a um vídeo do canal, né? Não é possível. Mas se uma marca de produtos naturais que combina com o que fazemos ali nos procurar, por que não?

Sua preocupação com alimentação saudável vem desde quando? Desde a infância, vem da minha mãe. Na casa das minhas amigas, o arroz era branco e na minha, era marrom; o queijo é que era branco. Minha mãe era do tipo que não deixava entrar Baconzitos em casa. Eu sempre levei marmita para o trabalho, na TV Cultura, na MTV, andava com a minha comida aonde fosse. Odeio esses restaurantes a quilo, aquela comida ali, parada. E nunca fui de almoçar misto-quente. Comida pra mim é muito mais do que matar a fome. 

 Você gosta da Bela Gil? Bela Gil é minha ídola! Gosto muito. Justamente porque não é só alimentação saudável, é um modo de vida.

Você não cozinha nenhum tipo de carne no Marinando. Por quê? Não sou vegetariana, mas reduzi muito o consumo de carne. Quando a gente vê essa carne toda bonitinha, embalada no supermercado, ninguém pensa nesse boi, no impacto ambiental da criação do gado. Pesquisas mostram que o mundo já havia consumido todos os seus recursos de 2015 quatro meses antes de o ano acabar. É uma questão séria. É uma questão política. Quando vejo essa bancada BBB de boi, bíblia e bala no Congresso, fico muito preocupada.

O que mais te incomoda na pauta deles? O fato de o aborto não ser legalizado no Brasil já é um puta absurdo. Na verdade, é uma mentira. O aborto só não é legal para quem não tem dinheiro para pagar uma clínica particular. Já estamos atrasados. O país não pode retroceder em questões como os casos de aborto legalizado. Isso é um absurdo.

Você participou das manifestações organizadas por mulheres por todo o Brasil contra o projeto de lei 5069/13 [que restringe o atendimento médico a mulheres vítimas de estupro e dificulta o aborto legal]? Não, não consegui ir. Mas quando fui apresentar um filme no Festival Mix Brasil, gritei um “fora, Cunha” com gosto. Usei, como exemplo, o Califórnia: muita coisa avançou dos anos 80 para cá, mas vê-se, pela situação do Congresso, que a gente ainda tem muito o que fazer. Para mim, Eduardo Cunha é um facínora.

 

Como foi a primeira vez que você sofreu assédio? Foi com o pai de uma amiga, quando eu tinha 14 anos. Estava na casa dela, sentada para usar o telefone fixo, e ele se sentou ao meu lado de um jeito estranho, colocou a mão na minha perna. Saquei na hora e saí voando dali, mas não comentei nada. Um tempo depois, outra amiga contou que ele tentou algo com ela também. Com 14 anos, você fica com vergonha, acho que não contei nem para a minha mãe. Por isso esse movimento que está rolando hoje é importante. Quando a gente tira os assuntos de debaixo do tapete, obriga as pessoas a se posicionarem.

Há 12 anos você foi Páginas Vermelhas da Tpm. Já dizia que queria dirigir um longa-metragem e que queria ser mãe. Mas aí você não teve filhos. Como é isso para você? Até meus 30 e tantos anos eu dizia que queria ter filhos, mas sempre adiava. Sempre achei que quando eu quisesse, poderia ter. Mas não foi bem assim. Conheci meu marido aos 39 anos e aí comecei a pensar no assunto. Fiz tratamento, e a cada vez que não rolava engravidar, me perguntava: “Será que quero mesmo?”. Porque minha vida é muito boa sem filhos, a verdade é essa. Fico muito chateada quando sinto que alguém está roubando meu tempo, sou egoísta com isso. Mas não sou como algumas amigas que dizem: “Não quero ter filho. Não vou colocar uma criança no mundo. Não tenho essa vocação da maternidade”. Elas nunca quiseram e estão bem com isso.

Você acha que existe uma pressão da sociedade sobre as mulheres que não têm filhos? Não sou uma pessoa frustrada. Tem gente que passa a vida tentando engravidar e daí é um peso, uma tristeza muito grande. Não é o meu caso. O que eu vejo é um olhar de compaixão – pra não dizer pena, que talvez seja um termo pesado –  com as mulheres que não tiveram filhos. Muita gente quer saber: “Você não quis ter? Não conseguiu? Não pensa em adotar?”. Eu não penso em adotar. E como ter filhos nunca foi uma questão central na minha vida, levo tudo numa boa. Mas com certeza existe uma expectativa social sobre esse assunto.

Você costuma pensar sobre envelhecimento? Na verdade, procuro não pensar muito nisso. Os idosos estão prestes a passar em quantidade o número de crianças no mundo, então a ditadura jovem é algo que tem que mudar, não adianta, é o mundo, as pessoas estão vivendo mais e tendo menos filhos, é inevitável.

Qual a parte ruim de envelhecer? No fundo, acho chato esse papo. Tem o verso da música “Mother’s Little Helper”, dos Stones, que diz: “What a drag it is getting old”. É chato! Você vai perdendo coisas, mas, ao mesmo tempo, vai ganhando outras, e não dá para menosprezar isso. Tem as coisas óbvias do corpo. Mas você vai bater nessa tecla do “ai, a pele; ai, o cabelo”? Claro que é chato envelhecer, todo mundo sabe. Mas vai ficar pensando nisso? Os anos vão passando e você vai tendo menos tempo de fazer as coisas. Isso basta.

Acho você ainda mais bonita hoje. Você discorda? Acho que eu era mais bonita aos trinta e poucos. E meus 30 foram melhores do que meus 20, com certeza. Fui perceber a idade lá pelos 42. Às vezes olho e levo um choque: “Meu Deus, olha como eu era! Minha pele toda esticadinha, que linda!”. Mas acho muito aflitivo as pessoas que têm resistência a envelhecer, pessoas que ficam tentando parecer mais jovens do que são. A beleza não está só na juventude.

Você já fez alguma intervenção estética para diminuir os efeitos do tempo? Tenho horror a essas coisas. E dá errado. Olha a boca das pessoas! Não faça! Prefiro ser uma mulher mais velha do que uma pessoa com cara de que alguma coisa deu errado. Tenho uma teoria: certos tratamentos com ácidos e afins desgastam a pele, que fica com uma aparência pior ainda!

Na MTV, você falava com adolescentes. Agora, no Califórnia, eles são seus personagens. O que é ser jovem pra você? Essa coisa de ser jovem é sobre não envelhecer nas atitudes, no espírito, e eu sou superassim. Os atores do meu filme têm 18 anos e são meus amigos. Amigos mesmo, de conversar, de trocar confidência, viajar, sair.

Você é festeira? O que é uma festa boa pra você? Sou, muito! Mas hoje sou seletiva. Agora, por exemplo, a gente está estreando o filme e por isso estamos fazendo altas festas. Fizemos uma festinha em um quiosque na Lagoa Rodrigo de Freitas (no Rio de Janeiro) e foi íncrível! A gente ficou até de manhã, estávamos numa alegria, numa excitação.

Recentemente ouvi uma frase de uma mulher com pouco mais de 50 anos para uma amiga de 30 e poucos que reclamava da dificuldade de arranjar namorado: “Querida, você se prepare, porque depois dos 40 a mulher fica invisível na sociedade”. O que você acha disso? Acho essas generalizações todas meio complicadas e penso que a sociedade está mudando, as mulheres estão se colocando mais e ocupando os espaços de outra maneira. Eu, por exemplo, sou muito mais feliz hoje, aos 46, do que era há 7, 8 anos. Mas, claro, tem toda essa coisa que a mulher depois dos 40 ou 45 deixa de ser desejável. Aos olhos de quem? Isso é machismo. 

Você sente o machismo no cinema? 2015 pode ser considerado o ano do feminismo no cinema. Começou com o discurso da Patricia Arquette no Oscar pedindo salários e direitos iguais para mulheres e homens. Depois veio aquele movimento de perguntar algo mais interessante do que “de quem é seu vestido?” para as mulheres no tapete vermelho [o movimento Ask her more nas redes sociais]. Aqui no Brasil, vimos toda a repercussão do caso da Anna Muylaert, desrespeitada por dois amigos em público [ao participar de um debate sobre cinema em Recife, com Lírio Ferreira e Claudio Assis]. O fato é que existem menos mulheres dirigindo filmes no mundo e, tenha certeza, essa não é uma profissão essencialmente masculina. Não tem nenhuma razão para que isso seja assim. Por que tem poucos filmes de mulheres nos festivais? Você está falando que essas mulheres não estão interessadas em fazer cinema? Claro que não. O problema do machismo é que ele é muito naturalizado na nossa cultura. O machismo não está apenas nos homens, o machismo está em todo mundo, inclusive nas mulheres.

Você já sofreu algum tipo de preconceito no meio cinematográfico? Tive uma briga na Associação Paulista dos Cineastas sobre esse assunto. Os caras dizem: “Nunca barramos um projeto por ele ser de mulher”. Acontece que os profissionais que estão selecionando os filmes para festivais, os que estão selecionando roteiros para editais e os que estão selecionando para prêmios são todos homens. Daí, aparece um tema feminino e eles não se interessam. Não porque sejam ruins, mas porque a temática feminina não os seduz. É isso que acontece e isso é machismo, sim. Obviamente você não vai barrar porque é de uma mulher, você não é idiota; mas você é idiota de não perceber onde está o problema.

Em breve você estreia como protagonista no filme Canção da volta, do seu marido, Gustavo Rosa de Moura. Por que decidiu atuar também? Sempre gostei de atuar, mas sempre me achei ansiosa demais para ser atriz. Dessa vez resolvi experimentar e entrei de cabeça. Me preparei muito: pesquisei, fiz cursos, ensaiei pra caramba. E olha, gostei do resultado. Mas foi algo que me consumiu bastante. Admiro essas pessoas que gravam novela de dia e vão apresentar peça à noite.

Você sente saudades dos tempos de MTV? Cara, eu sou uma pessoa que não fica olhando para trás, não tenho saudade das coisas. Gostava muito de fazer os programas, de ter a rotina do figurino, maquiagem, e de encontrar as pessoas. Foi uma época boa. Mas passou.

E você já tem planos para filmes futuros? Tenho. Mas não gosto de falar porque sou supersticiosa. Agora, por exemplo, estou cumprindo duas promessas que fiz pra conseguir as músicas do David Bowie para o filme.

Qual é a promessa? Não comer chocolate? Não! Chocolate é fácil. Não estou comendo açúcar branco nem comida industrializada. E só posso beber duas vezes por semana – e quando você faz promessa, tem que cumprir!

Apresentadora, diretora, cozinheira e atriz. Você planejou tudo isso ou foi acontecendo sem querer? A graça da vida é não saber o que vai acontecer, então faço planos aqui e ali, mas sei que tem muita coisa legal que eu nem imagino que está por vir. Gosto de dar pequenos passos e ver quais caminhos se abrem. Por exemplo, pensei que ia ficar três meses na MTV, um ano no máximo. E fiquei 18.

 

 

Créditos

ESTILO LUCIO FONSECA BELEZA OMAR BERGEA TRATAMENTO DE IMAGEM MONTANHA/IMAGETOUCH COORDENADOR PRODUÇÃO ALEX BEZERRA AGRADECIMENTO (TÁVOLA42TAVOLA42.COM)

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