por Giulia Garcia

Elas gravaram ”Na Pele”, música que fala sobre a passagem do tempo e o que carregamos dentro de nós

Um chão coberto de saibro, uma árvore cenográfica, projeções e um sofisticado jogo de luzes. “É uma videoarte dentro da letra que é uma poesia.”, diz Ani Haze, responsável pelo video mapping do clipe de "Na Pele", parceria de Pitty e Elza Soares.

Dirigido por Daniel Ferro, o vídeo foi ao ar no dia 7 de agosto. Nele, imagens com texturas de pele, rostos e bocas criam mosaicos na tela de projeção ao fundo, ilustrando o ambiente com um emaranhado disforme de peles. “O que era para ser cenário, virou uma instalação de arte”, explica a produtora Nathy Kiedis. 

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A música trata da passagem do tempo e a bagagem que cada um carrega de suas vivências. Pitty a escreveu em 2013, ao refletir sobre como absorver e entender que a idade da alma às vezes não combina com a do corpo.

Embora gostasse do que escreveu, a letra dessa música ficou de fora do último álbum da cantora, chamado Setevidas. Quatro anos depois, porém, a música encontrou em Elza um caminho para ganhar o mundo. “Eu não achava que ela tinha que ser gravada no meu disco, eu não tinha achado um rumo pra ela. Um dia veio esse estalo: a Elza”, conta Pitty.

Para a cantora baiana, Elza simboliza a luta, a resiliência e a fortaleza da mulher negra; e sua vida e obra condiziam com a mensagem a ser passada. Após a proposta, Elza aceitou não apenas gravar a música, como também o fez em conjunto com a compositora.

A Tpm mostra aqui, com exclusividade, o making of do clipe de Na Pele.  

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Créditos

Imagem principal: Daniel Ferro

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