por Marcos Candido

O carioca tem só 21 anos e hormônios à flor da pele - e já está mais do que habituado a enfrentar ondas gigantes para ser um dos maiores big riders brasileiros

O big rider Lucas Chianca Chumbinho é um dos caras mais populares da Praia da Macumba, no Rio de Janeiro. Quando finca o pé na areia a entrevista à Tpm, ele é diversas vezes cumprimentado efusivamente pelos locais. "Será que a gente consegue conversar aqui, com esse movimento?", questiona.

A fama tem seu motivo. O local de Saquarema, de 21 anos, concorreu em três categorias do Big Wave Awards de 2017, premiação que elege o melhor surfista de ondas grandes do mundo. As primeiras indicações surgiram em Nazaré, Portugal, onde ele pegou ondas com mais de 40 pés e garantiu vaga nas categorias Onda do Ano e Melhor Performance. A última indicação veio de Mavericks, na Califórnia, onde Chumbinho se jogou, na braçada, e descolou mais uma vaga na categoria Melhor Onda na Remada (quando o surfista não é rebocado por um jet ski).

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Seu estilo é elogiado por manter o controle sobre a prancha frente às ondas gigantes. Controle, aliás, é a palavra que o define atualmente. Há pouco mais de um ano, aderiu a uma agenda de treinos. Se, antes, tentou a sorte no circuito classificatório convencional, foi só com um treino mais rígido, fruto da parceria com o surfista Carlos Burle, que ele conquistou resultados expressivos no oceano. "Eu saía praticamente todos os dias da semana. Hoje, se for uma vez por mês, é muito”, diz Lucas, em uma cativante malemolência carioca. Episódios como o ocorrido quando Chumbinho tinha 15 anos, em que uma festa ao fim de um campeonato em Pernambuco terminou numa briga com direito à faca, foram trocados por sessões de yoga, alimentação saudável e treinos físicos periódicos. "É um esforço grande, mas válido, para manter meu foco no esporte", avalia.

É evidente que a regrada rotina do garoto de olhos pequenos e castanhos - frutos do pai, o multiesportista Gustavo Chumbão - continua a embarcar em aventuras espontâneas. Quando retornava de uma trip europeia, há alguns meses, Lucas mudou para um assento mais confortável. "Daí olhei para o lado e vi ela", relembra. Assim, encontrou Hayra, surfista da Barra e sua atual namorada. "Sei que, até atingir a maturidade de quem me guia, eu precisaria de ao menos dez anos a mais do que conquistei em 20. Mas já sou, hoje, um cara mais controlado e eficiente". Tomando um açaí enquanto aprecia o mar, ele abre um sorriso fácil e rápido. "Mas meu dia sempre termina em praia", sorri.

Créditos

Foto principal: Fernando Young

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