por Lia Bock

É impossível não amar o que fomos quando estávamos amando

Naquele momento quando tudo parece estar perdido e o único caminho viável parece ser seguir a placa “fim”, nada melhor do que abrir a pasta de fotos. Lembrar daqueles momentos de sintonia e felicidade em que juramos ficar juntos pra sempre, se não renova, pelo menos enche de alguma coisa que não seja mágoa e tristeza. É impossível não amar o que fomos quando estávamos amando. Cúmplices. É impossível não sorrir com o sorriso que demos quando, a dois, decidimos alugar aquele ap. É bom lembrar que escolhemos estar aqui e que nem sempre fomos o emaranhado de problemas que somos agora. Aquela foto em que exibimos nossas alianças com orgulho traz toda a alegria que nos invadiu há alguns anos, quando eu jurei que duraríamos mais do que o sofá... Abrir o arquivo de fotos é ver que não fracassamos, simplesmente deixamos de vencer. É diferente. Ali, naquelas imagens sem cortes, está tudo que deixamos de ser, está tudo que se curva gentil (cúmplice) e anuncia: vai!! Siga teu rumo e esteja pronto pra começar tudo de novo. Não há saída que não leve a algum lugar.

Para seguir: @euliatulias

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