Esse trabalho exibe um grande esforço de pesquisa. Como ela foi feita e quem participou dessa fase? Cara, a parte de pesquisa contou com alguma ajuda, sim. Fomos eu, eu e eu mesmo... [Risos]. A verdade é que eu acabei fazendo quase tudo sozinho. Tinha algumas idéias na cabeça do que queria e não faria muito sentido em delegar isso a alguém - algo como "fulano, vai lá e me traz tal recorte, tal manchete".
Renderia mais se você centralizasse, certo? É. Era melhor que fizesse isso. E no contato com os caras também funcionaria melhor se eu entrasse direto na coisa. É só a gente pensar que eles são punks. Imagina mandar alguém ligar no meu nome. Iriam mandar à merda, não atenderiam.

E qual foi a parte mais complicada? Encontrar as pessoas, sem dúvida. Você tem esses ícones, entre aspas, como o Clemente, dos Inocentes, o Antonio Bivar, mas tinha também aqueles que sumiram... E alguns morreram. O punk da capa do DVD (foto acima), por exemplo, descobri que ele morreu há pouquíssimo tempo, umas três semanas... Complicado...
E como estava a "memória" do punk brasileiro? Terrível. Tudo espalhado. Precisei contar com ajuda de muita gente pra juntar material. E ainda assim, muita coisa se perdeu. Posso te dizer uma coisa: se esperasse mais uns dez anos para contar essa história, não conseguiria...






