
Seu desempenho nas triagens chamou a atenção e mereceu elogios inclusive de Kelly Slater, que chegou a dizer que era bom o mar não subir como estava nas triagens porque seria difícil bater os “garotos”, se referindo a O’Brien e Santos, além de mencionar o local Manoa Drolet, que entrou como convidado.
Não sei ao certo quando o oito vezes campeão mundial e vencedor das duas primeiras etapas deste ano profetizou sobre os trialistas, provavelmente durante os vários dias nos quais o diretor da prova, Luke Egan, teve de adiar o início do evento por falta de ondas, mas não há dúvida de que a sintonia com o mar e a gana de Bruno pela vitória começaram na seletiva.
Foram 11 baterias – entre suas vítimas o atual campeão mundial Mick Fanning e o vice Taj Burrow – até Bruno conquistar uma vitória que há seis anos nós brasileiros não obtínhamos, e que, exceto pelo ano em que Tom Curren, então bicampeão mundial, resolveu voltar ao Tour e conquistou o tri disputando as provas a partir das triagens, é algo muito incomum no atual formato do WCT.
Muito bom nessa história também é que apesar de as finais serem disputadas em ondas pequenas, quando Bruno bateu o respeitado e resignado Manoa Drolet, sua vitória começou a ser construída de fato quando o mar bombava ondas de até 15 pés. Um cala-boca para os que consideraram os brasileiros do WCT “merrequeiros”. Restam agora os seis do “time” do Brasil no Tour aproveitarem o rastro deixado por Bruno Santos.
ISA WORLD JUNIOR
Começa amanhã em Hossegor, França, o Quiksilver ISA Surfing Championship, organizado pela única associação que coexiste com a ASP. A competição, para atletas até 18 anos, é por equipe, o que deixa o surfe mais próximo da Olimpíada.
SUPERSURF
Se na primeira os catarinenses dominaram em Florianópolis, agora foi a vez dos nordestinos. Jano Belo venceu e Wilson Nora ficou em segundo na segunda etapa, disputada no Cupe, PE. Tita Tavares, no feminino, venceu pela 13ª vez e segue quebrando recordes.




















