
São 29 esportes pretendentes reconhecidos oficialmente, de golfe a escalada, de xadrez a surfe, de sumô a mergulho, e ultimamente o COI não tem demonstrado muito interesse em ampliar o universo dos que já desfrutam o status de esportes olímpicos. Os motivos vão do tamanho, e portanto do tempo, que uma Olimpíada no formato atual tem e que teria de ser ampliado, à dificuldade que o comitê tem para lidar com as influências de todos os tipos para privilegiar este ou aquele esporte, passando também pela complicada disputa entre os considerados tradicionais e os jovens, freqüentemente muito mais populares.
Não bastasse tudo isso, certas modalidades têm uma dose de subjetividade nos critérios de julgamento que intimida os organizadores. Nesse sentido, a prova de wakeboard no Pan foi um teste exemplar. O esporte, que chegou à sofisticação de desenvolver um piloto automático para controlar a velocidade da lancha e, assim, evitar uma falha humana que comprometa o atleta, não deixou nenhuma dúvida sobre os resultados.
Na avaliação de Marreco, o wake funcionou bem como porta de entrada para outros esportes não convencionais, que normalmente não são levados muito a sério. E conclui, “o esporte deve estar no Pan-Americano do México”. Subjetividade por subjetividade, esportes olímpicos como saltos ornamentais, ginástica artística e até o boxe passam por decisões discutíveis. E se o surfe, por conta das restrições geográficas, ainda deve continuar de fora, o skate, um dos esportes mais populares atualmente, há tempo deveria estar dentro.





















