• Coisas eróticas conquistou 4,7 milhões de espectadores e permanece entre as 20 maiores bilheterias do cinema nacional.
• A bunda do cartaz do filme que levou multidões aos cinemas não pertencia a uma mulher, mas a um travesti.
• O surgimento do pornô verde-amarelo só foi possível graças a O império dos sentidos, filme japonês com sexo explícito. Depois que os exibidores brasileiros conquistaram na Justiça o direito de mostrar o filme, abriram a jurisprudência para os cineastas daqui fazerem seus próprios filmes de sexo.
• Anal? Oral? Fist-fucking? Gang bang? Nada disso. A primeira cena de sexo do nosso cinema foi uma singela punheta, tocada pelo ator Oásis Minitti, protagonista de Coisas Eróticas.
• Oásis Minniti, advogado e ator, era casado e pai de dois filhos quando aceitou participar do filme. Tornou-se o mais famoso ator pornográfico brasileiro e chegou a dar aulas de sexo.
• O sucesso de Coisas Eróticas acabou por eliminar a diversidade da Boca do Lixo paulistana, um cinema feito do povo para o povo e até então baseado em vários gêneros: comédia, terror, policial, faroeste. De uma hora para outra, a Boca passou a trabalhar só com sexo explícito e todos os outros gêneros sumiram. Quando o público se cansou da sacanagem na tela grande, migrando para o pornô em VHS, já era tarde para voltar atrás. E, assim, o cinema da Boca morreu.





















