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A cara do dono

Apesar da crescente demanda, a customização no Brasil ainda está às margens da cultura pop
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18.05.2009 | Texto por Marília Kodic Fotos Divulgação

 

Tá a fim de desembolsar R$ 150 para transformar seu tênis velho em um sneaker exclusivo? Esse é o valor médio cobrado por artistas para dar um trato especial no seu calçado.

O mercado da customização, que mescla cultura pop, reciclagem, improviso e arte, é ainda informal no Brasil, com algo perto de cem profissionais em ação. Um deles é Leandro Nascimbene, o Jimmy. Aos 26 anos, ele trabalha na área há três: “Comecei pintando um dos meus tênis, mas usei as tintas erradas e saiu tudo [risos]. Testei todos os materiais até encontrar os melhores, assim pude me especializar. E não parei mais”.

Já Neimar Duarte, 23 anos, viu na customização um jeito de usar seus dons no pinstriping, técnica de desenhos feitos apenas com filetes de tinta à mão livre, utilizando um pincel especial conhecido como striper: “Eu queria dar movimento usando apenas linhas finas e curvas em um All Star, um clássico e meu tênis favorito, para remeter diretamente à Kustom Kulture, a popular cultura americana de customização”, conta.

Vinicius Rafael da Silva, o Popó (foto), 27 anos, é restaurador de obras de arte, mas gosta mesmo é de customizar sneakers, seu hobbie desde 2007: “É engraçado ver as pessoas perguntando onde eu comprei o tênis e responder que não vende em lojas, que foi feito à mão. Isso é único. As pessoas estão começando a entender o conceito de exclusividade”, acredita.

 

 

 

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