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Tópico: Desprendimento
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Economia

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Conheça Randi Newton, a americana que tornou-se stripper e conseguiu driblar a crise
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18.05.2009 | Texto por Kátia Lessa Fotos Maya Hayuk


Nossa repórter entrevista Randi e Allan Priaulx, assessor do Rick´s Cabaret

Nossa repórter entrevista Randi e Allan Priaulx,

assessor do Rick´s Cabaret

Lycra e lucro
Para trabalhar no Rick’s Cabaret, considerado de alto padrão, as garotas devem pagar uma taxa que gira em torno de US$ 140 por noite. O que resta fica na lateral das calcinhas brilhantes, única peça que resiste às apresentações calorosas das moças em seus shows solo ou às danças privativas e massagens feitas em frequentadores engravatados. “Já cheguei a fazer US$ 500 em uma noite na qual trabalhei por apenas três horas”, diz a stripper, que hoje prefere guardar seu dinheiro dentro de casa, bem longe dos bancos. “Com a economia do jeito que está, não confio nos bancos. Meu dinheiro fica nos lugares mais estranhos e secretos que você possa imaginar, bem longe de aplicações e investimentos”, dispara Randi, enquanto confere os e-mails em seu smartphone. Diferentemente das outras garotas que trabalham na casa, Randi não esconde sua profissão. “Minhas amigas sabem que eu sou maluca e ficam felizes porque agora tenho tempo para mim e para elas. Antes eu almoçava na mesa do escritório, tinha uma vida deprimente. Hoje não preciso nem me preocupar com a crise. Meu antigo chefe já esteve aqui, pediu uma dança e me deu US$ 200. Disse que eu tenho talento.”

O assessor corporativo da casa, Allan Priaulx, confirma a história. Responsável por receber os pedidos de emprego das meninas, ele conta que depois da crise o número de candidatas subiu de 25 a 30 ao ano para 50 por mês. “São mulheres que trabalhavam em grandes empresas, pós-graduadas. Aqui a crise não existe. Os homens estão sob muita pressão em seus trabalhos, e esse é o lugar perfeito para relaxar e esquecer o mundo lá fora”, diz. Não é o que conta um cliente que estava na casa no dia da visita da Trip e não quis se identificar. Diretor de uma grande empresa de tecnologia e habitué há mais de três anos, ele relata que antes o lugar vivia cheio, mas que ele está muito mais feliz agora. “Meu uísque demorava para chegar e era difícil ter a atenção de mais de uma garota ao mesmo tempo. Hoje elas estão mais dedicadas, você percebe?”, gargalha o executivo, envolto por três mulheres seminuas, inclusive uma brasileira de currículo invejável – com pós-graduação e especialização na área da saúde em São Paulo e cuja conta bancária, segundo ela, já acumula meio milhão de dólares.

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