Border Tibet-Nepal
O trânsito frenético de caminhões, jipões militares, motos e corvos dificultavam o raciocínio. Éramos os primeiros na fila da saída dos estrangeiros e fomos os últimos. Ficamos de castigo durante 3 horas.
Nossos documentos de saída (várias folhas de autorizações) estavam adulterados. Tínhamos que voltar para Lhasa e conseguir um avião. Ate Lhasa seriam mais 4 dias de viagem. Sufoco. Caos. Que nada. Um capitão do exército chinês aproximou-se. Mister Cheng. Deixou-nos tranqüilos.
Disse que as agências sempre fazem estas burradas e que teriam que pagar uma multa.Resumo da "ópera chino-tibetana-brazuca-nepalesa": o vacilão dono da agência foi localizado e as autoridades nos liberaram.
Katmandu está um pardieiro. O primeiro ministro maoista não liberou nenhuma verba para as festividades religiosas-populares desta temporada. Seria como não ter subsídios para o carnaval da Bahia e do Rio. Sintonizou-se?
Muita pancadaria pelas ruas. Aproveitei e andei mais de 10 km do meu hotel até outras quebradas.
*PS - As fotos são uma amostra da grande jornada que fizemos com os peregrinos ao redor o monte Kailash. O André como sempre encontrou um amigo das antigas em Pasupatinath.
Inté Arthur V.
