Tarda mas não falha!
A saga continua pelos confins do continente Ártico. O ponto de chegada é a cidade de Reykjavik, capital da imensa Islândia. Vulcões, lava, vikings, gelo, geleiras negras e um povo ligadíssimo na tecnologia geotérmica. Ja se passaram cinco dias desde que pisei em solo islandês e por incrível que pareça ainda não vi a escuridão da noite. Os dias são inesgotáveis. O lusco-fusco arrasta-se da meia-noite e se estende até as três da matina, quando o sol retorna turbinadíssimo. Ontem, caminhando na área central da cidade, um bêbado se jogou na frente de um ônibus e saiu o motorista e o auxiliar. Um deles empurrou o bebum e a multidão colou no pedaço a favor do Bukowisk de plantão. Acreditem... botaram o ônibus para andar. Pela primeira vez na vida vi, em um canto do planeta, um bêbado ter razão.
Para quem não sabe estamos na terra natal da Bjork, do Sigur Rós e do Prêmio Nobel de Literatura Halldor Laxness. O rock, a literatura e as artes plásticas dominam a vida desse lugar com pouco mais 300 mil habitantes e do tamanho da Inglaterra. Acabei de chegar de uma terma que fica dentro de um imenso tanque natural de lava. A enigmática Blue Lagoon com sua água leitosa azulada. Terra de elfos, gnomos, trolls e jarovergar. Pelo menos 99% da população da Islândia acredita nos seres dos mundos secretos, e 100% em extraterrestres. E você, acredita em elfos e fadas? Conto no próximo post a historia deles.
Arthur Veríssimo, direto de Reykjavik [Islândia]
