apresentado por Som Livre

Exposição colaborativa, campanha pelas mulheres na música, tarô, e, claro, shows inesquecíveis: a participação dos selos slap e Austro na Casa Tpm

A sexta edição da Casa Tpm contou com a presença de dois selos musicais fortes e bons de briga: o slap, que há dez anos batalha para abrir as portas do mercado para novos artistas e diferentes linguagens, e o Austro, que aproveitou o evento para lançar a campanha #AustroLaFemme, que busca dar mais visibilidade e representatividade para as mulheres da cena da música eletrônica.

Como o clima do evento era celebrar e discutir as questões mais inquietantes do universo feminino contemporâneo, Austro aproveitou para divulgar a situação crítica das DJs e produtoras no país e no mundo – que hoje não ocupam nem 20% dos line-ups dos principais festivais ao redor do planeta. 

Quem passou pelo espaço da Austro também pôde matar um pouquinho da curiosidade sobre o futuro, ao se consultar com uma taróloga. “As cartas não disseram, mas com esse evento maravilhoso discutindo a condição da mulher, já dá para prever que o futuro é mesmo feminino”, brincou Ana Tavares, uma das participantes da Casa Tpm.

Costura de histórias

Como parte das comemorações de dez anos do selo, o espaço Slap montou uma exposição colaborativa: as mulheres que passavam por ali tinham suas histórias escritas e depois expostas, para que outras pessoas pudessem ler. “Eu realmente acredito que compartilhar nossas experiências nos faz crescer. Estamos tecendo juntas uma nova história”, comentou Ana Paula Barbosa, visitante do espaço. Além de ajudar a escrever mais uma etapa da trajetória do selo, as participantes também podiam escolher uma nova trilha para o ambiente no jukebox vermelho, como os álbuns de artistas como Marcelo Jeneci, Céu e a banda OutroEu – que, inclusive, fez um pocket show durante a abertura da casa. O Slap, que é o selo de nova música da Som Livre, também foi o curador artístico oficial do evento, levando para o Nacional Club os shows Silva canta Marisa e Amar e mudar as coisas, com as cantoras Ana Cañas, Karina Buhr e Taciana Barros.

Ainda lembro...

O primeiro dia da Casa Tpm terminou embalado pelas canções de Marisa Monte na voz de Silva – e também pela plateia lotada que sabia de cor cada verso dos hits da cantora, como “Beija eu”, “O que me importa” e “Não vá embora”. “Marisa é uma das minhas cantoras prediletas, que ouvi a vida inteira. Ela tem uma presença forte e, ao mesmo tempo, uma doçura impressionante para falar de amor de um jeito próprio. É uma honra ter cantado neste lugar incrível, com uma energia tão boa como a deste público. Vou lembrar para sempre”, disse o cantor. A noite terminou ainda mais feminina e com muita música eletrônica com o set da Marian Flow (do duo Flow & Zeo) apresentado pelo selo Austro Music.

Viver é melhor que sonhar

No domingo, o show que encerrou a sexta edição da Casa Tpm reuniu as cantoras Ana Cañas, Karina Buhr e Taciana Barros em uma linda homenagem a Belchior – com direito até a isqueiros acesos na pista e canja da cantora Maria Gadú, que estava na plateia. “Cantar Belchior é transcender qualquer expectativa. É muita sensibilidade e genialidade. Quando o público canta junto – e canta mesmo! –, dá uma emoção louca. Foi catártico, amoroso, delirante”, contou Ana Canãs. A apresentação também teve a participação da atriz Martha Nowill, que leu trechos da biografia Belchior – apenas um rapaz latino-americano, de Jotabê Medeiros, livro lançado no evento. 

Vai lá: @slapmusica @austromusic

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Imagem principal: Bruno Polengo

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