Nos conhecemos através de umas amigas em comum, mas foi na Trip que nos aproximamos.
Por onde passa ela chama a atenção: estilosa, de personalidade forte, adora novas aventuras. Ela é designer, grafiteira, DJ e não nega uma boa festa rodeada de amigos. O significado de seu nome é: “digna de ser amada”. Com vocês, Amanda Mussi, uma amiga que eu amo.
*Por Flávia Fraccaroli
Arquivo pessoal
1. Eu, Pedro, Szonia e o namorado dela, em Budapest. 2. Eu fazendo um graffiti no teatro municipal, no começo do ano
[Risos.] Bom, pra começar você acertou, era little Amanda mesmo... Eu nasci em São Paulo, em 1986. Com 6 meses de idade meu pai, que é paraguaio, arrumou um emprego na Nigéria. Então fomos morar lá meu pai, minha mãe e eu, por cinco anos. Depois voltamos pra SP, ficamos mais dois anos aqui e fomos para Asunción, capital “del Paraguay”, onde ficamos por mais cinco anos. Depois que meus pais haviam se separado, minha mãe e eu viemos para São Paulo novamente. Eu já moro aqui há dez anos.
E seus irmão?
Meus amores! Tenho dois irmãos por parte de pai, o Tomy, 9 anos, e o Joaquin, que vai fazer 6. Todo mundo que olha para nós três pensa que eu sou adotada, porque eles puxaram a cor do meu pai, são loiríssimos! Eles moram com a mãe deles, em Buenos Aires. O Tomy joga rugby e é mais molecão, o Joaquin vai ser artista, ele gosta de música, desenha e sempre me pede pra mostrar meus desenhos.
Você fez faculdade de que e onde?
Eu sou formada em design digital pela Anhembi Morumbi, me formei em 2009.
Como o grafite entrou na sua vida?
Bom, eu gosto de desenhar desde que nasci e, quando tinha uns 13 anos, lá no Paraguai, eu andava de skate, meus amigos eram grafiteiros, MCs e skatistas também. Aí vim morar aqui, o pessoal do meu bairro grafitava também, conheci o trabalho de OsGemeos e muitos outros grafiteiros daqui. Resolvi aprender faz três anos e gostei tanto que deixou de ser hobby pra virar profissão também. Hoje em dia me sinto mal quando não pinto.^^~-_-
Arquivo pessoal
3. Eu tocando numa festa. 4. Com meus amigos no Paraguay, nas férias de janeiro passado. 5. Meus irmãos Joaquin (esq) e Tomy (dir) comigo em Buenos Aires.
E a música, quando começou a tocar?
Eu estudei música desde criança, no colégio e em aulas particulares: fazia violão, canto, já toquei até saxofone! Eu sempre fui muito interessada por música, tenho muitos amigos DJs e produtores que me influenciaram. Eu sempre quis ter banda, na minha época mais punk rock. Depois fui me interessando mais por bases e produções experimentais e comecei a criar um gosto bem particular, até perceber que as coisas de que eu gostava não tocavam nas pistas. Então comecei a discotecar em festas de amigos e até em alguns clubes de SP. Eu adoro tocar, ainda sou bem amadora, mas estou investindo nisso e tenho vontade de levar a sério, a música é uma das minhas maiores paixões...
Como você se imagina daqui a 20 anos?
Rica [Risos]. Casada, com filhos, renomada no que faço, morando num lugar lindo e calmo...
Bandas preferidas? O que não sai do seu iPod?
Não tem algo que nunca saia do meu iPod: eu sempre troco tudo. No momento, escuto muito produtores de modern funk, electro-boogie etc., como Dam Funk, Flying Lotus, Mr. Oizo... Mas sempre tem faixas calmas de trip hop, como por exemplo Portishead, e nunca falta música jamaicana como Purple Man, Sister Nancy... Enfim, minhas amigas acham que eu escuto música de alienígena, só ouvindo mesmo pra explicar.^^~-_-
Entre seus trabalhos, de qual você mais se orgulha?
Do que você está falando? De grafite? Lugares em que trabalhei ou qual das profissões eu mais gosto?
Ah, pode ser um dos três, me fale de alguma coisa que você fez, olhou e falou: “C...lho, mandei bem!”
De grafite com certeza eu me orgulho do painel que fiz para a Adidas num evento de lançamento de coleção deles, na Bienal. Eu pintei um painel de 5 metros durante o evento e tinha que desenhar artigos de esportes como basquete, futebol etc. Eu nunca tinha feito desenhos com esse tipo de coisa, mas fui na fé e gostei muito do resultado! E de design com certeza eu me orgulho muito do meu TCC da faculdade, ralei um ano com meu grupo e fizemos um projeto sobre carnaval on-line, rede social etc. Depois de muitíssimo esforço, a gente tirou dez. Acho que até agora foi uma das minhas maiores conquistas...
E os apelidos? Paraguaia, Mandi, de onde vêm?
Paraguaia vem desde que eu tenho uns 12 anos, vim pra SP, fiquei só um ano aqui e no colégio uma amiga me apelidou assim. Hoje em dia a cidade inteira me chama de paraguaia. Eu cansei, mas não é algo que eu possa mudar, né? Mandi é um simples diminutivo de Amanda, muita gente me chama assim.
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7. A Flá querida e eu no Transformadores 2010 !! Amoooo. 8. Caio Ferreti, Eu, Nancy, Pri e o Diogo Rodriguez no Alma Surf.
Sobre o programa no Multishow [Em Busca da Balada Perfeita], conta um pouco como você foi parar em Budapeste.
Meus amigos ficaram sabendo do casting pra esse programa e faltava uma pessoa pra ir com eles. Então me chamaram. Acabou que só eu fui chamada, além de mais duas pessoas que até então eu não conhecia... Eu nunca tinha ido para a Europa e muito menos no maior festival de música de lá. O lance do programa era bem isso, a gente indo curtir o festival, entrevistar bandas, conhecer a cultura etc.
Nossa, eles devem ter ficado p... da vida e orgulhosos ao mesmo tempo...
Na real quem ficou p... fui eu, porque é óbvio que eu preferiria ter ido com meus amigos do que com dois estranhos, né? Uma pena mesmo.^^~-_-
Qual foi a coisa mais louca que você viu por lá?
Acho que o mais louco foi no último dia do festival, em que rolou um DJ holandês que tocava umas músicas folclóricas misturado com tecno bem cafona mesmo e, como 80% do pessoal era holandês, todo mundo levou milhões de brinquedos, esses jacarés e bichos de piscina infláveis, que é tradicional para eles, e arrancaram vários galhos enormes de arbustos. Então, quando eu entrei na tenda, parecia uma floresta de desenho animado, com umas boias pulando e cheio de plantas, eu não conseguia acreditar!
Qual lugar do mundo você sonha conhecer e por quê?
A Holanda, né?! [Risos] Depois do convívio que eu tive com esse povo, fiquei certa disso.
Pra finalizar a clássica: como veio parar na Trip?
O Colé [Vinícius] do site é meu amigo há muitos anos, e eu tinha acabado de sair da Trama, onde trabalhei antes. Ele viu a vaga de assistente de arte do marketing pelo Facebook do Guga, que era o diretor do departamento na época. Aí eu entrei em contato e foi “emprego” à primeira vista [risos]. Eu já queria vir pra cá faz tempo, gosto muito daqui! Fora que eu conheço muuuuita gente que já trabalhou na Trip também...
Eu conheci a Flavia um dia em que estava tirando um cochilo na casa de uma amiga nossa. Eu acordei, dei oi e nunca mais a vi. Nos reencontramos aqui na cozinha da Trip e foi como se já nos conhecêssemos há muito tempo. Ela é uma amiga muito querida e especial, sempre bem-humorada e com um sorriso estampado no rosto. É um humor muito particular, com o qual me identifico. Ela é uma pessoa que sabe ouvir e com a qual eu me sinto sempre à vontade para conversar sobre qualquer coisa. Rasgação de seda pra que, né amiga? Amo você!!!! (Amanda Mussi)





