Revista Trip

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Postado em 29.04.2009 | 19:02 | por Cirilo Dias
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Ok, o assunto é mais batido e sem solução do que gastar linhas divagando sobre políticos honestos e corruptos. Mas omitir o que aconteceu na madrugada desta quarta-feira em frente ao Pacaembu seria muita "bundamolice".

A saga para conseguir um ingresso para segundo jogo da final do campeonato paulista começou há uma semana, tentando acessar o site da ingressofácil todos os dias e me acostumando com as mais diversas telas de erro de conexão e me consolando com a mensagem final “ingressos esgotados”. Seriam cambistas virtuais? Segui com essa dúvida e parti para o plano b: encarar a madrugada e perder algumas boas horas na fila do Pacaembu. Para isso escalei meu irmão e fomos lá, às 4 da matina, esperar até 9h para ter o tão sonhado ingresso em mãos.

No caminho, um grupo de corintianos dá o primeiro susto com a a assustadora frase “mano, desencana, a fila para arquibancada está dando a volta no estádio. Vai direto para as cadeiras numeradas que está tranquilo”. E realmene estava. Menos de quinhentos metros me separavam do tão sonhado ingresso. O problema seriam as eternas horas de espera.

Enquanto as coisas estavam tranquilas e divertidas, o circo armado pela imprensa incluia carros e motos travando o trânsito, helicópteros sobrevoando o estádio e repórteres com preguiça de ir até o início da fila para realizar a simples pergunta “que horas você chegou aqui?”. As horas passam, a ansiedade e a fila aumentam, a organização das filas era comandada pela própria torcida, tudo funcionava perfeitamente bem até que chegam ao recinto umas seis pessoas vestindo lindos coletinhos amarelos escritos “monitores”. E como dizia o jornalista boleiro Nelson Rodrigues, “é aí que está o busílis”.

A fila começou a ficar desorganizada, senhores e senhores de idade brotavam de todos os lados e a incrível organização reservou 2 guichês apenas para atender mais de mil pessoas da fila e quando você perguntava para algum monitor o que estava acontecendo, a resposta era: “não faço ideia, eles [os vendedores de ingressos] estão lá dentro. Como eu posso saber?”.

Mas foi aí que uma sucessão de fatos estranhos aconteceram diante dos narizes corintianos: a fila para; começa um tumulto; 5 ou 6 cambistas furam a fila com o consentimento dos monitores, polícia e funcionários da bilheteria para saírem exibindo pacotes de ingressos na cara cansada e insone da torcida que estava ali apenas esperando ser respeitada. Detalhe: o número de ingressos era limitado a três por pessoa.

O que parecia um absurdo deslavado conseguiu ficar pior. Misteriosamente a bilheteria fecha e a polícia militar (eficiente e bem informada como os monitores) sai espalhando : “acabaram-se os ingressos, podem ir embora”. Enquanto isso, cambistas vendiam ingressos para as seções numeradas e tobogã. Seria normal se não fosse outro pequeno detalhe: a bilheteria do tobogã permanecia fechada até as 11h. Como os ingressos foram parar na mão dos cambistas?

Tentei alertar um guarda, mas as Polícia Militar presente se limitou a me responder com a frase “onde tem demanda, tem oferta. Se você me apontar onde está o cambista, eu vou lá e prendo ele”. Apontei para o cambista e o policial pareceu mais preocupado em advertir uma senhora que vendia refrigerantes e água.

E o final majestoso ficou por conta da torcida que caçou os cambistas espertos, distribuiu bofetadas em todos e recuperaram os ingressos na marra. Tumulto generalizado, prato cheio para a polícia exercitar o cacetete e motivo de gargalhada para os “monitores” que assistiam a tudo com um sorriso farto.

Fiquei sem ingresso, sem paciência, sem sono e sem esperança alguma de algum dia conseguir ir a um estádio – seja para ver o Corinthians jogar ou assistir a um show – sem que a simpatia, cordialidade, informação e prestação de serviço “exemplar” de organização e Polícia Militar sejam motivos de preocupação. Lamentável!

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Postado em 27.04.2009 | 19:49 | por Eva Uviedo
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Aeroporto Internacional de Guarulhos, detector de metais, Polícia Federal x Kátia Lessa - repórter da Trip

- Laptop fora das malas. Líquidos são proibidos.

- Preciso tirar os sapatos?

- Não. A senhora carrega algum metal na sua bagagem de mão?

- Não, já tirei o laptop.

- A senhora possui alguma arma de fogo?

- Não.

- Tem certeza que não há nada de metal na sua mala?

- Tenho. Absoluta

- A sua mala ficou aos cuidados de outra pessoa desde que foi fechada pela senhora?

- Não. Só tem papelada e computador. O gravador tenho certeza que está na bolsa.

O policial mostra a imagem de um objeto na tela.

- A senhora reconhece esse objeto?

A repórter faz cara de ponto de interrogação.

-Não.

O policial abre a mala e.^^~-_-

 

grampo1

 

Encontra um grampeador da redação sorrateiramente colocado em sua mochila pelo nipochefe de arte Ivan Obara.

 

grampo2

Kakau demonstra como um grampeador poderia se tornar
uma arma perigosa dentro do avião

Valeu Ivan!

Tags: trote
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Postado em 23.04.2009 | 16:58 | por Eva Uviedo
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Katia Lessa, da Trip, passou o feriado imersa em uma reportagem em um lugar inóspito do globo. Mas ela nem liga! Reparem no modelito com que ela brinda os estupefatos olhares locais:

kakau no haiti

Jura que ainda está na Bahia

Kakau, como é carinhosamente chamada, fez recentemente uma reportagem sobre Trancoso, para a Trip#176. Achamos que ainda esta sob influência dos costumes de lá. ;)

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Postado em 19.04.2009 | 20:06 | por Eva Uviedo
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roubeatrip_1

Roube este livro, roube este álbum, roube este filmeRoube esta revista! Essa foi a forma que a Espalhe encontrou para as Revistas Trip e Tpm comunicarem que agora todo o seu conteúdo está disponível online após um grande trabalho de reformulação do site. Uma provocação para quem ainda acredita que fechar o seu conteúdo é se proteger dos “ladrões virtuais“.

 

roubeatrip_2

 

As revistas xerocadas também foram enviadas para um mailing como se fossem revistas de verdade, nos tradicionais envelopes pretos que os assinantes recebem. A surpresa e a simplicidade da mensagem fizeram muitos dos que receberam entenderem e repassarem o recado, divulgando a novidade para sua rede de contatos.

[]´s Mr Wagner

[Este post foi roubado da Espalhe, agência que criou esta ação]

Veja abaixo o vídeo com registro das ações de rua que distribuíram as revistas xerocadas em estações de metrô, bares e universidades.

Mais repercussão sobre a ação no Blue Bus

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Postado em 16.04.2009 | 17:38 | por Eva Uviedo
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Certo dia, conversamos com um pessoal bacana da Colmeia e descobrimos muitas coisas em comum: nós gostamos dos videocasts do enxame, e eles gostam das revistas que fazemos; acreditamos em coisas como conteúdo livre, levar informação ao maior número de pessoas, código aberto, experimentação. Essa identificação nos levou, reunião pra lá, reunião pra cá tentando formatar algo que combine o que ambos tem de melhor. Descobrimos amigos, músicas e referências em comum. A coisa ficou tão séria que resolvemos trazer os novos amigos pra apresentar pra família, bem no dia do fechamento das edições de abril da Trip e da Tpm. Eles vierem e ficaram por aqui, observando tudo; o resultado você vê no vídeo a seguir. Pela amostra, acho que vem coisa boa por aí. Pode dizer: é namoro ou amizade?

http://enxame.tv/

http://www.colmeia.tv/blog/

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