Na época, ela estava em toda parte: era a modelo mais requisitada do país, estrela da minissérie Hilda Furacão e capa frequente de revista. Hoje, por opção, Ana Paula Arósio está longe dos holofotes. “Acho meio perigoso você abrir sua vida pessoal”, já anunciava no papo com o amigo Serginho Groisman, nas Páginas Negras da Trip #83 (julho de 1998), quando também discorreu sobre beleza, família, cavalos, grana, drogas e sexo. Para este especial Anonimato, tentamos uma nova conversa com Ana. Fomos até a fazenda em que ela vive com o marido, em Santa Rita do Passa Quatro (SP), e entregamos pessoalmente uma carta com nosso pedido. Mas só chegamos até aí. Sendo assim, lembremos desta, que talvez seja uma das maiores entrevistas já cedidas por essa grande atriz.
Ana Paula contou na época como era conviver com a fama e suas distorções: "Acontecem absurdos. Outro dia, por exemplo, me ligou uma revista e falou que queria fazer uma matéria comigo. Marquei a entrevista para o dia seguinte, mas horas antes do cara chegar eu descobri que eles já tinham feito a matéria com aspas que não eram minhas, já tinham rodado e já estavam nas bancas. É horrível, mas infelizmente você tem que aprender a conviver com isso. Tem que aceitar a ideia de que as pessoas se interessem por você de formas boas e más."
E mostrou lidar com isso de uma forma madura: "Isso é uma coisa que vai existir enquanto existir enquanto existir imagem pública. Aprendi isso nessa época [da morte do noivo, que se suicidou em frente da atriz]. E aprendi também a ter uma visão mais ampla e simples da vida, a ter mais tranquilidade. Hoje posso ficar horas olhando para as árvores, coisa que antigamente eu não fazia porque achava aquilo uma perda de tempo. Isso tudo me deu uma centrada."
A atriz também contou qual era o seu maior medo: "Tenho medo da solidão. E a pior solidão do mundo é aquela que você tá cheia de gente em volta."
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