Revista Trip

 
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Postado em 27.04.2009 | 13:25 | Tania Menai
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juju

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Desculpem o sumiço. Nem vou começar a explicar. Mas preciso contar que na sexta-passada acompanhei por uma hora a minha amiga Juju de 3 anos na escola, em frente ao Central Park. Incrível. Aqui, as crianças apontam seus lápis-de-cor antes de desenhar, escolhem o livro, lêem, colocam o livro de volta na estante. O mesmo acontece com os brinquedos: cada um escolhe o seu e depois guardam peça por peça, sem ajuda da professora ou de auxiliares. Sabem colocar seus casacos e amarrar seus sapatos. Isso se chama "self-reliance": elas desde cedo aprendem a contar consigo mesmas, e não com mil e um ajudantes, coisa que as deixariam despreparadas para vida. Hora de rever a maneira como tratamos crianças no Brasil, certo?

Tags: escola
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Postado em 17.03.2009 | 19:07 | Tania Menai
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Em tempos de crise, enquanto uns choram, outros vendem lenço. Quem lucra são os brechós. E aqui tem vários! A começar pela feira de domingo na Avenida Columbus esquina com a rua 77 (foto).

Há também a Monk, uma maravilha de loja, que vende tudo - de cinto a colete - com três endereços, dois em Manhattan: 175 MacDougal St, 183 Avenue B e 579 5th Avenue (no Brooklyn). Quem curte Williamsburg (linha L do metrô, parada Bedford) vai achar um milhão de lojas de artigos vintage.

Pra que pagar 900 dólares numa bolsa que todo mundo tem, se você pode pagar 10 numa exclusiva? 

ps - se você gostou desta cômoda antiga, feita `a mão, sinto comunicar que já tem dona: eu. 
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Postado em 09.02.2009 | 21:28 | Tania Menai
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Já pensou como será o seu memorial quando você bater as botas? Pois Joe Ades, um dos nova-iorquinos mais figuras da cidade, teve o dele no sábado passado. Fui.

Joe Ades, 75 anos, tinha a vitalidade de 15. Carismático como NINGUÉM (repito, ninguém)
era impossível passar pela Union Square sem perceber aquele senhor, de terno impecável, sotaque britânico e caixas de cenoura no chão. Ele vendia descascador de legumes por cinco dólares - mas se você comprasse um, era sinal de que você não tinha amigos. Era melhor comprar 4 por $20. 

O descascador era suiço, e não chinês, como ele gostava de realçar. E dos bons. Em volta do Joe, sempre um público cativo, mesmo numa cidade onde nada mais chama atenção e ninguém está nem aí para o inusitado. Mas carisma sempre atrai. Joe nos dava uma sensação que aqui - sim - tem ares de cidade pequena. Acredite.

Ele já foi matéria da Vanity Fair, e de vários canais de TV. Veja aqui!  

Joe Ades faleceu no dia primeiro de fevereiro, assim de repente. Deixou centenas de órfãos descascando cenouras e batatas. Foi assunto em todos os sites nova-iorquinos, inclusive o do NY Times. Até mesmo o repórter de lá tinha o tal descascador suiço.

A homenagem foi sábado, na Union Square. Depois das falas de um padre e de dois de seus filhos, os fãs sentaram no chão para.^^~-_-descascar cenoura e fazer uma coroa fúnebre com elas. Foi incrível.

Não é à toa que este blog se chama Só em Nova York.

ps - quem não comprou o descascador, não fique triste. A filha dele, Ruth, me disse que vai continuar o legado do pai.

 

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Postado em 19.01.2009 | 23:34 | Tania Menai
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Então Washington DC espera hoje milhões de pessoas e muitas festas de gala. Caviar, champagne, flores. Muitas. Mas o que se faz com tanta flor no fim de uma festa? Os menos criativos e sem coração diriam LIXO.  

Quem pensa mais um pouco, liga para a nova-iorquina Nancy Lawlor, presidente da organização Flower Power, criada em 2003. Com ajuda de voluntários, ela dá mais uma semana de vida a flores e mais vida ainda para as pessoas que as recebem: idosos e doentes. A cada fim de festa, ela recolhe as flores (seja de casamento, bar-mitzvá ou festas corporativas)  e doa pessoalmente a hospitais e asilos

Já tive o IMENSO PRAZER de acompanhá-la para escrever uma das matérias da minha vida. A foto acima, mostra a Nancy (loira) com Joana e Marianna, duas amigas minhas, no hospital que visitamos no East Harlem, depois de fazer a limpa numa festa de casamento.

E hoje, em DC, ela vai recolher flores de cinco eventos chiquetézimos para doá-las a soldados feridos e veternos de guerra. Que bom que são cinco festas. Não faltam flores. Mas também, infelizmente, não faltam soldados que precisam delas. Parabéns, Nancy. Yes you can! 
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Postado em 15.01.2009 | 21:21 | Tania Menai
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Se teve um dia no qual eu não recomendaria um avião pousar nas águas do rio Hudson (aqui do lado!) é hoje. Ou amanhã. O acidente, com final feliz, como você já deve estar a par, aconteceu num dos dias mais gélidos do ano. Aqueles que congela todos os músculos do rosto, saca? A vontade é de sair poraí que nem a Mia, da foto acima.

Por outro lado, se tem uma cidade onde acidentes assim podem acontecer...é Nova York. Aqui, a polícia se envolve, o bombeiro se envolve, a comunidade se envolve, o prefeito está presente, SEMPRE interessado e proativo, assim como o governador. Quando a coisa aperta, a gente sente que não está sozinho e vê BEM para onde o nosso imposto vai. 

Exemplo simples: semana passada, meu namorado, eu e uma vizinha coreana (que havia se mudado para o nosso prédio na véspera) ficamos presos no elevador.  Calmíssimos. Mas ninguém nos escutava. Não tive dúvidas: liguei pro 911 e em três minutos os bombeiros estavam lá. Fizeram não sei o que e enviaram o eleveador pro subsolo. Abriram a porta e nos tiraram rapidamente. Sem falar que eles são de deixar qualquer Luma de Oliveira babando. Pois é, até isso está incluido nos impostos. 

No mais, parabéns para o piloto do vôo, que salvou 155 passageiros, e toda a equipe de resgate. I love New York. I really do.  

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Postado em 09.01.2009 | 16:30 | Tania Menai
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Washigton DC nunca soou tão atraente. As disputas por centímentro cúbico para a tão esperada posse, no próximo dia 20, estão fervendo. A companhia de trem, Amtrak, vai colocar trens extras para quem quer ir e voltar no mesmo dia. Mas o mais incrível (e que vale acompanhar) são os preços dos apartamentos para sublocação. Sim, a galera que mora lá está saindo de casa para fazer uma graninha, alugando o cafofo para os fãs do Obama - se eu morasse lá, faria o mesmo! E com a grana, daria a volta ao mundo, estilo meet me in Cambodia. Já achei uma oferta por 20 mil dólares.  E olha que já estamos na hora da xepa! Aqui está um site sobre o assunto, caso você esteja interessado em ver o Obama de pertinho. Neste site você pode contar regressivamente quantos SEGUNDOS faltam para o evento. Sente o drama do país! Mas, como dizem por aqui, No drama, Obama...!
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Postado em 07.01.2009 | 18:00 | Tania Menai
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Tá sobrando $$??  Não sabe mais onde gastar? Aí vai uma dica: passe na FAO Schwartz, e faça um fantoche estilo Vila Sésamo. É o Muppet WhatNot Workshop. Você mesmo cria e os caras montam o fantoche na hora. E tem de tudo - de Estátua da Liberdade a uma caricatura do dono. A loja fica na Quinta Avenida, esquina com a rua 59. Mas também dá para fazer pelo site.  É, no mínimo, divertido.

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Postado em 29.12.2008 | 19:38 | Tania Menai
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Ruas lotadas e filas para ver vitrine. Assim estão os pontos turísticos da cidade, como a Times Square (zona evitada por qualquer ser humano que mora na cidade) e Quinta Avenida. É um pouco bizarro ver a fila e as cotoveladas que as pessoas se dão para se plantarem em frente a vitrines decoradas para o Natal. Aliás, é totalmente bizarro. Afinal, o Met Museum não é tão longe dali. Mas uma vitrine, de fato, vale a pena: a da Bergdoff Goodman, na esquina das ruas 57 e 58, na Quinta Avenida. Não há coisa mais deslumbrante e criativa. E ver é de graça, ao contrário de tudo que há dentro da loja: um atentado a qualquer cartão de crédito. Passa lá!  
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Postado em 23.12.2008 | 16:10 | Tania Menai
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Como diz o nome deste blog - só em Nova York que rola este desfile de papais noéis pela cidade. (Não perca este link!).

Mas apesar das luzes, decoração em cada elevador da cidade e música natalina em qualquer Starbucks.^^~-_-não é só de Natal que vive Nova York. Esta também é a época de Hanuká (foto), feriado judaico que dura oito dias, e Kwanza, dos afro-americanos. Muçulmanos, budistas também não dão bola. E já que os chineses também não estão nem aí para o Papai Noel, a pedida para quem também não está, é jantar rolinho primevera e frango xadrez. 

A revista Time Out chega a oferecer um guia para o que se fazer de judaico na noite do dia 24. O roteiro é enorme, a começar pela tradicional festa Matzo Ball. Além dos restaurantes chineses, os cinemas e a Apple Store da Quinta Avenida são uma boa saída para os não-natalinos, ou para quem não tem uma ceia. De qualquer forma, sempre é bom dar e receber Feliz Natal. Então aí vai o meu!!
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Postado em 03.12.2008 | 15:10 | Tania Menai
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Os japoneses de Nova York não são tão visíves - como grupo - quanto os chineses, que têm a Chinatown. Mas aqui você tem vários (bons e baratos) restaurantes de sushi, você vê as japonesas vestidas de roupa de marca de cima a baixo e você tem uma lojinha incrível que vende uma das coisas que os japoneses têm de melhor: as facas. A loja é da marca Korin, e fica em Tribeca. Uma vez lá, você jura que está em Tóquio, principalmente quando um japonês, de quimono, chega lá e começa a afiar facas num atêlie que lembra filme de samurai. A Korin fica na 57 Warren Street. Para quem cozinha, é a glória.
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