Ago 18

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Foi um domingo lindo, de sol, Central Park LOTADO. A cada passo, uma atração - palhaço, massagem, banda de jazz, patinação estilo anos 80, artista metido a barítono, corrida de tartaruga (juro) e por aí vai. Mas eu tive o privilégio de estar acompanhada por dois cavalheiros num programa turístico pra lá de bom - remar os barquinhos do lago que fica na altura da rua 73. Por 12 dólares a hora, o barco é seu (e cabem 4 pessoas). Uma de-lí-cia. Cada um de nós três remou um pouco, e claro que rolou um bate-bate nos barcos alheios (foto) e uma tentativa de ópera estilo gôndola veneziana, mas só conseguimos cantar a trilha do comercial do sorvete Cornetto (estilo Sole Mio).  Whatever! Tá dada a dica.

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Por Tania Menai - 11:14 pm 2 Comentários »

 

Jul 25

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Ex-namorado ou ex-namorada é ex em qualquer parte do mundo. Todo mundo já passou por isso. Mas acho que em Nova York a coisa ainda é pior, por uma simples razão: falta de espaço. Quem vive em cavernas minimalistas, como qualquer apartamento nova-iorquino, não pode guardar aquele pullover do ex (ou da ex) “que remete àquela viagem romântica à Paris.” Até mesmo uma foto ocupa espaço! Esqueça - doe o pullover pro NYC Care na época de Natal, recicle a foto e, como dizem aqui, MOVE ON! Ou melhor Moveon.org! Não é frieza não - é praticidade.

Se já é difícil achar espaço pras nossas próprias roupas, livros, sapatos, casacos, luvas e cachecóis, imagina arrumar uma gaveta para guardar qualquer objeto de quem já era!  E, psicologicamente, sabe-se que se desfazer das coisas também ajuda a partir pra próxima. Tanto que outro dia topei com a publicidade acima, de uma empresa de aluguel de depósitos (um grande negócio em Nova York). Eles garantem ajudar os ainda apaixonados a seguir em frente: basta jogar tudo que é do (ou da) ex no depósito deles. Ao recuperar as bugigangas tempos depois, o apego será menor - e tudo acabará no lixo. E você deixará o ex (ou a ex) também viver a vida dele (ou dela) em paz. Os anunciantes sabem o que estão falando: a empresa já fez outro anúncio dizendo que o depósito é a solução, caso o seu armário tenha “a profundidade” da Paris Hilton.  Bem, ironicamente, talvez o único armário que não tenha, seja o dela….

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Por Tania Menai - 3:38 pm 1 Comentário »

 

Mai 15

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Muita gente já conhece, outras não, então resolvi contar a delícia que é ter uma conta no Netflix. Trata-se de uma videolocadora online, sem o perrengue de multa por atraso. Paga-se uma taxa mensal dependendo de quantos filmes você quer ter em casa por vez e pronto.

Você entra no site, escolhe seu filme, eles mandam pelo correio, você assiste quando quiser, coloca o CD no envelope que eles te mandam, joga na caixa do correio e eles te mandam o próximo (o correio leva um dia - eles têm centros de distribuição pelo país todo)! Ah, e pros apressadinhos, ainda há opção de fazer download. No site, você faz a sua listinha, e eles vão mandando na ordem. É tudo dividio por gênero e país - uma beleza. E, baseado no que você gosta (claro que eles vão sacando o seu perfil), o Netflix sugere alguns títulos - outro dia me deram a dica do Music Within. A-do-rei.

Claro que sinto falta de ir à locadora de filmes independentes da família iraniana que ficava aqui perto de casa. Obviamente, eles fecharam. Mas também adoro a conveniência de chegar em casa e ver um filminho me esperando. E também fica a pergunta: no Brasil, jogar um DVD na caixa de correio funcionaria?

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Por Tania Menai - 5:17 pm 5 Comentários »

 

Abr 21

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Era uma madrugada de quarta-feira quando meu namorado, na volta pra casa, a pé, topou com uma caixa enorme jogada no lixo da calçada. Ali estavam dezenas de DVDs e cds, jogados na sarjeta. Ao ver um dos meus filmes favoritos, O Jardineiro Fiel, meu namorado então resolveu pegar a caixa toda e trazer pra casa, apelando para um táxi.

Ao vasculhar a caixa, descobrimos que - opa! - não eram apenas filmes e discos. Ali estavam cartas de amor (dela pra ele), garantia de um ano de um Rolex, talão de cheque, fotos tamanho passaporte do casal, recibos. Meu deus, que fim de namoro trágico! A mulher jogou a vida do cara na calçada sem sequer rasgar os cheques. Sei lá, vai ver que ele não era tão fiel quanto o jardineiro.

Dito isto, quem rasgou fomos nós, jogando tudo de íntimo num lixo de verdade (até porque, energia negativa aqui não é bem vinda) e guardando alguns filminhos, porque ninguém é de ferro. Quanto ao casal, desejamos que sejam felizes daqui pra frente. Pelo menos, ela já começou bem: se livrou dos vestígios do rapaz. Primeiro, porque apartamento de Nova York não tem espaço nem para as suas coisas, muito menos para coisinhas de ex. E segundo, ela deve saber que só se abre uma porta quando se fecha outra. E as calçadas de Nova York estão aí pra isso!

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Por Tania Menai - 1:26 am 5 Comentários »

 

Abr 07

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Então você entra no metrô, com a cabeça a mil, pensando no atraso, no compromisso, na morte da bezerra. Daí vem um batedor de latas cabeludo na plataforma e começa a batucar nas alturas, como se tivesse martelando a sua testa. Meu deus, a vontade de dar gorgeta pra um indivíduo desse é nenhuma, independente do talento musical. Quem toca no metrô tem de se lembrar que aquela pausa ali na plataforma é sagrada – talvez sejam os únicos quatro minutos de reflexão do dia.

Por isso, um sax, um violino, uma flauta, uma música oriental, sempre são bem-vindos. Tem uns que são tão bons, que quando chega o metrô, você não quer entrar. Foi o caso de um senhor tocando acordeom na estação da Union Square numa tarde de quarta-feira, acompanhado por uma cantora americana, mais jovem. Nem lembro para onde eu estava indo, só lembro daqueles cinco minutos de música e dos aplausos da galera na plataforma. Pena que o trem chegou.

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Por Tania Menai - 4:42 pm 1 Comentário »

 

Mar 14

O papo de todas as rodas na cidade todo mundo já sabe: as mil e uma noite que o – agora – ex-governador Spitzer, do estado de Nova York, passou com prostitutas como Miss Ashley Alexandra, de 22 aninhos. A menina mora num prédio chiquérrimo na rua 25, coisa que só poderia ser paga por gente com o dobro da idade dela, um emprego daqueles e alguns diplomas universitários. Uma inquilina com o perfil dela, já daria pra desconfiar. Diz-se em Nova York que o homem mais sortudo da cidade é o “client number 8” – ninguém quer saber quem ele é. Já o “número 9”, nosso ex-governador, está pagando todos os pecados – e não são poucos. Aliás, já pagou muito por eles. Resta saber se foi com dinheiro de campanha. O pior: ainda leva a esposa, mãe de suas três filhas, para o palco e a expõe para o mundo.

O pior ainda é saber que tal Andréia Schwartz, a prostituta capixaba que foi capa de todos os jornais há dois anos (cheguei a entrevistar o advogado dela e ir ao tribunal, onde todos os guardas faziam piadinha sobre moça) estaria envolvida neste caso também. Quando a Andréia aparece na mídia, dá vergonha de falar por aí que você é do Brasil. Principalmente pros motoristas de táxi. Eles escutam rádio o dia todo, sabem de tudo. “Ah, you are Braziiiiiilian….Hmmmmmm”.

Recebi um e-mail de uma antropóloga respeitadíssima sobre ela – a mensagem está rodando entre os americanos, e leva o título de Brazilian Madam. Vejam como nossa Andréia colabora para a nossa reputação! Esta semana já decidi: quando me perguntarem se sou italiana, francesa, israelense ou grega (as perguntas giram sempre em torno destas quatro nacionalidades), vou chutar uma delas. Sei lá, sou de Bologna, Tel Aviv, Atenas, Paris! A boa notícia é que Andréia está sendo deportada hoje! Semana que vem, quando esquecerem da donzela, volto a ser carioca.

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Por Tania Menai - 12:00 am 16 Comentários »

 

Mar 11

Na sexta passada, logo depois da gravação do programa Manhattan Connection (gravado todas às sextas de manhã), rolou um bolinho para comemorar os 15 anos do programa. Aliás, bolinho não! Tratava-se de um red velvet (sabor escolhido pelo Lucas Mendes), coberto com bonecos de açucar na forma da turma do programa: Lucas, Caio, Ricardo, Diogo e Lúcia. Segundo eles, a bonequinha da Lúcia parece com a Hillary. A obra (que estava deliciosa) levou semanas para ser feita: é assinada pela paulistana Melina Virdone, casada com um italiano dono de uma patisserie. Lucas abriu uma champagne e Angélica Vieira, diretora do programa, coordenou a festinha. Nossa, estes quinze anos passaram rápido! Eu assistia ao programa muito antes de sonhar em morar aqui! E até me lembro, já em Manhattan, do telefonema que me acordou às sete da manhã anunciando a morte de Paulo Francis, com quem cruzei uma ou duas vezes. Deixo aqui meus votos de mais quinze anos de programa – afinal, assunto em Manhattan, misturado com as implicâncias e abobrinhas dos quatro, é o que não falta! Parabéns, meus queridos!

* Pani Dolci Bakery Cafe - 137-67 Queens Blvd. Tel (718) 526-4407

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Por Tania Menai - 12:00 am 2 Comentários »

 

Mar 03

O inverno continua a castigar e está longe de acabar - mas eu já enjoei dos pullovers que tenho. Não dá, no inverno você se preocupa menos em andar combinando e mais em colocar o que realmente esquenta. O brega é bem-vindo quando o vento joga a temperatura pra 10 graus abaixo. Mas, voltando ao assunto, depois de três meses, resolvi dar uma variada nos pullovers. Saí a cata deles em duas das principais lojas do estilo e – acreditem – em março não vendem nem mais luva. Nos cabides, bluzinhas sem manga amarelo ouro, sandalinhas de florzinhas e mini-saia de babado. Surreal. Cheguei pra vendedora e perguntei: “senhorita, em que país vocês estão?” Ela respondeu: “Querida, a primavera está quase aí!”. Perguntei novamente: “onde???” Naquele momento, eu vestia cachecol, lã, casaco alcochoado, meia e bota, enquanto o vento batia na vitrine da loja. Para piorar, ainda coloquei por engano dois agasalhos do meu namorado na máquina de secar – e ambos encolheram a ponto de virarem extra-small…Agora já é tarde: ou promovemos a campanha do agasalho entre os amigos, ou ficamos igual ao boneco aí acima, esperando o Natal pra renovar o guarda-roupa.

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Por Tania Menai - 12:00 am 4 Comentários »

 

Fev 26

Em sua lista para salvar o mundo Al Gore cita que uma das coisas que devemos fazer (concordo) é usar a máquina de lavar louça o mínimo possível, usar transporte público, reciclar, e não abusar da máquina de lavar roupa. Nestes quesitos, a galera daqui já colabora e muito. Nem vou citar o metrô, mas vou falar da saga coletiva que é fazer laundry. Conheço apenas uma pessoa que tem máquina de lavar em casa (dentro de um armário, porque área de serviço é um espaço desconhecido por aqui). O resto, lava roupa suja em público.

Os mais sortudos, dispõem de máquinas no sótão do prédio. Os menos, arrastam o saco estilo Papai Noel neve afora, em busca de lugares só pra isso. Ficam lá, lendo, conversando, navegando na internet, tudo pra passar os primeiros 45 minutos pra lavar, e mais 45 minutos pra secar. Mesmo tendo máquina no prédio, rola uma certa preguiça de catar moedas de 25 centavos (são 8 para cada máquina), sair de casa, descer, fazer social com vizinho, subir de novo, descer, colocar pra secar, subir, descer, dobrar – mas não há saída. O engraçado, é que ninguém troca de roupa pra fazer laundry. Quando você topa com um sujeito de calça de pijama de bolinha e chinelo de coelhinho no elevador, você já sabe que o destino dele é o sótão.

Mesmo estando em casa enquanto a roupa é lavada no prédio, a coisa não é tão simples. É que nem Cinderela: quando bater 45 minutos, você tem de estar em frente a máquina. Se você não estiver, o vizinho que espera a vez, simplesmente tira TODA a sua roupa da máquina, e joga a pilha em cima da mesa, sem nenhuma culpa ou pudor. Já tive que colar bilhetinho na máquina proibindo a audácia. O pior é que fica um analisando a cor brega da roupa de cama do outro, a meia furada, e outras intimidades mais. Mas, pelo menos, estamos salvando o mundo.

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Por Tania Menai - 12:00 am 2 Comentários »

 

Fev 13

Claro que qualquer turista que chega na cidade logo pergunta o que há de novo. Isso é normal. Mas acho que também vale perguntar o que há de velho. Simples: não é porque é novo que é necessariamente bom (milhares de restaurantes aqui duram meses). E o que sobrevive nesta cidade a ponto de ser velho, pode acreditar, é excelente.Então semana passada resolvemos passar os dias de folga em dois lugares que, quanto mais antigos, melhor: o American Museum of Natural History e o Metropolitan Museum of Art  – cada um num dia. Não foi a primeira vez, e nem a vigézima oitava que estive lá. E quanto mais você vai, mais você descobre uma coisa nova e, melhor de tudo, descobre que não sabe nada.

Nossa decisão de – a partir de agora – só ir a lugares assim nos dias de folga surgiu depois de um domingo, quando fomos a duas lojas com objetivos precisos: comprar um produto na loja da Sony e outro na loja da Virgin. Em ambas lojas, na mesma tarde, o atendimento foi tão ruim, que quase que estragou o domingo. Dane-se o consumo. Dia livre é dia de cultura.

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Por Tania Menai - 12:00 am 5 Comentários »