Jul 20

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Gente, rola até o fim do mês, o Premier Brazil, festival de filmes brasileiros do MoMA.  A abertura foi na quinta-feira passada com Estômago (a-do-rei) e na sexta-feira rolou um almoço para a equipe (foto) na Churrascaria Plataforma. A banana frita e o guaraná estavam um espetáculo… Para quem está aqui, confira a programação, que inclui Saneamento Básico, Meu nome não é Johnny, Andarilho e Pindorama (do Roberto Berliner). Enjoy!

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Por Tania Menai - 2:13 am Comente »

 

Jun 27

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Um mais um são dois. Mas a soma de Gustavo e Otávio Pandolfo, dá mais, muito mais. São eles Osgêmeos, dupla paulistana, inseparável, que nasceu há 34 anos, com a função de pintar o mundo. Dos muros de São Paulo a castelos europeus. Usam sempre cores fortes, imagens bem brasileiras, cenas nordestinas e muito improviso. O mais incrível é que os traços de ambos são idênticos. É impossível (e, segundo eles, desnecessário) dizer quem pintou o quê. Quem tiver sorte de estar aqui neste verão, Osgêmeos estão na Deitch Gallery (18 Wooster Street, no Soho, perto da Canal Street) de 28 de junho até o dia 9 de agosto. Durante um mês, eles pintaram uma megaparede da galeria, além de quadros coloridíssimos feitos in loco e outros trazidos de fora, para o deleite da alta classe de colecionadores de arte contemporânea.  Mas quem não estiver, basta dar um rolé pelo mundo; mais cedo ou mais tarde, você vai topar com algum muro decorado por eles.

Por Tania Menai - 9:46 pm 7 Comentários »

 

Jun 23

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Acredito que a mídia brasileira esteja escrevendo hoje sobre o belo show do João Gilberto no Carnegie Hall - incluindo o tal “ventinho” que ia diretamente sobre sua cabeça, do qual ele reclamou três vezes. Mas estamos aqui pra falar do Human Rights Watch Film Festival, que fica mais uma semana em cartaz aqui. Imperdível.  

Já vi três. Mas vou falar de dois: o primeiro, “China’s Stolen Children”, feito por dois documentaristas ingleses (e narrado pelo meu ídolo Ben Kingsley) que filmaram camuflados na China, onde 70 mil, repito, 70 mil crianças desaparecem por ano. Eles foram atrás desta história, documentando pais, traficantes, detetives - e o governo, que só está preocupado com as Olimpíadas; e ainda proíbe cartazes de “procura-se”, pelo excesso de crianças sumidas. Vergonha. Depois da mostra, os diretores conversaram com um público perplexo, cheios de perguntas. 

E o segundo: “Juízo” (foto), em inglês Behave, da brasileira Maria Augusta Ramos. Ela mostra menores infratores no Rio de Janeiro. Uns mataram, outros roubaram. Todos pobres, nenhum branco, e quase todos sem a presença paterna em casa. O documentário usa atores (jovens da mesma realidade social que os infratores) para interpretar os que cometeram crimes, já que eles nao podem ser filmados.  Todo o resto é realidade. As cenas no Instituto Padre Severino, onde eles ficam detidos, chocam pela precariedade. Choca ainda a idade e falta de futuro destas crianças.

E verdade seja dita: os mauricinhos brasileiros continuam fumando sua maconha -  pondo em risco a vida de crianças do morro - e as madames continuam com suas empregadas trabalhando duas semanas sem folga, sem poder ver os filhos - que ficam a Deus dará nas favelas, prontos pra encrencas. Mais vergonha. Desta forma, nem mauricinhos, nem madames (e afins) tem qualquer direito de reclamar da violência. Excuse me, people. Tá na hora de acordar e olhar no espelho.

Brasil e China… e ainda dizem que a “economia de ambos vai bem”. E daí?

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Por Tania Menai - 3:54 am 4 Comentários »

 

Mai 08

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O que será que um restaurante micro tailandês, a apresentação de ballet da minha amiga Helena, de 4 anos, e um salão de manicure de coreanas tem em comum, em Nova York? Bingo para quem pensou na música brasileira. É incrível. Onde você vai, está lá Tom, Gil e Caê. Em horas e lugares mais imprevisíveis, há sempre um deles nos fazendo companhia. Aposto que estão nos iPods da moçada também. Enquanto poucos sabem apontar o Brasil no mapa, o pessoal sabe achar os CDs certos, principalmente os de bossa nova. São fanáticos. Sei que não há novidade nisso - mas não a ponto de escutar nossa música em praticamente TODOS os lugares desta cidade. Nem no Brasil é assim (pelo contrário, muitas rádio nos entopem com o pior da música americana - coisa que nem toca aqui!). A sorte é que nenhum garçom malaio ou vendedor de roupa jamaicano pediu pra traduzir alguma letra - até agora.

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Por Tania Menai - 6:42 pm 4 Comentários »