Revista Trip

 
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Postado em 16.02.2009 | 19:10 | Tania Menai
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Deixei passar o desfile do Carlos Miele, no Fashion Week. Tenho esse problema - se eu não escrever na agenda, até do meu aniversário eu esqueço! Perdi. Foi hoje. Pena - adoro prestigiar o trabalho dele, taí um cara que entende de business e de mulher. Esta foto tirei no ano passado. E olha que, para mim, é um "esforço" circular pelo mundinho deslumbrado da moda, the emptiness of the emptiness! Noventa e nove porcento das pessoas vai lá pra ver e serem vistas. Eu vou lá para ver os vestidos do Carlos e bater palmas pra ele. Ponto. 

Carlos Miele me deu uma belíssima entrevista, falando das vitórias e dificuldades de ter um negócio em Nova York. A loja dele fica no Meatpacking District, na rua  14 com a Nona Avenida. A entrevista foi publicada no meu livro,Nova York do Oiapoque ao Chui. Vale a pena aprender com ele, e ver como ele representa bem o Brasil aqui. Bravo. 
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Postado em 11.12.2008 | 14:44 | Tania Menai
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Dia 14 de dezembro (falta pouco!) começa a exposição Rebus, no MoMA, de curoadoria do nosso grande fotógrafo Vik Muniz. Ele é o nono artista escolhido pelo Artist’s Choice, ou Escolha do Artista, um projeto que o MoMA criou em 1989 onde artistas exercem, individualmente, o papel de curador, garimpando o acervo com liberdade total para expor obras alheias - uma oportunidade dada pela primeira vez a um brasileiro. Vik escolheu 80 obras e a expo fica em cartaz até 23 de fevereiro, no terceiro andar.

O acervo do MoMA é enorme e de valor incalculável. As galerias reúnem obras como Les Demoiselles d'Avignon, do espanhol Pablo Picasso, Noite Estrelada, de Vincent Van Gogh, e The Bather, de Paul Cézanne, além de trabalhos dos artistas americanos Andy Warhol, Jackson Pollock e Jasper Jones. Fundada em 1929 pela família Rockefeller, o MoMA recebe hoje 2,5 milhões de visitantes por ano, cobrando 20 dólares a entrada – o valor mais caro para um museu em Nova York. Para acomodar o acervo em constante crescimento, o MoMa chegou a fechar por quatro ano para expandor seu espaço. Foi reaberto em novembro de 2004, com nova arquitetura, assinada pelo japonês Yoshio Taniguchi. Foram quatro anos de obras e 425 mihões de dólares nas reformas. Localizado desde 1939 entre as ruas 53 e 54, perto da Sexta Avenida, suas galerias ocupam um total de 11.600 metros quadrados, sem contar duas salas de cinema e três restaurantes, que pertencem ao grupo do empresário Danny Meyer, papa da gastronomia nova-iorquinaPassa lá!

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Postado em 05.12.2008 | 16:10 | Tania Menai
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Spa de emagrecimento, esfoliação de pele, ginástica cardiovascular, cabelereiro. Se os americanos estão sem grana para esses luxos, há uma classe que não está: os cachorros de Manhattan. Sempre tratados a pão-de-ló (lembre-se, aqui cachorro é mais bem-vindo que bebês), eles ganharam um hotel-spa-loja de fazer inveja a muitos humanos

Trata-se do recém inaugurado Puppy Loft, um megaespaço no Chelsea, onde você pode deixar o seu au-au dormir, brincar, ser treinado, lavado, empomponzado e mimado. E o mais legal de tudo: os donos são brasileiros. A carioca Samantha e o gaúcho Juliano, eles mesmo donos de dois cães, dizem que a crise nem passou por perto. E se passar, leva mordida!

Vai lá! 27 West 26th Street.
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Postado em 03.11.2008 | 16:36 | Tania Menai
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Gente,encontrei Jesus na porta do Starbucks, no West Village. Foi na noite do Halloween, sexta passada, onde também encontrei o Lobo Mau ajudando dois turistas com um mapa na mão e John McCain tendo ataques cardíacos múltiplos. 

Para o meu pesadêlo, também esbarrei com umas cinco Saras Palins - sim, está mulher É uma fantasia de Halloween, nada além disso. Milhares de pessoas se aglomeraram por lá, como fazem todos os anos, com direito a desfile (no qual rolou uma bela batucada brasileira, sempre imbatível). 

Nova York é incrível. Numa sexta à noite os caras promovem pacificamente um evento desses. Menos de dois dias depois, promovem uma maratona onde correm 39 mil pessoas, fora os milhares de torcedores. A infra, organização e autoridade da polícia é algo a ser copiado por qualquer cidade. E mais uma vez, deu Brasil na maratona. 

O domingo estava lindo, e chegar num Central Park alaranjado deve ser uma emoção. Adoro dar as minhas corridinhas, mas quando se trata de maratona, prefiro ser campeã na torcida. Go, Marilson, go.
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Postado em 25.09.2008 | 21:25 | Tania Menai
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ny-winter-07-08-050.jpg Se você é fã do programa Manhattan Connection, escuta essa: esta é a última semana do Ricardo Amorim em Nova York. Ele se muda definitivamente para São Paulo em alguns dias, e passa a gravar o programa ao lado de Diogo Mainardi, no Rio de Janeiro. Ricardo, ou Rico para os íntimos, chegou em Nova York em fevereiro de 2001, para trabalhar no mercado financeiro. Adotou o Upper West Side como lar, e das pessoas que conheço, foi um dos caras que mais  e melhor soube aproveitar a cidade e o país. Fomos em grupo para New Orleans e há pouco tempo chegamos a remar um barco no Central Park. Ele, inclusive frequentava o Joyce Theatre, um dos melhores teatros para se assistir dança moderna. Há alguns meses, quando participei do programa (e tirei esta foto aí acima), sem querer soltei que ele era um baladeiro. Diz ele, que a expressão pegou. Mas ele é um baladeiro do bem, sabe escolher o que a cidade tem de melhor (porque, acreditem, tem gente que faz questão de escolher o pior!). Sendo assim, ele só tem coisas boas para levar daqui. O resto é excesso de bagagem.
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Postado em 22.09.2008 | 18:34 | Tania Menai
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ny-set-2008-027.jpg  Como dizem os cariocas, demorô, mas finalmente o Brasil lançou uma campanha mundial para se promover. Hoje de manhã, foi lançada aqui em Nova York uma campanha que circulará em 12 países até junho de 2010 intitulada Brasil Sensacional, feita pela Embratur. O evento foi um café-da-manhã, marcado para às 9.30 hs para ACABAR às 11hs, com a presença do ministro do turismo, os governadores da Bahia e Pernambuco (que falaram MUITO bem) e... o Lula. Nosso presidente CHEGOU às 11 da manhã sem sequer se desculpar;  ver-go-nho-so, mas não é a primeira nem a última vez que o homem atrasa (num país onde pontualidade é tudo). Ficamos uma hora e meia esperando, até que alguém na minha mesa disse: "estou me sentindo num aeroporto esperando um vôo que não decola."  Explicar o atraso para os americanos, então, nem pensar. Como se sabe, país é como qualquer produto - tem que fazer proganda, marketing, pegar consumidor pela emoção.  O Brasil ficou um belo adormecido por anos, enquanto a Costa Rica, por exemplo, pequena do jeito que é, já abocanhava milhares de turistas. Mas esta campanha é linda, envolve videos e publicidade de página dupla com fotos em que modelos interagem entre si em cidades diferentes, além de fotos em laterais de ônibus como esta acima, que tirei na Avenida Madison. Tomara que a campanha dê certo. Se der, será, de fato, sensacional.
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Postado em 20.07.2008 | 02:13 | Tania Menai
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july-a-08-011.jpg Gente, rola até o fim do mês, o Premier Brazil, festival de filmes brasileiros do MoMA.  A abertura foi na quinta-feira passada com Estômago (a-do-rei) e na sexta-feira rolou um almoço para a equipe (foto) na Churrascaria Plataforma. A banana frita e o guaraná estavam um espetáculo... Para quem está aqui, confira a programação, que inclui Saneamento Básico, Meu nome não é Johnny, Andarilho e Pindorama (do Roberto Berliner). Enjoy!
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Postado em 27.06.2008 | 21:46 | Tania Menai
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junho-2008-20.jpg Um mais um são dois. Mas a soma de Gustavo e Otávio Pandolfo, dá mais, muito mais. São eles Osgêmeos, dupla paulistana, inseparável, que nasceu há 34 anos, com a função de pintar o mundo. Dos muros de São Paulo a castelos europeus. Usam sempre cores fortes, imagens bem brasileiras, cenas nordestinas e muito improviso. O mais incrível é que os traços de ambos são idênticos. É impossível (e, segundo eles, desnecessário) dizer quem pintou o quê. Quem tiver sorte de estar aqui neste verão, Osgêmeos estão na Deitch Gallery (18 Wooster Street, no Soho, perto da Canal Street) de 28 de junho até o dia 9 de agosto. Durante um mês, eles pintaram uma megaparede da galeria, além de quadros coloridíssimos feitos in loco e outros trazidos de fora, para o deleite da alta classe de colecionadores de arte contemporânea.  Mas quem não estiver, basta dar um rolé pelo mundo; mais cedo ou mais tarde, você vai topar com algum muro decorado por eles.
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Postado em 23.06.2008 | 03:54 | Tania Menai
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behavebig1.jpg  Acredito que a mídia brasileira esteja escrevendo hoje sobre o belo show do João Gilberto no Carnegie Hall - incluindo o tal "ventinho" que ia diretamente sobre sua cabeça, do qual ele reclamou três vezes. Mas estamos aqui pra falar do Human Rights Watch Film Festival, que fica mais uma semana em cartaz aqui. Imperdível.   Já vi três. Mas vou falar de dois: o primeiro, "China's Stolen Children", feito por dois documentaristas ingleses (e narrado pelo meu ídolo Ben Kingsley) que filmaram camuflados na China, onde 70 mil, repito, 70 mil crianças desaparecem por ano. Eles foram atrás desta história, documentando pais, traficantes, detetives - e o governo, que só está preocupado com as Olimpíadas; e ainda proíbe cartazes de "procura-se", pelo excesso de crianças sumidas. Vergonha. Depois da mostra, os diretores conversaram com um público perplexo, cheios de perguntas.  E o segundo: "Juízo" (foto), em inglês Behave, da brasileira Maria Augusta Ramos. Ela mostra menores infratores no Rio de Janeiro. Uns mataram, outros roubaram. Todos pobres, nenhum branco, e quase todos sem a presença paterna em casa. O documentário usa atores (jovens da mesma realidade social que os infratores) para interpretar os que cometeram crimes, já que eles nao podem ser filmados.  Todo o resto é realidade. As cenas no Instituto Padre Severino, onde eles ficam detidos, chocam pela precariedade. Choca ainda a idade e falta de futuro destas crianças. E verdade seja dita: os mauricinhos brasileiros continuam fumando sua maconha -  pondo em risco a vida de crianças do morro - e as madames continuam com suas empregadas trabalhando duas semanas sem folga, sem poder ver os filhos - que ficam a Deus dará nas favelas, prontos pra encrencas. Mais vergonha. Desta forma, nem mauricinhos, nem madames (e afins) tem qualquer direito de reclamar da violência. Excuse me, people. Tá na hora de acordar e olhar no espelho. Brasil e China... e ainda dizem que a "economia de ambos vai bem". E daí?
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Postado em 08.05.2008 | 18:42 | Tania Menai
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novembro-009.jpg O que será que um restaurante micro tailandês, a apresentação de ballet da minha amiga Helena, de 4 anos, e um salão de manicure de coreanas tem em comum, em Nova York? Bingo para quem pensou na música brasileira. É incrível. Onde você vai, está lá Tom, Gil e Caê. Em horas e lugares mais imprevisíveis, há sempre um deles nos fazendo companhia. Aposto que estão nos iPods da moçada também. Enquanto poucos sabem apontar o Brasil no mapa, o pessoal sabe achar os CDs certos, principalmente os de bossa nova. São fanáticos. Sei que não há novidade nisso - mas não a ponto de escutar nossa música em praticamente TODOS os lugares desta cidade. Nem no Brasil é assim (pelo contrário, muitas rádio nos entopem com o pior da música americana - coisa que nem toca aqui!). A sorte é que nenhum garçom malaio ou vendedor de roupa jamaicano pediu pra traduzir alguma letra - até agora.
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