Jul 25

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Ex-namorado ou ex-namorada é ex em qualquer parte do mundo. Todo mundo já passou por isso. Mas acho que em Nova York a coisa ainda é pior, por uma simples razão: falta de espaço. Quem vive em cavernas minimalistas, como qualquer apartamento nova-iorquino, não pode guardar aquele pullover do ex (ou da ex) “que remete àquela viagem romântica à Paris.” Até mesmo uma foto ocupa espaço! Esqueça - doe o pullover pro NYC Care na época de Natal, recicle a foto e, como dizem aqui, MOVE ON! Ou melhor Moveon.org! Não é frieza não - é praticidade.

Se já é difícil achar espaço pras nossas próprias roupas, livros, sapatos, casacos, luvas e cachecóis, imagina arrumar uma gaveta para guardar qualquer objeto de quem já era!  E, psicologicamente, sabe-se que se desfazer das coisas também ajuda a partir pra próxima. Tanto que outro dia topei com a publicidade acima, de uma empresa de aluguel de depósitos (um grande negócio em Nova York). Eles garantem ajudar os ainda apaixonados a seguir em frente: basta jogar tudo que é do (ou da) ex no depósito deles. Ao recuperar as bugigangas tempos depois, o apego será menor - e tudo acabará no lixo. E você deixará o ex (ou a ex) também viver a vida dele (ou dela) em paz. Os anunciantes sabem o que estão falando: a empresa já fez outro anúncio dizendo que o depósito é a solução, caso o seu armário tenha “a profundidade” da Paris Hilton.  Bem, ironicamente, talvez o único armário que não tenha, seja o dela….

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Por Tania Menai - 3:38 pm 1 Comentário »

 

Jul 20

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Gente, rola até o fim do mês, o Premier Brazil, festival de filmes brasileiros do MoMA.  A abertura foi na quinta-feira passada com Estômago (a-do-rei) e na sexta-feira rolou um almoço para a equipe (foto) na Churrascaria Plataforma. A banana frita e o guaraná estavam um espetáculo… Para quem está aqui, confira a programação, que inclui Saneamento Básico, Meu nome não é Johnny, Andarilho e Pindorama (do Roberto Berliner). Enjoy!

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Por Tania Menai - 2:13 am Comente »

 

Jul 14

A revista New Yorker é paixão local - talvez nacional. Tanto, que já escrevi sobre ela aqui na TRIP há quase dois anos. Além dos textos literários (que inspiraram a revista brasileira piauí), as charges são uma obra de arte. Ganhei de presente a coleção inteira, que vem com um CD, e num dos natais distribui de presente um outro livro: Rejection Collection, as charges mais picantes e politicamente incorretas que foram rejeitadas pelos editores. Comprei uns 10. Meus amigos amaram o presente.

Mas essa semana, a capa que deveria entrar para a Rejection Collection acabou nas bancas. Trata-se de Barack Obama, vestido de muçulamo, na Casa Branca, com uma lareira queimando a bandeira dos Estados Unidos e a foto do Osama na parede. Barack cumprimenta a esposa, Michelle, que por sua vez veste uma roupa militar com uma metralhadora à tiracolo. Sátira por sátira, alguns podem até endenter.

Dessa vez, no entanto,  a revista pegou pesadíssimo, tem até programa de TV hoje fazendo o público votar. Por mais intelectuais que os jornalistas da revista sejam (ou pensam que são), o público em geral não é - e de forma alguma vai enteder que a capa é uma sátira à política do medo. A galera em geral ainda acha que Barack é muçulmano, quando ele já repetiu milhões de vezes que é cristão. Uma religião não é melhor que a outra, mas é só para ilustrar a falta de informação das massas. Agora, com esta charge, que coloca o dedo em terrorismo, a coisa vai piorar. Enfim, bola fora.

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Por Tania Menai - 9:36 pm 1 Comentário »

 

Jul 14

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Está vendo a foto acima? Este é um dos bancos do Centra Park, patrocinado pela família de Peggy Schulhof, uma nova-iorquina falecida em 1997, em sua memória. Esta é uma forma linda de homenagear quem se foi e, ao mesmo tempo, sustentar o parque. Para quem não sabe, o Central Park (que é maior que o Principado de Mônaco) é financiado por pessoas que nem eu e você - todos sabem da sua importância e por isso colaboram. Cada um, como pode. A maioria, simplesmente, não jogando uma agulha no chão e protegendo a natureza. Simples. Quem dera se meus camaradas cariocas aprendessem com os nova-iorquinos. Cariocas (e acredito que a costa inteira) não conseguem ir à praia sem deixar lixo para trás. E quem contestar está mentindo. Basta espiar o trabalho dos garis.

Semana retrasada, por exemplo, promovemos um picnic no Central Park para 60 amigos - não ficou um guardanapo na grama. No último sábado, fomos ao show do Jon Bon Jovi, no Great Lawn, área imensa onde acontecem os grandes shows. Milhares de pessoas comportadíssimas - não ficou um papel pra contar a história. Porém, o melhor da história conto eu: assim que o show terminou, a produção colocou imediatamente a música “New York, New York”, de Frank Sinatra. T-o-d-o m-u-n-d-o cantou junto, ao deixar calmamente o Central Park. Soa brega?  Que nada, foi de arrepiar!

Então, Brasil, aí vai um recado: todo mundo ama Nova York, coisa e tal. Mas Nova York é o que é por causa das pessoas que cuidam dela. Então vamos fazer o mesmo com a nossas praias e parques. Lugar de lixo é no lixo. If you can make it there, you can make it anywhere. Boa semana!

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Por Tania Menai - 12:52 am 6 Comentários »

 

Jul 04

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Ontem, quinta, véspera do feriado de 4 de julho, resolvemos jantar fora, meio em cima da hora com uns amigos. Note que a expressão “em cima da hora” em Nova York gera calafrios. Se você resolver pegar um cinema ou escolher um restaurante badaladinho escolha com antecedência - compre ingresso pela internet, faça reserva.

Mas ontem foi diferente.Liguei pro restaurante e escutei uma frase inédita: “que horas vocês querem jantar?”  Normalmente, o restaurante diz a hora disponível e olhe lá. Além disso, as calçadas estão vazias, o telefone sossegado - os nova-iorquinos debandaram para os Hamptons, o equivalente a Búzios daqui (só que Búzios dá de mil). 

Por sinal, Hamptons pode ser sinônimo de roubada: a galera aluga casas em grupos e vai revezando por fim-de-semana. Mas em vez de um esquema Friends, tudo pode acabar em pesadêlo: um não paga a conta, o outro convida gente extra, o outro não lava a louça. No final do verão, um não quer ver mais o focinho do outro. Conclusão: fique em casa, e curta a cidade vazia, sem filas, todinha pra você.

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Por Tania Menai - 6:34 pm 1 Comentário »