O melhor da Broadway: seus atores mirins Hot Play!
Jun 23

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Acredito que a mídia brasileira esteja escrevendo hoje sobre o belo show do João Gilberto no Carnegie Hall - incluindo o tal “ventinho” que ia diretamente sobre sua cabeça, do qual ele reclamou três vezes. Mas estamos aqui pra falar do Human Rights Watch Film Festival, que fica mais uma semana em cartaz aqui. Imperdível.  

Já vi três. Mas vou falar de dois: o primeiro, “China’s Stolen Children”, feito por dois documentaristas ingleses (e narrado pelo meu ídolo Ben Kingsley) que filmaram camuflados na China, onde 70 mil, repito, 70 mil crianças desaparecem por ano. Eles foram atrás desta história, documentando pais, traficantes, detetives - e o governo, que só está preocupado com as Olimpíadas; e ainda proíbe cartazes de “procura-se”, pelo excesso de crianças sumidas. Vergonha. Depois da mostra, os diretores conversaram com um público perplexo, cheios de perguntas. 

E o segundo: “Juízo” (foto), em inglês Behave, da brasileira Maria Augusta Ramos. Ela mostra menores infratores no Rio de Janeiro. Uns mataram, outros roubaram. Todos pobres, nenhum branco, e quase todos sem a presença paterna em casa. O documentário usa atores (jovens da mesma realidade social que os infratores) para interpretar os que cometeram crimes, já que eles nao podem ser filmados.  Todo o resto é realidade. As cenas no Instituto Padre Severino, onde eles ficam detidos, chocam pela precariedade. Choca ainda a idade e falta de futuro destas crianças.

E verdade seja dita: os mauricinhos brasileiros continuam fumando sua maconha -  pondo em risco a vida de crianças do morro - e as madames continuam com suas empregadas trabalhando duas semanas sem folga, sem poder ver os filhos - que ficam a Deus dará nas favelas, prontos pra encrencas. Mais vergonha. Desta forma, nem mauricinhos, nem madames (e afins) tem qualquer direito de reclamar da violência. Excuse me, people. Tá na hora de acordar e olhar no espelho.

Brasil e China… e ainda dizem que a “economia de ambos vai bem”. E daí?

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4 Comentários em “Vou te contar, meus olhos já não podem ver…”

  1. Juliana Disse:

    Tania voce eh o maximo!!!!!

  2. m.h Disse:

    parabens Tania !!!!!

    e isso ai….. dizer que a economia vai bem, deveriam e se envergonhar (Brasil e China) pela realidade monstruosa, com relacao a populacao infantil e juvenil em suas terras.
    O Brasil continua lindo e verdade.
    Porem, sua realidade tb, continua a mesma, Violencia, falta de saude publica, falta de educacao basica.
    Onde esta a tao falada melhora Brasileira……
    Parabens, a vc, que mesmo estando distante em espaco fisico daqui, esta muito mais conectada com a realidade dura e crua das bandas de ca, que muitos brasileiros, que pensam e acham , que tudo vai muiiiiiiiiiiito bem.

  3. ticiana Disse:

    li algumas coisas do teu bloga qui
    c pode me dar seu email?

  4. Gisela Garcia Disse:

    Ei, tudo bem Tania?
    Adoro seu site, sempre com assuntos interessantes.
    Concordo com quase tudo que você escreveu.
    É bem verdade que todo mundo reclama da violência e pouca gente faz algo pra mudar a situação.
    Também é óbvio que as coisas não estão maravilhosas no Brasil, tem muita falcatrua, injustiça, corrupção, drogas, violência, falta saúde, educação.
    Mas eu acho que o nosso País melhorou sim.
    Já deixo claro que não sou petista, nem de partido nenhum, mas a vida do brasileiro teve uma melhora.
    Talvez para mim ou para o resto da classe média, a melhora não seja tão perceptível, ou talvez para nós tenha piorado. Mas para a classe mais pobre da população, as coisas mudaram sim.
    Bolsa família e outros benefícios, pagam pouco mas fazem a diferença para alguns.
    Sim, tem muito o que melhorar. Muito mesmo. Quase tudo. Saúde e educação são setores falidos e se não funcionam a perspectiva de um futuro melhor fica travada.
    Mas não vamos dizer que nada mudou, nada melhorou. Não estou discutindo se podia ou deveria ter melhorado ainda mais. Mas que melhorou, para mim é fato e percebo isso através das pessoas mais humildes com quem convivo ( meu pai é diretor de uma escola pública e super envolvido com a comunidade da escola, um bairro suuuuper pobre de Vitória, ES). Eles me dizem que as coisas melhoraram.
    E concordo com o que vc disse no final do seu texto: a gente tem que parar de criticar e reclamar de tudo, já que não fazemos nada pra melhorar. Depende da gente também, né?

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