Fev 26

Em sua lista para salvar o mundo Al Gore cita que uma das coisas que devemos fazer (concordo) é usar a máquina de lavar louça o mínimo possível, usar transporte público, reciclar, e não abusar da máquina de lavar roupa. Nestes quesitos, a galera daqui já colabora e muito. Nem vou citar o metrô, mas vou falar da saga coletiva que é fazer laundry. Conheço apenas uma pessoa que tem máquina de lavar em casa (dentro de um armário, porque área de serviço é um espaço desconhecido por aqui). O resto, lava roupa suja em público.

Os mais sortudos, dispõem de máquinas no sótão do prédio. Os menos, arrastam o saco estilo Papai Noel neve afora, em busca de lugares só pra isso. Ficam lá, lendo, conversando, navegando na internet, tudo pra passar os primeiros 45 minutos pra lavar, e mais 45 minutos pra secar. Mesmo tendo máquina no prédio, rola uma certa preguiça de catar moedas de 25 centavos (são 8 para cada máquina), sair de casa, descer, fazer social com vizinho, subir de novo, descer, colocar pra secar, subir, descer, dobrar – mas não há saída. O engraçado, é que ninguém troca de roupa pra fazer laundry. Quando você topa com um sujeito de calça de pijama de bolinha e chinelo de coelhinho no elevador, você já sabe que o destino dele é o sótão.

Mesmo estando em casa enquanto a roupa é lavada no prédio, a coisa não é tão simples. É que nem Cinderela: quando bater 45 minutos, você tem de estar em frente a máquina. Se você não estiver, o vizinho que espera a vez, simplesmente tira TODA a sua roupa da máquina, e joga a pilha em cima da mesa, sem nenhuma culpa ou pudor. Já tive que colar bilhetinho na máquina proibindo a audácia. O pior é que fica um analisando a cor brega da roupa de cama do outro, a meia furada, e outras intimidades mais. Mas, pelo menos, estamos salvando o mundo.

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Por Tania Menai - 12:00 am 2 Comentários »

 

Fev 13

Claro que qualquer turista que chega na cidade logo pergunta o que há de novo. Isso é normal. Mas acho que também vale perguntar o que há de velho. Simples: não é porque é novo que é necessariamente bom (milhares de restaurantes aqui duram meses). E o que sobrevive nesta cidade a ponto de ser velho, pode acreditar, é excelente.Então semana passada resolvemos passar os dias de folga em dois lugares que, quanto mais antigos, melhor: o American Museum of Natural History e o Metropolitan Museum of Art  – cada um num dia. Não foi a primeira vez, e nem a vigézima oitava que estive lá. E quanto mais você vai, mais você descobre uma coisa nova e, melhor de tudo, descobre que não sabe nada.

Nossa decisão de – a partir de agora – só ir a lugares assim nos dias de folga surgiu depois de um domingo, quando fomos a duas lojas com objetivos precisos: comprar um produto na loja da Sony e outro na loja da Virgin. Em ambas lojas, na mesma tarde, o atendimento foi tão ruim, que quase que estragou o domingo. Dane-se o consumo. Dia livre é dia de cultura.

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Por Tania Menai - 12:00 am 5 Comentários »

 

Fev 01

Foi dada a largada para mais um New York FashionWeek , no Bryan Park. Já recebi convites de alguns designers brasileiros, como  Carlos Miele, Iódice e o Alexandre Herchcovitch. É sempre aquele show, as pessoas prestam mais atenção no acontece fora das passarelas, fofocas coisa e tal. Não tenho paciência pra nada disso. Gosto mesmo é de ver os fotógrafos, e o esforço que eles fazem pra conseguir um lugarzinho digno. Esta foto aí são eles, num dos desfiles no FashionWeek – é a visão de quem está na passarela. Gente, eu tenho dó desses moços! São eles que, no fim das contas, vão divulgar a moda alheia pro mundo. Um pouco mais de conforto não seria nada mal…

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Por Tania Menai - 12:00 am 1 Comentário »