Jul 20

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Gente, rola até o fim do mês, o Premier Brazil, festival de filmes brasileiros do MoMA.  A abertura foi na quinta-feira passada com Estômago (a-do-rei) e na sexta-feira rolou um almoço para a equipe (foto) na Churrascaria Plataforma. A banana frita e o guaraná estavam um espetáculo… Para quem está aqui, confira a programação, que inclui Saneamento Básico, Meu nome não é Johnny, Andarilho e Pindorama (do Roberto Berliner). Enjoy!

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Por Tania Menai - 2:13 am Comente »

 

Jul 14

A revista New Yorker é paixão local - talvez nacional. Tanto, que já escrevi sobre ela aqui na TRIP há quase dois anos. Além dos textos literários (que inspiraram a revista brasileira piauí), as charges são uma obra de arte. Ganhei de presente a coleção inteira, que vem com um CD, e num dos natais distribui de presente um outro livro: Rejection Collection, as charges mais picantes e politicamente incorretas que foram rejeitadas pelos editores. Comprei uns 10. Meus amigos amaram o presente.

Mas essa semana, a capa que deveria entrar para a Rejection Collection acabou nas bancas. Trata-se de Barack Obama, vestido de muçulamo, na Casa Branca, com uma lareira queimando a bandeira dos Estados Unidos e a foto do Osama na parede. Barack cumprimenta a esposa, Michelle, que por sua vez veste uma roupa militar com uma metralhadora à tiracolo. Sátira por sátira, alguns podem até endenter.

Dessa vez, no entanto,  a revista pegou pesadíssimo, tem até programa de TV hoje fazendo o público votar. Por mais intelectuais que os jornalistas da revista sejam (ou pensam que são), o público em geral não é - e de forma alguma vai enteder que a capa é uma sátira à política do medo. A galera em geral ainda acha que Barack é muçulmano, quando ele já repetiu milhões de vezes que é cristão. Uma religião não é melhor que a outra, mas é só para ilustrar a falta de informação das massas. Agora, com esta charge, que coloca o dedo em terrorismo, a coisa vai piorar. Enfim, bola fora.

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Por Tania Menai - 9:36 pm 1 Comentário »

 

Jul 14

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Está vendo a foto acima? Este é um dos bancos do Centra Park, patrocinado pela família de Peggy Schulhof, uma nova-iorquina falecida em 1997, em sua memória. Esta é uma forma linda de homenagear quem se foi e, ao mesmo tempo, sustentar o parque. Para quem não sabe, o Central Park (que é maior que o Principado de Mônaco) é financiado por pessoas que nem eu e você - todos sabem da sua importância e por isso colaboram. Cada um, como pode. A maioria, simplesmente, não jogando uma agulha no chão e protegendo a natureza. Simples. Quem dera se meus camaradas cariocas aprendessem com os nova-iorquinos. Cariocas (e acredito que a costa inteira) não conseguem ir à praia sem deixar lixo para trás. E quem contestar está mentindo. Basta espiar o trabalho dos garis.

Semana retrasada, por exemplo, promovemos um picnic no Central Park para 60 amigos - não ficou um guardanapo na grama. No último sábado, fomos ao show do Jon Bon Jovi, no Great Lawn, área imensa onde acontecem os grandes shows. Milhares de pessoas comportadíssimas - não ficou um papel pra contar a história. Porém, o melhor da história conto eu: assim que o show terminou, a produção colocou imediatamente a música “New York, New York”, de Frank Sinatra. T-o-d-o m-u-n-d-o cantou junto, ao deixar calmamente o Central Park. Soa brega?  Que nada, foi de arrepiar!

Então, Brasil, aí vai um recado: todo mundo ama Nova York, coisa e tal. Mas Nova York é o que é por causa das pessoas que cuidam dela. Então vamos fazer o mesmo com a nossas praias e parques. Lugar de lixo é no lixo. If you can make it there, you can make it anywhere. Boa semana!

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Por Tania Menai - 12:52 am 6 Comentários »

 

Jul 04

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Ontem, quinta, véspera do feriado de 4 de julho, resolvemos jantar fora, meio em cima da hora com uns amigos. Note que a expressão “em cima da hora” em Nova York gera calafrios. Se você resolver pegar um cinema ou escolher um restaurante badaladinho escolha com antecedência - compre ingresso pela internet, faça reserva.

Mas ontem foi diferente.Liguei pro restaurante e escutei uma frase inédita: “que horas vocês querem jantar?”  Normalmente, o restaurante diz a hora disponível e olhe lá. Além disso, as calçadas estão vazias, o telefone sossegado - os nova-iorquinos debandaram para os Hamptons, o equivalente a Búzios daqui (só que Búzios dá de mil). 

Por sinal, Hamptons pode ser sinônimo de roubada: a galera aluga casas em grupos e vai revezando por fim-de-semana. Mas em vez de um esquema Friends, tudo pode acabar em pesadêlo: um não paga a conta, o outro convida gente extra, o outro não lava a louça. No final do verão, um não quer ver mais o focinho do outro. Conclusão: fique em casa, e curta a cidade vazia, sem filas, todinha pra você.

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Por Tania Menai - 6:34 pm 1 Comentário »

 

Jun 27

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Um mais um são dois. Mas a soma de Gustavo e Otávio Pandolfo, dá mais, muito mais. São eles Osgêmeos, dupla paulistana, inseparável, que nasceu há 34 anos, com a função de pintar o mundo. Dos muros de São Paulo a castelos europeus. Usam sempre cores fortes, imagens bem brasileiras, cenas nordestinas e muito improviso. O mais incrível é que os traços de ambos são idênticos. É impossível (e, segundo eles, desnecessário) dizer quem pintou o quê. Quem tiver sorte de estar aqui neste verão, Osgêmeos estão na Deitch Gallery (18 Wooster Street, no Soho, perto da Canal Street) de 28 de junho até o dia 9 de agosto. Durante um mês, eles pintaram uma megaparede da galeria, além de quadros coloridíssimos feitos in loco e outros trazidos de fora, para o deleite da alta classe de colecionadores de arte contemporânea.  Mas quem não estiver, basta dar um rolé pelo mundo; mais cedo ou mais tarde, você vai topar com algum muro decorado por eles.

Por Tania Menai - 9:46 pm 7 Comentários »

 

Jun 25

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Do bem. É assim o público do Coldplay - e isso ficou claro na noite de segunda-feira no Madison Square Garden, aqui em Manhattan. Estádio lotado de gente jovem, (além de limpo, pacífico e organizado, como sempre) cantando as músicas de trás pra frente. E mais: o show foi grátis. Os moços lançam seu novo álbum Viva La Vida, lindo como sempre. Pra lá de carismáticos, o quarteto dispensa grandes pirotecnias - os rapazes se garantem. Tanto, que ousaram a sair do palco e - acreditem - deram a volta no estádio, no meio da galera - e cantaram no meião dos fãs!! Logo ali, ao lado. Fiquei a dez metros dos rapazes, mas minha altura não permitiu ver além do boné de um deles. A única coisa estranha foi o final - acabou assim, puff, do nada. A rapaziada gritava crente que eles iriam voltar. De repente, apareceram uns homens no palco, sob aplausos e gritarias. Mas ….eram os caras da produção. De qualquer forma, quem quis dar continuidade a qualquer alegria, pôde se inscrever na saida na campanha Make Trade Fair , que o Coldplay apóia. E assim, a gente deixa o mundo um pouco mais warm. Enfim, vista a camisa e compre o CD.

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Por Tania Menai - 1:33 am Comente »

 

Jun 23

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Acredito que a mídia brasileira esteja escrevendo hoje sobre o belo show do João Gilberto no Carnegie Hall - incluindo o tal “ventinho” que ia diretamente sobre sua cabeça, do qual ele reclamou três vezes. Mas estamos aqui pra falar do Human Rights Watch Film Festival, que fica mais uma semana em cartaz aqui. Imperdível.  

Já vi três. Mas vou falar de dois: o primeiro, “China’s Stolen Children”, feito por dois documentaristas ingleses (e narrado pelo meu ídolo Ben Kingsley) que filmaram camuflados na China, onde 70 mil, repito, 70 mil crianças desaparecem por ano. Eles foram atrás desta história, documentando pais, traficantes, detetives - e o governo, que só está preocupado com as Olimpíadas; e ainda proíbe cartazes de “procura-se”, pelo excesso de crianças sumidas. Vergonha. Depois da mostra, os diretores conversaram com um público perplexo, cheios de perguntas. 

E o segundo: “Juízo” (foto), em inglês Behave, da brasileira Maria Augusta Ramos. Ela mostra menores infratores no Rio de Janeiro. Uns mataram, outros roubaram. Todos pobres, nenhum branco, e quase todos sem a presença paterna em casa. O documentário usa atores (jovens da mesma realidade social que os infratores) para interpretar os que cometeram crimes, já que eles nao podem ser filmados.  Todo o resto é realidade. As cenas no Instituto Padre Severino, onde eles ficam detidos, chocam pela precariedade. Choca ainda a idade e falta de futuro destas crianças.

E verdade seja dita: os mauricinhos brasileiros continuam fumando sua maconha -  pondo em risco a vida de crianças do morro - e as madames continuam com suas empregadas trabalhando duas semanas sem folga, sem poder ver os filhos - que ficam a Deus dará nas favelas, prontos pra encrencas. Mais vergonha. Desta forma, nem mauricinhos, nem madames (e afins) tem qualquer direito de reclamar da violência. Excuse me, people. Tá na hora de acordar e olhar no espelho.

Brasil e China… e ainda dizem que a “economia de ambos vai bem”. E daí?

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Por Tania Menai - 3:54 am 4 Comentários »

 

Jun 16

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Mais prêmios para brasileiros nas bandas de cá: desta vez, o barítono paulistano Paulo Szot ganhou o TONY (que equivale ao Oscar para os shows da Broadway) pela remontagem do musical South Pacific (em cartaz no teatro do Lincoln Center). Broadway não é coisa que agrada todo mundo -  há quem não passe na porta de musical.  Alguns dos shows podem até ser chatos, outros turísticos demais, outros cafonas. Mas é tudo perfeito. Todo mundo é excelente no que faz. Erros? Jamais.

Dito isso, ao passar na porta de Lion King (estando endinheirado), entre. Fui pela segunda vez na semana passada - desta vez, com o privilégio de desfrutar do novo teatro onde a peça está em cartaz (foto). O antigo era apertadíssimo e lembro de ter sentado ao lado de uma mulher que não via um chuveiro há décadas. O musical completa 10 anos e vale cada centavo dos seus suados dólares. O figurino e o cenário são todos inspirados em motivos africanos, os atores são de primeira (o menino que interpreta o Simba é do Harlem e tem dez anos - dá vontade de levá-lo pra casa) e a música, como todos sabem, de Elton John. Ingresso? Só pra daqui a um mês.  Outro imperdível, para quem fala inglês fluentemente, é Avenue Q.  Pros amantes do ABBA, a dica é Mamma Mia, que também está prestes a ganhar os cinemas.

Mas o melhor da Broadway é o movimento Broadway Kids Care - uma organização formada pelos atores mirins voltada para trabalhos comunitários. Esta é a veia americana - onde tem americano, tem filantropia. Desta vez, as crianças tem se juntado para decorar bonés e doá-los pessoalmente para crianças que fazem quimioterapia.  Isso sim é show.

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Por Tania Menai - 6:18 pm 1 Comentário »

 

Jun 09

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Domingo passado aconteceu no Lincoln Center a entrega do “Oscar dos restaurantes dos Estados Unidos”:  o prêmio mais importante da indústria gastronômica americana, concedido pela James Beard Foundation. E, voilà, o melhor restaurante do país: Gramercy Tavern, um dos sete estabelecimentos (incluindo os três do MoMA) do restauranteur mais popular de Nova York, Danny Meyer (foto). O reconhecimento é merecido: há quase 14 anos na praça, o Gramercy Tavern, hoje chefiado pelo simpático Michael Anthony, tem uma estrela (de três) no Guia Michellin e é considerado pelo New York Times o restaurante “mais amado pelos nova iorquinos”.

Na equipe, de mais de cem pessoas, apenas um brasileiro: o carioca Felipe Saint-Martin, que despeja o talento preparando os pratos frios do jantar. O serviço é excelente (depois de jantar lá, garanto que sua exigência perante garçons aumentará) e a lasanha de cogumelos  e o pudim de pão são coisas de outra galáxia. Dica: não faça reserva. Apareça e espere uma mesa na parte da frente, chamada Tavern. É mais descontraída, mais barata e igualmente espetacular. Bon ap!

Gramercy Tavern - 42 E 20th Street.

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Por Tania Menai - 8:48 pm 1 Comentário »

 

Jun 04

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Esta semana o fotojornalista do New York Times que fica na rua à cata de personagens estilosos do mundo da moda (confesso que é única coisa que me interessa no quesito fashion é a página dele) falou uma verdade, e foi lá provar: todo mundo só usa preto. Mesmo depois de um invernão, quando você acha que a rapaziada está ávida por tirar aquele vestido de bolinha amarela e rosa do armário…nada. Só dá moda-viúva. Até mesmo um comercial de TV do US Open de tênis, uns anos atrás, anunciava o campeonato mostrando toda a torcida de preto, óculos escuro (preto), jogadores vestidos de preto. Até a bolinha era preta. Uma sátira à Nova York.

Mas é fácil explicar, e mais fácil ainda entender: aqui você sai de casa, pega metrô, é uma cidade empoiradíssima. Você sai do trabalho e não tem essa de passar em casa pra tomar banho. Todo mundo vai direto pra tudo (o que torna a vida mais prática e faz o dia render mais). Então, com um pretinho está tudo resolvido. Não suja e você está vestido o dia inteiro. Por sinal, escrevo este post com uma camiseta preta (coincidência ou não!). Vive le noir!

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Por Tania Menai - 3:50 pm Comente »