Foi histórico o show de despedida/comemoração de 25 anos do Fellini. Completa, a banda paulistana tocou suas músicas mais conhecidas (para não dizer sucessos), como "Rock europeu" - que fez cantar junto a platéia do Studio SP. Outro clássico do Fellini, "Teu inglês", foi dedicado a Nina Lemos, editora da seção Badulaque da Tpm, prata da casa. Ao lado de Guilherme Werneck, diretor de mídas eletrônicas da Trip, ela se disse "extasiada e em momento de glória".
Para registrar o "adeus de Fellini", escalei a repórter e também fotógrafa Isabella Infantine, da Trip, que fez as fotos deste post.
Apesar de ser quarta-feira, o Studio SP ficou lotado para ver o Fellini passar. Desde às 22h já tinha gente esperando o show começar:
Studio SP enchendo antes do show começar
Quando o Fellini subiu no palco, à 0h, o público estava numa espécie de transe reverente, prestando atenção nos arranjos rock'n'roll das antigas músicas.
Começa o show e o Fellini é mais rock do que pós-punk
Lá pelo meio do show (que durou um pouco mais de uma hora), Cadão Volpato dedicou "Teu inglês" a Nina Lemos. O público e Nina, na beira do palco, cantaram junto.
Cadão canta em homenagem a Nina Lemos
Ao terminar o show, Isabella e eu encontramos Nina e Guilherme meio atordoados e felizes. Tão felizes que toparam posar para a foto memorável. Fellini, please come back.
Nina Lemos "extasiada em momento de glória", ao lado do colega Guilherme Werneck
O Fellini ainda faz mais um show em Curitiba, neste sábado. Confira os detalhes no blog Vai Lá.
Olha a chuva!!! Sophie Calle e Grégoire Bouillier dizem oui
Primeiro, para facilitar, vamos chamar os convidados da Feira Literária Internacional de Paraty de flippers.
Os flippers deram saltos e cambalhotas, emitiram guinchos inteligentes e conquistaram a simpatia do público. Tudo tão familiar como o velho seriado de TV com o golfinho.
Mas muitos dos melhores momentos foram perdidos entre um malabarismo intelectual de Simon Schama e o conto de fodas de Catherine Millet.
Por exemplo, poucos compareceram ao casamento de Sophie Calle e Grégoire Bouillier. Ao se encontrarem publicamente pela primeira vez depois de um fora por e-mail que virou exposição badalada, o ex-casal resolver dizer oui na porta de uma igreja antiga em Paraty. Quem passava na rua e via a célebre artista conceitual e o pouco conhecido escritor achava que se tratava de uma das muitas perfomances de rua. Ninguém pegou o buquê.
Pau na mesa
Oh Captain: o pênis ficou na pousada
Outro momento inesquecível passou batido. Foi na palestra do bem-dotado escritor Mario Bellatin. O autor de Flores apareceu diante do público com uma prótese peniana no braço que lhe falta. De tão evidente, poucos repararam. O certo é que ninguém quis tocar no pênis, quer dizer, no assunto, com exceção de uma ou duas notas de rodapé nos jornais e twitters. Censura? Descaso? Será que um enorme falo no braço não comove mais ninguém?
Nunca te li, sempre te amei
Agora sério. Pouco hove de literatura de fato na festa chamada de literária. A maioria dos flippers era de fazedores de livros e não de escritores. Os poucos escritores de verdade foram ignorados. O público da mesa em que estavam a irlandesa Anne Enright, autora do excelente O Encontro, vencedor do Man Booker Prize de 2007, e James Salter, o grande contista americano de A Última Noite preenchia apenas metade das cadeiras disponíveis. Pouco se falou também da veterana Edna O'Brien, de A Luz da Noite.
A mesa mais aplaudida e que mais emocionou flippers e floppers, a do português genial António Lobo Antunes, que disse "quem quer ser escritor devia ver o Mané Garrincha jogar bola", gerou um curioso descompasso: aquele quem todos amavam nunca haviam lido. Numa enquete informal, apenas um conviva declarou ter atravessado os mares revoltos da prosa antuniana.
Um fim-de-semana chuvoso pede programas à altura, então Adriana Verani, da produção da Trip, resolveu fazer o que se pode numa situação dessas: ver filmes e comer.
O restaurante escolhido foi o Paris 6. "Precisa chegar antes da 21h, porque nos finais de semana costuma ficar bem cheio. Indico um prato que adoro e já repeti algumas vezes: Coquelet au vin, e depois um crème brûlée incrível".
No cinema, ela foi conferir o tão faladoLoki - Arnaldo Baptista, e adorou. Fã de Mutantes, ela estava há tempos querendo ver o documentário feito pelo Canal Brasil: "tentei ver durante a mostra de cinema e desde essa época estava louca pra estréia nacional, amo Mutantes desde sempre. É incrivel, com cenas inéditas, algumas que a Rita liberou só pro filme, grande homenagem a um dos maiores artistas dos anos 70".
Da prateleira da locadora, Adriana escolheu Nunca é tarde demais, com Morgan Freeman e Jack Nicholson, sobre dois homens que têm pouco tempo de vida e resolvem realizar seus desejos antes de morrer. Segundo ela, "um filme sensivel sobre amizade e a vida":
Vai lá:
Paris 6 (Rua Haddock Lobo, 1240, Jardins, São Paulo; telefone: 3085-1595)
Segunda-feira é o dia de saber o que aconteceu de bom no fim-de-semana de alguém da redação. Pode ser bar, balada, filme, viagem, vale tudo. Porque é bom já estar inspirado desde o começo da semana.
Marina, a segunda da direita para a esquerda, na casa do"BBB" com seus amigos
Anda fazendo muito frio no Sudeste. Em São Paulo, então, nem se fala. Mesmo com muitos agasalhos, o vento fez tremer. Ir á praia pode ser uma má idéia, a não ser que você esteja muito animado. Foi o que aconteceu nesse feriado com Marina Manzoli, da Produção da Revista Trip
Em Ilhabela, litoral norte de São Paulo, Marina jogou pôquer, fez churrasco, tomou vinho e viu seus dez amigos tornarem o feriado de Corpus Christi num “BBB”, segundo ela mesma. A dica dela na cidade é a Praia do Pinto: apesar do mar gelado, deu para curtir um dia de sol no domingo e até entrar no mar.
Vai lá:
Ilhabela Como chegar de São Paulo: pela Via Dutra, pegar Rodovia dos Trabalhadores (SP 170) e Rodovia Carvalho Pinto até São José dos Campos; depois, seguir na Rodovia dos Tamoios (SP 99) até Caraguatatuba. Ir em direção a São Sebastião pela Rodovia Rio-Santos (BR 101). Pegar a balsa para atravessar o canal com destino a Ilhabela. Vindo de São Paulo ou Rio de Janeiro pela Rio-Santos, o visitante chega direto a São Sebastião.
Praia do Pinto Distante 6km do centro, ao norte da Vila, dá para ir de carro até um condomínio particular. A partir desse ponto, o acesso é feito a pé, numa caminhada de 100 metros.