Ago 10
Waldick Lives
Categoria(s): Na redação Add comments

Assessoria de imprensa é como a justiça e a cantora Kátia: cega. Normalmente o agente que divulga um artista enumera argumentos muito mais repelentes do que sedutores para o jornalista. "Conhece o Fulaninho? É o novo Cláudio Zoli", ou "Já escutou nossa banda Maconha Crew Legalize? É a caaaara da Trip", ou "Essa cantora já foi perfilada na VIP, na Playboy, na Folha, no Fantástico, no Jornal Hoje, no Jornal de Pinheiros… vamos fazer uma entrevista?". Ok, nem reclamo, já que tais ladainhas rendem piadas formidáveis na redação. Agora, os jabás… sabe o que é, não? Presentinhos, brindes de divulgação para chamar a atenção do "formador de opinião" (o termo errado…). Já recebi lata de tinta, pinga ruim, um baralho pela metade, bonés que só cabem em prepúcios, travesseiro, um pé apenas de tênis… Mimos tão débeis que acabam com qualquer chance de eu quebrar o lacre do tal CD que deseja, tão desesperadamente, ganhar cinco centímetros na revista Trip.
Mas hoje não. Hoje o jabá chegou aos píncaros da sutileza e da persuasão. Um envelope pardo, contendo um DVD e um CD de um show de Waldick Soriano. Antes que alguém encontre ironia, eu nego - gosto, e muito, do Waldick.
Eu dizia… um DVD e um CD, com uma foto singela na capa. E o brinde. Um lenço branco, de algodão fino, com as iniciais W.S. bordadas em azul marinho.
Eu dizia… um DVD e um CD, com uma foto singela na capa. E o brinde. Um lenço branco, de algodão fino, com as iniciais W.S. bordadas em azul marinho.
Ninguém me ligou, ninguém argumentou, ninguém tentou me convencer que ele merece espaço nas poucas páginas que edito. Apenas ofereceram de longe um lenço branco, como uma despedida ou uma dança antiga.
Abri o disco, já ripei, e já ostentei o presente como um artigo raro - que é. E, se não houver centímetros na revista no final das contas, faço questão de dizer aqui nesse mocó on-line que saiu um disco ao vivo, e DVD, de Waldick Soriano. Um crooner espetacular, de palavras rasteiras e alma profunda, no último bis de sua longa carreira, acena a nós, o povo, com um lenço branco. Ainda perto, mas já saudoso, partindo devagar, cantando forte e bonito letras de amor rasgado para nossos dias tão desegalentes quanto mal assoados.










23.07.2008 at 2:58 pm
Caros amigos
AÃ vai a minha dica para o fim-de-semana.
Na praça dos Omaguás, altura do n° 900 da Av. Pedroso de Morais, acontece todos os sábados, há quase 8 anos, um evento que vale a pena visitar. Trata-se da única feira de artes plásticas que se tem notÃcia em São Paulo. Única, pois, não existem barracas de comida, artesanato ou outra coisa além de pinturas e esculturas. São vários artistas de diversos estilos (pintura clássica, aquarela, moderna, pós-moderna, etc), que tornam o caminho entre a FNAC Pinheiros e a ACM, muito mais bonito, alegre e colorido.
Além do passeio gostoso, o visitante poderá adquirir belas obras por preços abaixo dos praticados nas galerias, onde esses artistas também expõem.
Para completar o passeio, vá ao Instituto Tomie Otake que fica a menos de cem metros, ou tome um gostoso café no FransCafé, ou ainda, almoce em um dos vários restaurantes que existem na redondeza, que agradam a todos os paladares e bolsos.
Está aà a dica para o fim-de-semana, a Feira da Omaguás acontece todos os Sábados das 10 h às 17 h, em Pinheiros, São Paulo, SP.
Alberto Rodrigues