Revista Trip

 
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Postado em 11.05.2012 | 12:05 | Alê Youssef
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Foi nomeada a  Comissão da Verdade que vai investigar os crimes e violações dos direitos humanos entre 1946 e 1988 período que compreende a ditadura militar . Dentre todos os nomeados, acho muito bacana ver José Carlos Dias na Comissão. Ele é uma das pessoas mais sérias e competentes que conheci e tive a honra de trabalhar.

Um dos mais importantes advogados criminalistas do país, José Carlos Dias foi Presidente da Comissão de Justiça e Paz e advogado de muitos presos políticos.

José Carlos Dias foi o Ministro da Justiça de vanguarda. Várias de suas bandeiras que foram consideradas polémicas e perigosas em 1999 pela sociedade conservadora, hoje são sinônimos de modernidade. A discussão sobe o anti proibicionismo, penas alternativas, novo modelo prisional, integração das policias e direito penal mínimo são alguns exemplos.

Ouso dizer que se esses projetos apresentados por José Carlos Dias como ministro  fossem aprovados e adotados, teriamos um país muito mais avançado.

Parabéns pela escolha, Presidenta Dilma!

Conheça os outros intregrantes da Comissão:

http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/05/planalto-anuncia-integrantes-da-comissao-da-verdade.html

 

 

 

 

 

 

 

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Postado em 21.04.2012 | 11:04 | Alê Youssef
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Ambientalistas e diferentes organizações que defendem o desenvolvimento sustentável e a causa ecológica tentam impedir que o o projeto de alteração do Código Floretal, aprovado pelo Congresso, seja sancionado pela Presidente Dilma. Abaixo o texto básico usado pela campanha e o link para a petição pelo veto da Presidente da República. Eu apoio.

A presidente Dilma precisa cumprir sua promessa de campanha e VETAR o projeto de lei que desfigura o Código Florestal, aumenta o desmatamento e dá anistia aos criminosos. Assine a petição e ajude-nos a pedir a ela que evite o pior e preserve as florestas do Brasil. http://bit.ly/txVlzH

 

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Postado em 17.04.2012 | 21:04 | Alê Youssef
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Fiquei chocado com o fechamento do Vegas. Mais pela história e importância dele do que por desconhecimento do poder nefasto da especulação imobiliária na cidade de SP.

Não existe memória urbana em São Paulo pois a cidade muda o tempo todo pela força da grana. A Rua Augusta - ícone de uma das melhores noite do mundo - está ameaçada. Ao contrário de outros centros urbanos e cosmopolitas que mantém bairros dedicados à boêmia e à diversidade, São Paulo não tem posicionamento estratégico no que diz respeito à sua econômia criativa.

A mesma lógica que fechou o Vegas, impede que o Bloco do Baixo Augusta ocupe a rua. Pode parecer que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas a verdade é que SP é a cidade do não pertencimento. Não valoriza os ícones da sua cultura transgressora, alternativa e de vanguarda e não compartilha o espaço público.

Acho que o fechamento do clube não pode ser em vão.  Deveria ser o estopim de um debate sobre qual cidade que queremos.

Tags: vegas
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Postado em 16.04.2012 | 00:04 | Alê Youssef
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Casamento homoafetivo, pesquisa com células tronco, aborto de fetos anencéfalos... Direito à manifestação pela legalização da maconha e outras ideias...

Um governo deve ser avaliado também pela qualidade dos Ministros que indica para o Supremo Tribunal Federal. O momento é de avanços fundamentais, quase silenciosos na corte.

Enquanto a ampla parcela conservadora grita sobre qualquer projeto que tente modernizar noss legislação anacrônica em relação à direitos civis e mudanças comportamentais no Congresso Nacional, o STF promove debates e, principalmente, decisões jurisprudenciais muito importantes.

Nomear ministros de cabeça aberta para o Supremo, é hoje a melhor maneira de modernizar o país e ver um cidadão da qualidade do MInisro Ayres Bitto - responsável por relatorias e votos memoráveis sobre os assuntos listados -  assumir a Presidência do Tribunal é uma grande alegria.

 

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Postado em 25.10.2010 | 09:10 | Alê Youssef
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O tripé formado por casas de shows e clubes, artistas criativos e divulgação via internet garante uma cadeia econômica independente que gera empregos e faz o músico viver da sua arte, o que no passado recente era exclusividade dos queridinhos das gravadoras.

O fenômeno acontece no mundo todo em cidades cosmopolitas e é reflexo da nova ordem musical, pós decadência do mercado fonográfico. Todas as noites novos talentos despontam e formam público pela noite de São Paulo, em clubes de Lower East Side, em Nova York, Shoreditch, em Londres, ou no Mitte, em Berlim.

Diante do atual cenário é comum ouvir queixas de representantes de gravadoras e empresários vinculados a eles, insistindo que o mercado musical está parado, sem criatividade, demonstrando desconhecimento e certo pouco caso sobre o que acontece nas noites das grande cidades.

Existem diferentes olhares para o processo cultural. O olhar da indústria fonográfica é aquele de cima pra baixo, que se acostumou a fazer grandes números, amparado por uma indústria que monopolizava produção e distribuição de conteúdo, vendia discos, comprava as mídias, fazia o sucesso acontecer.

As bandas que formam seu público e vivem de música, cantando suas próprias composições para o universo de fãs formados pelo MySpace e pelo Facebook, e movimentos musicais de descentralização e ocupação de novos espaços têm outro olhar sobre o processo cultural: aquele de baixo pra cima, que percebe a vitalidade e a capilaridade de um novo modelo, de uma nova cadeia produtiva.

Por outro lado, o movimento político da música foi revitalizado por novos atores que, entendendo a brecha da fragilidade do mercado, iniciaram a discussão sobre que políticas públicas queremos para a arte mais popular do Brasil. Entre os mais ativos estão o Circuito Fora do Eixo, que estimula o investimento público nas localidades distantes de São Paulo e Rio de Janeiro e a ABRAFIN, entidade que reúne os festivais de música independente do país. Novas inicitivas como as CASAS ASSOCIADAS - reunião de casas de pequeno e médio porte de todo país que pretente criar um circuito nacional de circulação da nova música – prometem agitar ainda mais o poder público, de olho no suporte para todo esse universo.

Hoje em dia, a FUNARTE, o  Ministério da Cultura e empresas como a Petrobrás já estão totalmente inseridos nesse contexto e uma grande movimentação que une entidades e setor público já deu origem a Rede Música Brasil, espécie de fórum permanente para discussão sobre projetos estruturantes para a música.

O futuro da música no Brasil passa pela compreesão desse novo modelo “de baixo para cima e capilar” que cresce a cada dia nos centros urbanos e que cria verdadeiras micro economias capazes de sustentar as cadeias produtivas da música. Passa também pela capacidade de organização do setor para pleitear o investimento público que fomente o setor.

Além disso, o negócio da música também está inserido em uma visão mais abrangente do tipo de desenvolvimento que queremos para o país. Tanto as experiências privadas que ativam o mercado musical como a necessidade de um olhar diferente para as políticas públicas de estímulo ao setor, podem estar inseridos no amplo debate sobre a Economia Criativia:  como a música, como uma das expressões mais claras da criatividade, pode ser um dos eixos de desenvolvimento econômico, transformação urbana e inclusão social. Para tanto, é fundamental que esse negócio da música seja mapeado e calculado, para entendermos o quanto ele poderá se expandir e participar com força da economia do país.

Considerando que o Brasil é talvez o país mais musical do mundo, pode-se imaginar  o futuro  de possibilidades que temos pela frente se tivermos a cabeça aberta para esse tipo de visão de que nossa economia também pode ser baseada na criatividade.

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