Revista Trip

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Postado em 30.09.2009 | 11:09 | Luiz Mendes
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Liberdade

 

Creio que antes de se conquistar liberdade, é preciso primeiro acreditar que ela existe. Depois, e como, de que maneira alcançá-la? É fruto de conquista pessoal ou coletiva? Acho que desenvolvi certas habilidades que, aos poucos, vão fazendo com que me sinta mais livre. Explico-me.

Mais livre porque vou conquistando sabedorias e crescendo pessoalmente a partir delas. Tudo é sedimentar e paulatino, tem um tempo e uma maturação. Se já não somos mais seres naturais, nossas raízes pelo menos continuam fincadas no chão. Como o vinho que tem um ponto de excelência e daí vira vinagre; como qualquer fruta que tem seu pico de doçura muito próximo ao de deterioração, assim vamos nos constituindo. As contingências decompõem todos os planos. Há um pensador que afirma que planos de homens são parecidos com vômito de ratos. Mas de tudo colhemos a essência, o prazer, a arte, o engendramento, em suma, a idéia. E esse é todo material que carecemos para nos desenvolver.

Acredito em liberdade como expansão do ser. Somente quando li Paulo Freire pude entender. Ele diz, em outras palavras, que quando a pessoa apreende o código de comunicação da sociedade humana, faz uma releitura dessa sociedade. Foi o que se deu comigo. Na medida em que empreendi aprendizado, fui ampliando horizontes, respondendo questões, lendo e entendendo melhor a vida.

Exemplificando: possuía preconceito profundo contra polícia. Não gostava de polícia, nem bombeiro escapava. Eram meus inimigos pessoais, enquanto instituição. Desde muito pequeno vinha apanhando dessa gente, para poder raciocinar. Preconceito tem sua raiz na falta de capacidade de raciocínio de sua vítima. Sim, vítima porque preconceito faz sofrer barbaridade. Ódio é dor contida. Estava com 14 anos de idade quando me penduraram pela primeira vez no pau de arara para me torturar. Há essa época já era rotina bater em mim sempre que podiam. Vivi quase toda minha vida na mão deles, sem poder de autodefesa algum, sempre à mercê e à disposição para que fizessem o que quisessem comigo. Nunca tiveram qualquer consideração pelo fato de eu ser humano como qualquer um deles. Ainda agora, pelo fato de haver sido preso, se me param tenho que dar explicações e elas podem não serem bem aceitas.

Quando minha mãe morreu e eu ainda preso, me assustei. Era recém casado (casei e descasei ainda preso) e minha companheira tinha Renato, meu primeiro filho, com 10 meses ainda. Ela era frágil, recém chegada do interior da Bahia e o bairro em que moro estava pegando fogo. Justiceiros, traficantes e ladrões disputavam o espaço. As pessoas estavam sendo mortas ao saírem na porta de casa. Também eu quis que as leis e a polícia protegessem minha pequena família. Estava impossibilitado de olhar por eles. Só então pude entender, de coração, esse engano pessoal e me libertei de mais esse preconceito. Percebi que a gente não deve ser contra a instituição policial por conta dos maus policiais. É necessário que sejamos a favor, mas fazendo parte. Atentos, criticando o que esta errado e exigindo, cobrando: punição, correção e acertos.

Essa releitura ajudou a firmar minha cidadania, meu compromisso assinado com a coexistência social. Eu havia me libertado de um preconceito e todo preconceito é limitador de vivências. Havia me expandido pessoalmente. Apreender é tomar posse de conhecimentos que nos levarão para além do que somos. E desse aprendizado restou a idéia de que para expandir é preciso conhecer e para conhecer é preciso entrar no jogo. Liberdade é sim processo coletivo; é preciso fazer parte. Somos o que apreendemos e apreender é expandir, libertar-se de ignorar. Sou todos que fui em camadas sobrepostas e que não há limites à minha expansão e portanto à minha liberdade.

                                             

Luiz Mendes

30/09/2009.

    

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Postado em 29.09.2009 | 11:09 | Luiz Mendes
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Poemetos e Pensamentos

 

Sacudido de pura ternura

Me pego de boca entreaberta, sem querer

Deixando essa doçura desmanchar-se

Em meu sangue lentamente.

E me toco, não tão delicado ou devagar

Para sentir tua vida existindo em mim.

Sonhos de pedra em meu coração de neve.

Enquanto a vida se retorce, engendrando

Injeto-me de cores e como arco-iris

Te envolvo em minha riquezas coloridas.

Os grilos enlouquecem de cantar

Enquanto os olhos de tua ausência

Querida desconhecida,

Ainda brilhavam no meu abrigo escuro,

Iluminando.

 

                                         ***

 

Tudo que é errado parece dar certo, enquanto aguardamos o momento em que a vida se auto-corrigirá e nos golpeará de verdades. Sequer cogitamos. Esquecidos, acreditamos que não acontecerá. Essa é a armadilha mais cruel da existência e não podemos cair, embora já tenhamos caído. Pensar longamente nisso só nos leva a morrer lentamente, pois que errar faz parte da condição humana.

 

                                         ***

 

À borda do precipício que separa o que sou

Do que sou obrigado

Adultero fatos para escapar à crueldade

Giro os braços como naufrago

Fazendo sinais a olhos ausentes

Como máquina de combustão interna

Brutal e secreta, a resfolegar.

 

                                          ***

 

Curtas.

 

O conhecimento, a cultura e a educação não pesam. Ao contrário; esvaziam. Pelo menos de qualquer pretensão de sermos melhores que os outros.

                                           *

 

Tudo o que é real demais nos deixa incrédulos. As verdades conhecidas há muito deixaram de ser verdadeiras.

                                           *

 

Viver é sobrevivência. Existir é longo demais. Resistir é ser recíproco.

                                           *

 

Como não consigo superar alguns de meus limites, então apenas mudo algumas fronteiras de lugar.

 

                                          ***

 

Verdades Pessoais:

 

Não prometo a ninguém sobre mim mesmo. Não aceito esperança que coloquem sobre meus ombros. Prometo de todo coração, serei fiel a mim mesmo e lutarei até o fim para não me trair.

                                            *

 

Às vezes me causa maior angústia pensar que os outros estão vendo o que vejo de mim no espelho. Aquele no espelho, ou aquele cuja voz escuto, me é estranho, Não sou eu, absolutamente. É, sem dúvidas, menos que eu, meio ridículo, vacilante, não entendo como.

                                            *

 

Não sou “transcendente”; “existente”; não me escondo atrás de nada. Sou apenas o que tenho sido e nem sei se agrada. Não posso mentir que não importa. Claro que importa, e muito. Gostaria de me fazer melhor. Mas como e continuar a ser eu mesmo?

                                      

                                           ***

Luiz Mendes

28/09/2009.

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Postado em 28.09.2009 | 10:09 | Luiz Mendes
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Poemetos e Pensamentos

 

Sacudido de pura ternura

Me pego de boca entreaberta, sem querer

Deixando essa doçura desmanchar-se

Em meu sangue lentamente.

E me toco, não tão delicado ou devagar

Para sentir tua vida existindo em mim.

Sonhos de pedra em meu coração de neve.

Enquanto a vida se retorce, engendrando

Injeto-me de cores e como arco-iris

Te envolvo em minha riquezas coloridas.

Os grilos enlouquecem de cantar

Enquanto os olhos de tua ausência

Querida desconhecida,

Ainda brilhavam no meu abrigo escuro,

Iluminando.

 

                                         ***

 

Tudo que é errado parece dar certo, enquanto aguardamos o momento em que a vida se auto-corrigirá e nos golpeará de verdades. Sequer cogitamos. Esquecidos, acreditamos que não acontecerá. Essa é a armadilha mais cruel da existência e não podemos cair, embora já tenhamos caído. Pensar longamente nisso só nos leva a morrer lentamente, pois que errar faz parte da condição humana.

 

                                         ***

 

À borda do precipício que separa o que sou

Do que sou obrigado

Adultero fatos para escapar à crueldade

Giro os braços como naufrago

Fazendo sinais a olhos ausentes

Como máquina de combustão interna

Brutal e secreta, a resfolegar.

 

                                          ***

 

Curtas.

 

O conhecimento, a cultura e a educação não pesam. Ao contrário; esvaziam. Pelo menos de qualquer pretensão de sermos melhores que os outros.

                                           *

 

Tudo o que é real demais nos deixa incrédulos. As verdades conhecidas há muito deixaram de ser verdadeiras.

                                           *

 

Viver é sobrevivência. Existir é longo demais. Resistir é ser recíproco.

                                           *

 

Como não consigo superar alguns de meus limites, então apenas mudo algumas fronteiras de lugar.

 

                                          ***

 

Verdades Pessoais:

 

Não prometo a ninguém sobre mim mesmo. Não aceito esperança que coloquem sobre meus ombros. Prometo de todo coração, serei fiel a mim mesmo e lutarei até o fim para não me trair.

                                            *

 

Às vezes me causa maior angústia pensar que os outros estão vendo o que vejo de mim no espelho. Aquele no espelho, ou aquele cuja voz escuto, me é estranho, Não sou eu, absolutamente. É, sem dúvidas, menos que eu, meio ridículo, vacilante, não entendo como.

                                            *

 

Não sou “transcendente”; “existente”; não me escondo atrás de nada. Sou apenas o que tenho sido e nem sei se agrada. Não posso mentir que não importa. Claro que importa, e muito. Gostaria de me fazer melhor. Mas como e continuar a ser eu mesmo?

                                      

                                           ***

Luiz Mendes

28/09/2009.

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Postado em 26.09.2009 | 12:09 | Luiz Mendes
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Tentando poesia.

 

Espesso, em febre, devasso como uma vadia

Roubo do tempo esse instante insólido

E, como mendigo exibo minha sordidez.

Fiel ao pecado de ser diante da consciência ameaçadora

Pesado, volto à antiga caminhada.

O metal duro da vontade me faz seguir

Sem medo algum, por entre céus e infernos

Insolente e atrevido.

Voraz, o que não me coube, o desconhecido

O que não pude repartir entre suores ou lágrimas

Esse mesmo é que me fascina

Dentro dessa treva pura que represento ser.

 

                                     ***

 

Escrevo sempre aquilo que devia gritar

Remeto-me embora permaneça impermeável

Vivo, seco, sempre tendo algo por dizer.

Como um vulto, sigo desconhecido e irremediável

Nada me assusta, nem de repente

Tudo me parece feito para consumo

E eu aqui, estabanado

Como uma mãe aflita.

 

                                     ***

 

Tudo parece acontecer

Como se estivéssemos esperando a vida

De banho tomado para sair.

 

                                      ***

 

Todos vivem a quilômetros de minha solidão

Só eu me acolho em meu coração

E me afogo porque molhar os pés nunca bastou

Mergulho, me jogo

E só paro quando a vida me para.

 

                                      ***

 

Agora pouco acordei e o dia me apanhou

Ainda com sono e se oferecendo em todo seu mistério

Lá vou eu ver o que acontece.

 

                                       ***

 

Mais de uma vez escutei

Estupidificado

Um gemido por dentro da escuridão

E me assustei

Ao perceber que era eu quem gemia.

 

                                       ***

 

O medo cresce na medida exata

De que somos capazes de imaginar

O que pode nos acontecer daqui para frente.

Medo é futuro.

 

                                        ***

 

Mães choram seus filhos mortos

Meninas vendem seus corpos

Meninos vagam pelas ruas

Ou fazem malabarismos nos faróis

Jovens superlotam as penitenciárias

Velhos de almas vazias

Estão abandonados nas praças e parques

E não estamos em guerra

Apenas o homem não aprendeu a andar

Com o próprio homem

E coitados daqueles que não sabem voar.

 

                                          ***

 

Enquanto o coração ensaia flores

Os olhos estão repletos de visões deploráveis

Mas, mesmo assim não varro meus delírios

Para debaixo do tapete;

Eles não estão sujos.

 

                                           ***

 

À uma certa pessoa.

 

Não busque em mim

O que possa encontrar em qualquer outro

Que esteja ao alcance de seus dedos

Ou lábios.

Os que se casam são mais românticos que eu.

Não posso ser de pequenos acertos

E me ocupar só de você.

Amo, amo muito e nisso pouco penso

Nada chega ao meu entendimento

Não entendo, mas quero ser livre

Para poder chegar a entender.

Aceso e sem formato, além de qualquer conceito

Aceito, aberto e incorreto

Sem nomes

Subscrevo-me.

 

                                         ***

 

Não me deixo resumir

Não posso ser abreviado

Sou extenso, amplidão é meu destino.

 

                                         ***

 

Luiz Mendes

25/09/2009. 

 

 

 

 

 

 

 

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Postado em 24.09.2009 | 10:09 | Luiz Mendes
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DESONESTIDADE

 

Semana passada passei maior sufoco. Meu filho mais velho, Renato, 14 anos, todo entusiasmado, subiu aqui em casa com um panfleto da SKAY para televisão a cabo pré-paga. Estava dentro de meu orçamento, cerca de 54 reais mensais, fora antena e componentes. Quando ele voltou da escola, fomos ver de perto.

Um homem gordo e risonho nos atendeu. Sabia que aquela simpatia tinha a ver somente com vendas, mas como é bom ser bem tratado, relaxei e escutei. Em momento algum falou do plano mais barato que me interessava. Por minha vez, fui descartando tudo o que ele apresentava. Percebi em seus olhos que ele tentaria algo mais ousado. Perguntou para meu filho quantas televisões havia em casa. Duas na casa de sua mãe e uma na minha. Então tirou da cartola plano que me comprometia. Dois pontos, um para a minha e outro para a televisão dos meninos. O preço ficou proibitivo. Cerca de 80 reais mensais. Os olhos de Renato me atravessaram parecendo farol de milha cortando neblina. Pensei e me decidi; que se dane, nós gostamos e ainda havia o irmão dele em casa com 10 anos que é fascinado por desenhos. Vamos nessa, pensei, a gente se vira depois e paga.

Nem olhei muito o contrato para não desistir. Havia duas clausulas estranhas. Na primeira queria me cobrar 10 reais (falou em taxa de manutenção. Mas que manutenção? De aparelho novo?) pela garantia do produto que me vendia. Não era venda, afirmou, e sim comodata. Não aceitei. A outra é que o pagamento da primeira mensalidade seria no ato. Então era pré-pago ou estava pagando o modem do pré-pago? Essa passou rasgando, mas foi. Achei que meus garotos mereciam, não muito, mas.

Dia seguinte, estava na condução, quando fui acionado pelo garoto. Estavam colocando a antena e o equipamento em casa, só que havia algum engano. Conversei pelo celular com o encarregado pela instalação. A autorização era para um ponto somente e não dois. Deixou o telefone do setor que cuida dessa parte da SKAY e o dele. Caso o engano fosse desfeito, ele voltaria para colocar o outro ponto.

Cheguei em casa e o moleque esperava no portão. Enquanto não peguei o telefone para ligar, não sossegou. O contrato, esclareceu a atendente, era mesmo somente para um ponto. Para dois pontos o preço subia a quase dobro do proposto. Fora de minha realidade. Faz mais de 5 anos que fora das grades e até agora não consegui trabalho fixo. Vivo e sustento os meus com minhas correrias. Dizem que sou empreendedor. Nada; sigo a maré como todo mundo, economizando e sobrevivendo. O vendedor havia me enganado, vendeu um ponto por dois. Para mim somente, não pagaria o que o contrato prescrevia. Ficaria com o pré-pago de 54 reais. Agora não queria mais. Desisti principalmente por haver sido enganado. Claro, disse a atendente, só havia uma multa contratual. Cerca de 500 reais. Como?! Dei pulo. Fora enganado e ainda teria que pagar por isso? Havia algum engano. Não, estava no contrato.

Desliguei o telefone e fui diretamente ao sujeito que me enganara. É distante, no caminho fui ficando cada vez mais indignado. O sujeito me roubara. Cheguei falando em voz alta. O local de vendas é na frente de uma grande loja que vende doces, encostado ao Shopping Pirajussara. O sujeito ouviu e respondeu na minha cara que havia me vendido apenas um ponto. O sangue subiu na cabeça. Meus contensores entraram em alerta máximo. A vontade era socar aquela cara gorda, fazer engolir os dentes. Agüentei e xinguei para poder aliviar a pressão.

As pessoas que faziam compras na loja pararam e nos rodearam. Estavam ansiosas para ver o circo pegar fogo. O Gerente chegou e eu afirmei que ele devia tomar cuidado porque aquele indivíduo estava enganando as pessoas ali na porta de sua loja. O Gerente chamou o sujeito encarregado da segurança da loja. Expliquei, para que todos em volta soubessem, já que tão curiosos. O sujeito tornou a dizer em minha cara que havia me vendido apenas um ponto.    

Fui para cima. O segurança enorme me conteve e se aproveitou para ir me levando para fora, segurando pelo braço. Chamei o vendedor para fora da loja e o segurança veio junto, tentando me conter. Parei e exigi que tirasse suas garras de cima de mim. O sujeito ainda tentou dominar, mas observando minha resistência, soltou. Se eu queria briga, agora ia encontrar, afirmou convicto. Sacou o celular e começou a discar. Perguntei se estava chamando polícia. Respondeu, com todas as letras, que ele era a polícia. Imaginei que fosse policial fazendo segurança como “bico”. Restava saber se era em horário de serviço. Mas fosse como fosse, estava errado. A lei não permite. Mas, sei lá se por atavismo, falou em polícia e eu fui me retirando, mesmo sendo a vítima. O gordo aproveitou-se para arrogar valentia escondida até então.

Sai de lá ferido, humilhado. Meu dinheiro é fruto de trabalho. Entro e saio de cadeia para ganhar a vida. Arrisco. O sujeito me enganou, não pude escapar, já até descontaram o primeiro mês. Além disso, o servidor público que é pago para me defender, acabou ajudando o sujeito que me enganou a me enxotar como a um cão da loja (e é exatamente por isso que existe a lei que proíbe policial de fazer “bico”; fica incompatível). O que posso fazer? Sinto-me indignado; roubado e obrigado a me calar. Aconselhem-me.

 

Luiz Mendes

24/09/2009.    

 

 

 

 

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Por Luiz Mendes

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