Tricky
1. Coalition - Tricky
2. Sal e Cinzas - 1-Uik Project
3. Can't Roll Back - Strategy
4. Poem For Tables, Chairs, Etc. Part 2 - La Monte Young
5. All Beauty Is Our Enemy - Merzbow & Genesis P-Orridge

Tricky


Dirty Projectors
Pouco antes de eu ficar doente, o Juliano Polimeno, da Phonobase, me mandou um link sensacional para baixar, de graça, uma versão de Hyperballad, da Björk, feita pelo Dirty Projectors. Essa versão faz parte de um projeto muito bacana do site Stereogum, de recriar o fantástico Post só com covers de artistas independentes, do Liars ao Xiu Xiu. Clique para baixar em zip todo o Tribute to Björk's Post.
O que importa é que esta versão de Hyperballad serviu de pretexto para um shuffle só com músicas do Dirty Projectors, uma banda de Nova York que estreita o caminho entre a canção, muitas vezes inspirada pelo folk, e a música de vanguarda, num movimento parecido com o do começo do Grizzly Bear, isso antes de esses conterrâneos do Brooklyn optarem por um caminho mais pop. O legal é que este shuffle acabou selecionando aleatoriamente músicas de vários discos diferentes e dá uma boa pista da solidez do Dirty Projectors. Olha só:
1. Hyperballad
2. No Intention
3. Not Having Found
4. Thisty and Miserable
5. We Are Swaddled


Danger Mouse
Foi um logo e tenebroso inverno. Fiquei mais de um mês deitado, sem poder usar o computador, tentando escapar de uma cirurgia na coluna. Foi o tempo mais longo que convivi com a dor na vida. Uma dor que não ia embora a despeito da força dos analgésicos. Nada mais natural que a volta do Discofonia venha com referências à dor. Selecionei músicas que falam da dor fisca, metafísica e metaforcamente, misturadas num shuffle. Ai:
1. Painkillers - Cannibal Ox
2. Pain - Dangermouse and Sparklehorse feat. Iggy Pop
3. Cymbals And Aspirin (A Breakthrough In Pain Relief) - Matmos
4. It's a Bit of Pain - Faust
5. Too Much Pain - The Bug Featuring Ricky Ranking


Marnie Stern


Flight of the Conchords


KingTubby


Sexta assisti à estreia do show Zii e Zie, do Caetano Veloso aqui em São Paulo. Foi absolutamente maravilhoso, divino maravilhoso. A banda está estupenda e acho fenomenal que Caetano consiga ser mais roqueiro do que moleques com três vezes menos a idade dele. Digo isso porque foi um show de rock, isso pra quem entende que rock não é essa coisa estática, reacionária que os cultores do passado tentam preservar inventando todo tipo de cinto de castidade para os ouvidos. Bom, ainda com o show na cabeça, juntei as músicas que ele tocou numa lista e dei shuffle. Saiu assim:
1. A Voz do Morto - Os Mutantes
2. Irene - Caetano Veloso
3. Lobão Tem Razão - Caetano Veloso
4. Incompatibilidade de Gênios - Caetano Veloso
5. Volver - Carlos Gardel
Bom, também escrevi pra Folha sobre o show, quem tiver curiosidade de ler, está aqui o texto:
Pode até ter sido coincidência, mas fez todo o sentido estrear o show "Zii e Zie" no Credicard Hall em São Paulo numa noite gelada de namorados, no meio de um feriado em que a cidade fervia com o fim da gestação da Parada do Orgulho GLBT.
Mais até do que no disco "tios e tias", Caetano Veloso brinca o tempo todo com signos do masculino e do feminino durante o espetáculo. Em um jogo que funciona como um discurso político efetivo justamente porque se desprende de qualquer tentativa discursiva, de fazer uma política outra que não a do prazer. Esse embaralhamento de gêneros cresce no show em músicas do "Zii e Zie", como "Tarado ni Você" e "Menina da Ria", só para citar duas com pólos trocados, até chegar ao ápice numa versão rascante de "Eu Sou Neguinha", a última antes do bis, que teve "Três Travestis", desta vez sem citar o Fenômeno do Corinthians.
Essa política privada do prazer passa também por tocar rock com a BandaCê e revisitar o projeto de modernidade do fim dos anos 60. A conexão é estabelecida já na primeira música do show, "A Voz do Morto", e segue por "Não Identificado", "Irene" e "Maria Bethânia", esta última dedicada ao dramaturgo Augusto Boal, que morreu no último mês de maio: "Foi em São Paulo que ele [Boal] fez o melhor de seu trabalho e Bethânia e eu aprendemos com ele".
Dinâmica nervosa
Nessas músicas, a banda formada por Pedro Sá (guitarra), Ricardo Dias Gomes (baixo e Rhodes) e Marcelo Callado (bateria) se solta. É um contraste bem interessante com as composições de agora, bem mais cubistas, fraturadas, com uma dinâmica mais nervosa.
No show fica claro o quanto há de textura e uso inteligente do espaço nas composições do disco, quase todas no set list da estreia. É notável como elas alternam momentos de extrema contenção, em que há uma precisão milimétrica na distribuição dos acordes -similar a de um Battles, por exemplo-, com momentos de pura anarquia sonora: solos, feedback e Caetano deixando a frente para sumir no meio da banda.
Há uma evolução grande em termos de composição e sonoridade em relação ao "Cê". Embora "Odeio" esteja no repertório, o show mostra um Caetano que está acima do ódio virulento, muitas vezes rancoroso do disco anterior. Em "Zii e Zie", o clima é de uma leve indecência, transgressora em sua aparente ingenuidade. No lugar da crise, está a liberdade e um bocado de solidão.
Para quem acha que a nova fase é roqueira demais, houve um tempero sábio na sexta: "Trem das Cores", "Aquele Frevo Axé", "Incompatibilidade de Gênios", as lindas versões para o tango "Volver", de Carlos Gardel, e para a guitarrada quase tecnobrega "Água", de Kassin. Sem falar no final emocionante com "Força Estranha", em homenagem a Roberto
Carlos.


3 Hombres
Depois de umas tentativas frustradas na redação de gravar - e ligeiramente manipular - um episódio direrto da Last.Fm, a partir de uma estação dos 3 Hombres (com o acaso não se brinca), resolvi testar um ambiente mais seguro misturando em casa De Volta ao Velho Oeste com Fellini Só Vive 2 Vezes para dar liga. Atenção para as antológicas fotos do 3 Hombres no site da Baratos Afins.
1. Geladeira Amarela - 3 Hombres
2. O Padre Hippie - Fellini
3. Burros & Oceanos - Fellini
4. Canção - 3 Hombres
5. Mãe dos Gatos - Fellini


Sahara All Stars Band Jos


Fridge
Com o relançamento do Eph, do Fridge, de 1999, um disco essencial do pós-rock inglês, e também de Early Output 1996-1998, voltei a ficar fissurado por esse trio formado pelo Kieran Hebden na guitarra, Adem Ilah, no baixo e Sam Jeffers na bateria. Claro, o mais famoso dos três é o Kieran, que responde pela alcunha de Four Tet. Então reuni os discos do Fridge e do Four Tet para ver no que dava no shuffle:
1. Sun Drums And Soil (Part 2) - Four Tet
2. Orko - Fridge
3. Tuum - Fride
4. Thirtysixtwentyfive - Four Tet
5. Pockets - Four Tet

