Jul 03

O lado mais experimental do nada conservador Sonic Youth é sempre lançado pelo selo da banda, o SYR. Até agora já são sete lançamentos imperdíveis e, segundo a revista eletrônica Pitchfork, o próximo disco, o SYR 8 será lançado no dia 28 deste mês. O álbum registra um show da banda no festival Roskiled de 2005, acompanhada de nada menos do que o genial guitarrista japonês Masami Akita, ou Merzbow como é mais conhecido, lenda absoluta do noise e santo de altar-mór do Discofonia. Além de Merzbow, o show tem a participação de Jim O’Rourke, que ainda fazia parte da banda nesta época, e do saxofoniasta sueco Mats Gustafsson. Nesses vídeos que eu selecionei no YouTube dá para sentir a força da porrada.

syr8.jpg

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Por Guilherme Werneck - 7:27 pm Comente »

 

Jul 01

rk3d.jpg

Quem gosta de bizarrices e coisas menos convencionais com certeza conhece o Red Krayola, banda americana que já transitou entre o rock, o folk, a psicodelia, sem nunca se acomodar. Há dez anos, o grupo liderado por Mayo Thompson laçou pela Drag City um disco chamado Fingerpainting, que referenciava o primeiro álbum da banda, The Parable of Arable Land, de 1967. Agora o disco ressurge todo remixado por Jim O’Rourke, que, depois de produzir alguns dos melhores discos do Sonic Youth, integra o Red Krayola. O álbum, que acaba de sair, chama-se Fingerpointing, é já nasce clássico. Pode ir atrás.

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Por Guilherme Werneck - 4:46 pm Comente »

 

Jun 25

manassas.jpg

Adoro shows obscuros, gravações semi-oficiais de bandas nem tão obscuras. Um dos sites mais legais que disponibilizam esses shows é o Concert Vault, fonte fiel do Discofonia desde que foi lançado há cerca de dois anos. O site traz só gravações de shows feitas diretamente da mesa de som pelo engenheiro Bill Graham, um cara que simplesmente estava em todos os shows bacanas da costa oeste dos Estados Unidos de 1965 até o fim dos anos 80. Nessa semana, o Concert Valt colocou no ar uma gravação sensacional de um show de 1973, em San Francisco,  da banda Manassas - sem dúvida, o projeto mais legal do Stephen Stills (aquele do Crosby, Stills and Nash). Clique aqui para ouvir o show em streaming.

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Por Guilherme Werneck - 4:19 pm Comente »

 

Jun 12

albert-hofmann.jpg

A morte de Albert Hofmann (1906-2008), descobridor do LSD, ocorreu no momento em que cientistas do mundo todo tentam reativar as pesquisas sérias sobre psicodelia. Há dois meses, o repórter aqui da Trip Bruno Torturra Nogueira foi a Basel, na Suíça, para cobrir o primeiro Fórum Psicodélico Mundial e tentar entrevistar o Dr. Hofmann. A entrevista não aconteceu, mas a viagem, em mais de um sentido, valeu muito. Primeiro uma reportagem de peso sobre o encontro, que está na edição deste mês da revista (clique aqui para ler). Depois, por servir de inspiração para este podcast, feito sob medida para entrar nesses estados alterados de percepção, mas sem cair nos clichês dos ecos e delays da música psicodélica. Juntamos nossas bagagens musicais e siderais para criar essa trilha para uma good trip.

Have a nice trip:

  1. Blabber n’ Smoke – Captain Beefheart
  2. Ripple – Greatful Dead
  3. A Bunch of Lonesome Heroes – Leonard Cohen
  4. Let’s do That – Lanny Gordin e Jards Macalé
  5. I Shall Be Released – Marion Williams
  6. II B.S. – Charles Mingus
  7. Freak In – Dave Douglas
  8. LSD – Arnaldo Baptista
  9. Eat a Peable – Acid Mothers Temple
  10. I Set My Face to the Hillside - Tortoise
  11. Lá Fora Tem… - Cidadão Instigado
  12. Giggy Smile- Faust
  13. Summer of Love – Current 93
  14. Quinteto para Cordas em Dó Maior, Adágio – Schubert

Download Ouça o Discofonia 73

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Por Guilherme Werneck - 6:06 pm 2 Comentários »

 

Jun 11

chu.jpgO candidato republicano à Casa Branca John McCain tem usado como hino de campanha nada menos do que “Johnny B Goode”, de Chuck Berry. A idéia é surfar no “Go, Johnny, go, go” do refrão. Bom, é bem difícil pensar no senador como um Johnny. Quando li isso fiquei imaginando o McCain no seu prom ouvindo a novíssima do Chu B pela primeira vez e torcendo o nariz para o som de preto. Afinal, republicano que é republicano não é lá muito chegado nessas coisas. Mas o mais divertido, segundo uma nota maldosa do Guardian de hoje, é que McCain justificou o uso da música com a seguinte pérola: “Deve ser porque ele foi o único que não reclamou de nós usármos”. Berry, claro, mais velho do que McCain e arrisco que bem mais lúcido, vota em Barak Obama. Nessas horas eu fico com o Caetano: “Política é o fim”.

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Por Guilherme Werneck - 12:10 pm Comente »

 

Jun 09

O nome é Super Collider, e o filme foi feito por um fã. Pelo menos o áudio é bom

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Por Guilherme Werneck - 1:40 pm Comente »

 

Jun 06

wooden_shjips.jpg

Buenas, está no ar mais um episódio do Discofonia e o primeiro que paga ECAD, depois da ótima negociação feita entre o órgão e a Associação dos Podcasters. O novo podcast é primo do anterior, mas se eu olhei para música eletrônica antes agora o foco são canções novas que vão do soul ao indie rock, misturando bandas novas como os californianos psy do Wooden Shjips (foto) e os fofos She & Him até novos lançamentos de gente que tá na estrada há muito tempo, caso do Al Green. No meio, projetos diferentes como os remixes hiphop do InRainbows do Radiohead que podem ser baixados de graça na web e sons que estão fazendo muito a minha cabeça, como Gudrun Gut, Portishead e Hanne Hukkelberg e Evangelista.

As músicas:

1. We Ask You to Ride - Wooden Shjips
2. Standing in the Rain - Al Green
3. Circus of Horror - Quiet Village
4. Nudez (ft Too$hort & MC Zumbi of Zion I) - AmpLive
5. Magic Doors - Portishead
6. Last Night - Gudrun Gut
7. These Few Presidents - Why?
8. Hazel St - Deerhunter
9. Cold Son - Stephen Malkmus
10. The Other Side of the World - Tindersticks
11. Oh Sister - Andrew Bird
12. A Cheater’s Armory - Hanne Hukkelberg
13. Black Hole - She & Him
14. Hello, Voyager - Evangelista

Download Discofonia 72 - Song, song, song

PS: recomendo baixar o podcast via iTunes…

Links para os artistas

Wooden Shjips

site oficial

MySpace

Al Green

Site oficial

MySpace

Quiet Village

MySpace

AmpLive
Site oficial

Portishead

Site oficial

MySpace

Gudrun Gut

Site oficial

MySpace

Why?

Site oficial

MySpace

Deerhunter

MySpace

Stephen Malkmus

Site oficial

MySpace

Tindersticks

Site oficial

MySpace

Andrew Bird

Site oficial

MySpace

Hanne Hukkelberg

Site oficial

MySpace

She & Him

Site oficial

MySpace

Evangelista

Site oficial

MySpace

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Por Guilherme Werneck - 4:12 pm Comente »

 

Jun 05

hungry-saw.jpg Foram cinco anos de silêncio entre Waiting for the Moon e este The Hungry Saw, recém lançado pelo Tindersticks. No meio tempo, o vocalista Stuart Staples lançou Lucky Dog Recordings e Leaving Songs, mas era pouco para quem se apaixonou pela riqueza de timbres e texturas da banda completa. Embora a alma do Tindersticks ecoe na voz solo de Staples, a graça da banda sempre foi o cuidado com os arranjos, o uso brilhante das cordas - herdado diretamente dos primeiros discos do Scott Walker - para emoldurar melodias aparentemente simples, mas sempre pungentes na voz melancólica e inconfundível de Staples. Interessante que uma das coisas que mais faltam a esse disco é justamente a dose cavalar de tristeza que embala tanto Wainting for the Moon quanto Can Our Love, os dois anteriores do Tindersticks. Claro, a melancolia permeia o disco e atinge o ponto alto na faixa-título, mas, nessa volta, um aspecto interessante é o jogo com a felicidade, quase sempre enganoso, mas presente em tentavivas de pop perfeito como “The Flicker of a Little Girl”. Mas, se você é fã dos antigos, não precisa se assustar: o disco tem material suficiente para cortar os pulsos, o bom é que provavelmente  as cicatrizes anteriores já estavam quase desaparecendo.

No site oficial da banda, dá para ouvir as duas músicas que eu citei acima e ainda “The OtherSide of the World”.

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Por Guilherme Werneck - 4:35 pm Comente »

 

Jun 04

51479joydivisionzune.jpg

Via Pitchfork, o novo Zune do Joy Division, com design baseado na capa de Unknown Pleasures, do Peter Saville.

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Por Guilherme Werneck - 6:03 pm Comente »

 

Jun 04

mallu_magalhaes11.jpg

Hype que é hype é assim. Hoje estava procurando uma banda no MySpace e, por conta de um ataque rápido de DDA, digitei só myspace no buscador e dei enter. Claro, a primeira entrada era o próprio site do MySpace. A segunda? Mallu Magalhães. Até tu Google?

Tentei passar ao largo da questão que se formou em torno dessa menina que canta bem, tem músicas legais, mas que ainda não superou a necessidade de ouvi-la levando em conta um certo handicap. Suas músicas são legais para uma menina da idade dela, que ouve com certeza sons mais bacanas do que os macaqueados pela Malhação. Mas acho que o fenômeno Mallu Magalhães tem mais a ver com mídia, com a ejaculação precoce permanete para escontrar algo minimanete bom que bombe (quem serão os novos Los Hermanos?) do que com ouvidos atentos.

De novo, a música da Mallu Magalhães é legal e essa volta do folk também é bastante convincente. Embora, é bom dizer, venha travestida de um espírito muito distante tanto das canções apalachianas registradas pelo Harry Smith quanto das construções sociais de Leadbelly e Woodie Guthrie. Isso sem falar que não há quase nenhuma conexão óbvia com o folk do Reino Unido, que desemboca na vertente inglesa do folk-rock dos anos 60. As músicas da Mallu, por mais que sejam bonitas, são uma diluição dessas influências sessentitas - Dylan, Joan Baez, Joni Mitchell, Nick Drake, Vashti Bunyan. Digo isso sem saber se ela ouviu essas coisas mesmo, mas desconfio que sim. Fato é que, hoje, um banquinho e um violão com uma pegada mais indie vira folk no automático.

Mas o que me incomoda nesses nossos tempos crossmedia não é saber se determinado artista está ou não alinhado de fato, corpo e alma com essa ou aquela tradição. O problema é ver essa sucessão de tsunamis virando marolas rapidamente. É uma questão ligada diretamente ao quanto a informação é descartável. Há um excesso de informações ligeiras e homegeneizadas e pouco tempo para o que os antigos chamavam de fruição.

Hoje mal ouvimos discos. A regra é o apego e o desapego a faixas, uma herança maldita da aceleração e da mutação constante da música eletrônica que, de certa maneira, desarmou, por falta de parâmetros justos, todo um pensamento crítico em relação à música. E sintoma também da orferta non-stop de novidades.

Aqui também não é o lugar para o descaso com o novo. Pelo contrário, nada melhor do que descobrir uma banda nova, um novo estilo, o mesmo um relançamento menos usual. A questão é a falta que faz não ter o tempo de morar numa determinada obra ao ponto de poder compreender as questões que ela levanta, como ela se relaciona com sua própria ambição artísitica, e, sobretudo, qual é a relevância de seu diálogo com o mundo exterior e com aquele que a percebe, seja de forma racional ou sensorial.

Na aceleração de hoje, vale mais colocar no blog, no jornal ou na revista uma impressão meio capenga, para cumprir um papel de antenado, para ficar bem na turminha, do que pensar - e realmente ouvir - antes de escrever. Isso não é um problema que impacta só a crítica com superficialidades e impressionismos. Acaba por contaminar a própria maneira como ouvimos música e, principalmente o prazer de ouvir.

Música não é competição nem matéria de almanaque. Como toda forma de arte, só se torna relevante a partir de um determinado momento de iluminação - e dá para ter esse momento com Chopin ou com o funk carioca - mas é preciso atenção para perceber os sinais e conseguir um insight. Uma atenção que só se ganha quando se percebe que teorias da moda como a cauda longa do Chris Anderson não servem apenas como guia para sobreviver num mercado à mingua, mas como reforço positivo para ir atrás daquelas obras que parecem verdadeiras, dignas de tomar conta do nosso tempo. E, para encontrar essa verdade, é preciso ir além da cópia, da informação-tang, que não pode ser espremida, mas funciona super bem quando adicionamos água.

Ufa, em tempo: as adolescentes Mallu Magalhães e Stephanie Toth, e a adulta Bluebell fazem shows no projeto de as minas do folk no Sesc Vila Mariana de 11 a 16 de junho.

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Por Guilherme Werneck - 4:08 pm 4 Comentários »