Revista Trip

 
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Postado em 02.07.2009 | 01:07 | Guilherme Werneck
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Nisennenmondai

Nisennenmondai

Essas três são para quem não tem medo de embarcar na viagem. Começo com o trio de meninas do Japão Nisennenmondai, que lançou o brilhante Destination Tokyo, um som bastante original de guitarra, baixo e bateria, totalmente indutor de transe. Depois rola uma nova do Current 93, que está no recém-lançado Aleph At Hallucinatory Mountain, em que David Tibet continua a explorar o gnosticismo, mas desta vez com um peso impressionante. Peso este que me fez fechar esse podcast com uma da dupla Sunn O))), que lançou a pedrada Monoliths & Dimensions. Só para os bravos:

1. Souzousuru Neji - Nisennenmondai
2. Invocation of Almost - Current 93
3. Big Church (Megszentségteleníthetetlenségeskedéseitekért) - Sunn O)))

 

 


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Postado em 29.06.2009 | 12:06 | Guilherme Werneck
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Flight of the Conchords

Flight of the Conchords

Esse podcast vai pra Eva Uviedo, que me viciou em Flight of the Conchords e ainda lembra de me mandar mensagem quando vai começar a passar na TV. Gripado, cheio de dores, a primeira temporada dessa série brilhante em que dois neozelandezes tentam emplacar sua banda nos Estados Unidos foi o que me mais me fez rir neste fim de semana passado. Por isso, joguei as músicas do seriado no shuffle. Ninguém parodia os clichês e os estilos musicais melhor do que o Flight of the Conchords, e esta seleção aleatória da uma amostra precisa do humor e do talento dos caras. Para começar a segunda sem pensar em Honduras, na seleção Brasileira, no IPI ou no ciático (coisa de velho).

1. Bowie Song
2. The Most Beautiful Girl (In the Room)
3. Ladies of the World
4. Inner City Pressure
5. Hiphopopotamus vs. Rymenoceros

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Postado em 26.06.2009 | 16:06 | Guilherme Werneck
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Michael Jackson

Michael Jackson

Fiquei triste com a morte de Michael Jackson,ontem, aos 50, mas tendo a concordar com o artigo do Paulo Ricardo na Folha: ele começou a morrer depois do sucesso do Thriller e, principalmente, quando começou a esbranquiçar como um fax antigo. Por isso, resolvi fazer um podcast em homenagem ao Jacko preto de verdade. Das 10 músicas selecionadas, metade vem do Jackson Five e as outras 5 saem uma de cada um dos primeiros discos do Michael, de Got to Be There até Off the Wall. Dez sons para lembrar:

1. I Want You Back - The Jackson Five
2. ABC - The Jackson Five
3. The Love You Save - The Jackson Five
4. Mama's Pearl - The Jackson Five
5. Never Can Say Goodbye - The Jackson Five
6. Ain't No Sunshine - Michael Jackson
7. My Girl - Michael Jackson
8. All The Things You Are - Michael Jackson
9. We Are Almost There - Michael Jackson
10. Don't Stop 'Till You Get Enough - Michael Jackson

 


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Postado em 24.06.2009 | 21:06 | Guilherme Werneck
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Burial com Four Tet

Burial com Four Tet

Boas novas no front do dubstep. Nos lançamentos da semana, três sons que ampliam os horizontes do gênero mais quente do sul de Londres. Primeiro uma colaboração bem improvisada do Burial com o Four Tet, lançada quase na surdina pelo selo de Kieran Hebden. Depois, rola o projeto dub de Kevin Martin, mais conhecido como o midas do dancahall moderno The Bug. Para finalizar Joker, moleque prodígio de Bristol, que grava pela Hyperdub mas com uma pegada mais de grime, com uns tecladões sujos. Bem bacana.

1. Wolf Club - Burial & Four Tet
2. Ting Dub - King Midas Sound
3. Digidesign - Joker

 

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Postado em 22.06.2009 | 12:19 | Guilherme Werneck
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KingTubby

KingTubby

O primeiro shuffle a gente nunca esquece. Depois de ter meu ipod furtado, comprei um novo na sexta. Foi um bom pretexto para organizar meus álbuns digitais no fim de semana, mas consegui ir só até os discos que começam com a letra f. Hoje de manhã, durante a caminhada rotineira com meu cachorro, rolou o shuffle inaugural. E começou pesado, com os japoneses psicodélicos do Acid Mothers Temple:

1. Atomic Rotary Grinding God Quicksilver Machine Head - Acid Mothers Temple
2. Long Stroke - ADC Band
3.State: June '05 - Adriana Sá
4.Awesome Dub - The African Brothers and King Tubby
5.Ahlev de Bossa - Ahlev de Bossa

 


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Postado em 19.06.2009 | 17:37 | Guilherme Werneck
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Dirty Mac

Dirty Mac

Melhor que essa hora chegasse logo. Para todos os amigos que eu contava do Projeto 1001, a mesma dúvida surgia: mas o que você vai escolher dos Beatles? Difícil, mas foi ainda mais difícil escolher uma dos Rolling Stones, que continuou a fazer bons álbuns bem depois que o sonho acabou. Colocar as duas bandas lado a lado é um jeito legal de pontuar a primeira centena de músicas do projeto. Claro, entre Beatles e Stones eu fico com os St dois. Mas, como o projeto é pessoal e intransferível, quase psicanalítico, me resrevei o direito de enfurecer os fãs harcore dos Beatles e dos Stones. Eles devem sentir falta, de um lado, do trabalho solo de Paul McCartney e, de outro, do Mick Jagger. Mas, sendo fiel aos princípios desse projeto, nenhum dos dois fez uma música sequer que eu coloque entre as minhas preferidas. Polêmica de lado, vamos aos sons que realmente fizeram a minha cabeça:

1. I´m the Greatest - Ringo Starr
2. Wah Wah - George Harrison
3. God - John Lennon
4. Don't Worry, Kyoko (Mummy's Only Looking For Her Hand In The Snow) - Yoko Ono
5. A Day In a Life - The Beatles
6. Street Fighting Man - The Rolling Stones
7. It Means a Lot - Keith Richards
8. Monkey Grip Glue - Bill Wyman
9. Edward Thumbs Up - Jamming with Edward
10. Robbins Nest - Charlie Watts Orchestra

 

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Postado em 18.06.2009 | 10:13 | Guilherme Werneck
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Leonard Cohen

Leonard Cohen

Saem no Brasil agora três discos de mestres absolutos do Discofonia: Yusuf Islam (aka Cat Stevens), Elvis Costello e Leonard Cohen.  O primeiro lançou o bom Roadsinger, Elvis Costello se aproxima do country e do blues em Secret Profane and Sugarcane e Cohen volta em Live in London, um duplo absolutamente fantástico. Bom, às músicas:

Everytime I Dream - Yusuf
Sulphur to Sugarcane - Elvis Costello
I'm Your Man - Leonard Cohen

 

 


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Postado em 15.06.2009 | 23:48 | Guilherme Werneck
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Sexta assisti à estreia do show Zii e Zie, do Caetano Veloso aqui em São Paulo. Foi absolutamente maravilhoso, divino maravilhoso. A banda está estupenda e acho fenomenal que Caetano consiga ser mais roqueiro do que moleques com três vezes menos a idade dele. Digo isso porque foi um show de rock, isso pra quem entende que rock não é essa coisa estática, reacionária que os cultores do passado tentam preservar inventando todo tipo de cinto de castidade para os ouvidos. Bom, ainda com o show na cabeça, juntei as músicas que ele tocou numa lista e dei shuffle. Saiu assim:

1. A Voz do Morto - Os Mutantes
2. Irene - Caetano Veloso
3. Lobão Tem Razão - Caetano Veloso
4. Incompatibilidade de Gênios - Caetano Veloso
5. Volver - Carlos Gardel


Bom, também escrevi pra Folha sobre o show, quem tiver curiosidade de ler, está aqui o texto:

Pode até ter sido coincidência, mas fez todo o sentido estrear o show "Zii e Zie" no Credicard Hall em São Paulo numa noite gelada de namorados, no meio de um feriado em que a cidade fervia com o fim da gestação da Parada do Orgulho GLBT.
Mais até do que no disco "tios e tias", Caetano Veloso brinca o tempo todo com signos do masculino e do feminino durante o espetáculo. Em um jogo que funciona como um discurso político efetivo justamente porque se desprende de qualquer tentativa discursiva, de fazer uma política outra que não a do prazer. Esse embaralhamento de gêneros cresce no show em músicas do "Zii e Zie", como "Tarado ni Você" e "Menina da Ria", só para citar duas com pólos trocados, até chegar ao ápice numa versão rascante de "Eu Sou Neguinha", a última antes do bis, que teve "Três Travestis", desta vez sem citar o Fenômeno do Corinthians.
Essa política privada do prazer passa também por tocar rock com a BandaCê e revisitar o projeto de modernidade do fim dos anos 60. A conexão é estabelecida já na primeira música do show, "A Voz do Morto", e segue por "Não Identificado", "Irene" e "Maria Bethânia", esta última dedicada ao dramaturgo Augusto Boal, que morreu no último mês de maio: "Foi em São Paulo que ele [Boal] fez o melhor de seu trabalho e Bethânia e eu aprendemos com ele".

Dinâmica nervosa
Nessas músicas, a banda formada por Pedro Sá (guitarra), Ricardo Dias Gomes (baixo e Rhodes) e Marcelo Callado (bateria) se solta. É um contraste bem interessante com as composições de agora, bem mais cubistas, fraturadas, com uma dinâmica mais nervosa.
No show fica claro o quanto há de textura e uso inteligente do espaço nas composições do disco, quase todas no set list da estreia. É notável como elas alternam momentos de extrema contenção, em que há uma precisão milimétrica na distribuição dos acordes -similar a de um Battles, por exemplo-, com momentos de pura anarquia sonora: solos, feedback e Caetano deixando a frente para sumir no meio da banda.
Há uma evolução grande em termos de composição e sonoridade em relação ao "Cê". Embora "Odeio" esteja no repertório, o show mostra um Caetano que está acima do ódio virulento, muitas vezes rancoroso do disco anterior. Em "Zii e Zie", o clima é de uma leve indecência, transgressora em sua aparente ingenuidade. No lugar da crise, está a liberdade e um bocado de solidão.
Para quem acha que a nova fase é roqueira demais, houve um tempero sábio na sexta: "Trem das Cores", "Aquele Frevo Axé", "Incompatibilidade de Gênios", as lindas versões para o tango "Volver", de Carlos Gardel, e para a guitarrada quase tecnobrega "Água", de Kassin. Sem falar no final emocionante com "Força Estranha", em homenagem a Roberto
Carlos.

 

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Postado em 10.06.2009 | 12:31 | Guilherme Werneck
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Stela Campos

Stela Campos

Rolou um barulho nesta semana com o novo disco do Dirty Projectors. Do NY Times e Guardian aos mais indies como a Pitchfork, a recepção do Bitte Orca foi bem calorosa. Gosto da banda, principalmente do tratamento dos vocais e da disputa saudável entre as melodias pop e experimentalismos variados. Foi deixa para eu tocar indies de outras partes, começando pela Stela Campos, que eu adoro desde os primeiros discos. Mustang Bar, o novo, traz um olhar muito interessante, quase de crônica a la Lou Reed, para personagens da cidade, algo que fica entre o jornalismo e os quadrinhos. Para completar a trinca, uma banda maluca que conheci na coletânea Exploratory Music From Poland, que saiu este mês com a revista The Wire. Sob o nome impagável de Paristetris, esse trio faz uma música bem singular, embora em alguns momentos me lembre um Battles contido e sem virtuosismo. Hoje eu me empolguei.

1. Le Captaine - Stela Campos
2. No Intention - The Dirty Projectors
3. Electrodomestics - Paristetris

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Postado em 09.06.2009 | 01:31 | Guilherme Werneck
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3 Hombres

3 Hombres

Depois de umas tentativas frustradas na redação de gravar - e ligeiramente manipular - um episódio direrto da Last.Fm, a partir de uma estação dos 3 Hombres (com o acaso não se brinca), resolvi testar um ambiente mais seguro misturando em casa De Volta ao Velho Oeste com Fellini Só Vive 2 Vezes para dar liga. Atenção para as antológicas fotos do 3 Hombres no site da Baratos Afins.

1. Geladeira Amarela - 3 Hombres
2. O Padre Hippie - Fellini
3. Burros & Oceanos - Fellini
4. Canção - 3 Hombres
5. Mãe dos Gatos - Fellini

 

 


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