Um currículo sujo - e provas - o suficiente para desfazer as ilusões do mais extremo puritano. Barry Cooper é o nome do ex-meganha. Do tipo que o brasileiro conhece bem - violento, corrupto e viciado na adrenalina que autoridade exercida produz. O fato é que o Barry não tinha talento para canalha, e aos poucos percebeu o mal que estava fazendo às pessoas que botou em cana.
Largou o distintivo, mas só parou de sofrer com culpa depois de dar o troco na polícia e na lei. Com toda a ingenuidade e o ridículo típico dos estadunidenses, ele lançou DVDs, montou um site visitado por milhões e ensina, com autoridade de quem executou leis da maneira mais inescrupulosa, como usuários de maconha podem se proteger.
Mas Barry foi bem além do manual para o maconheiro rife. Acaba de montar um grupo que cresce assustadoramente e está colocando a polícia em alerta total. Kopbusters, os caça-policia.
Espécie de pegadinha com graves implicações constitucionais: ele e seus comparsas escondem câmeras e gravadores com a ajuda de contra-informantes flagram policiais invadindo casas sem mandato, plantando drogas em mães de família, socando a cara de garotas algemadas e aterrorizando crianças dentro dos lares. Armar pra cima de policiais com câmeras e amigos está virando moda entre novos ativistas.
Barry já processou inúmeros policiais e juízes e se tornou a dor de cabeça número 1 da polícia Texana. Rogo os sete céus que algum polícia brasileiro arrependido lave a alma como Barry. E que você, marofado leitor, preste atenção nas lições do "Never Get Busted". Eu sei que não parece, mas por algum motivo perdido no século 20 fumar maconha ainda é crime.
Vale a pena ver toda a série. Abaixo o primeiro capítulo.
aqui, o porrada Kopbusters.
e aqui uma longa e muito boa entrevista que Barry concedeu a Alex Jones


































