Revista Trip

 
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Postado em 08.09.2008 | 13:26 | André Felipe
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Postado em 05.09.2008 | 10:14 | André Felipe
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Postado em 16.05.2008 | 10:28 | André Felipe
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Inked ___ O cara que fez as minhas quatro tatuagens costuma fazer uma certa cara de tédio se vc perguntar pra ele o significado de um desenho tal. Ele não fala, dá de ombros, resmunga: cada um que faça a sua interpretação. Pode parecer meio frustrante levar uma resposta dessas bem naquela hora em que vc tá tomando coragem de fazer uma tatuagem de dragão no seu braço direito inteiro, mas pensando bem ele tem razão. Cada um, cada um. Pelo menos no meu caso, e talvez também em todos os clientes da Miami Ink, as tatuagens servem para materializar ou expressar algum sentimento íntimo. As tatuagens que eu vejo em outras pessoas me trazem uma certa sensação de urgência, como se cada uma fosse um pedido de ajuda, uma voz pedindo "me entenda, me interprete, por favor". Porque dentro de um desenho pode caber o que o freguês quiser. É a materialização na pele, à custa de uma dose de dor e sangue, de um amor, de uma perda, de uma conquista ou do que for. Só na minha menorzinha, no pulso, cabem sentimentos tão antagônicos quanto desejo e renúncia, felicidade e tristeza, realização e frustração. Só não cabem aqui arrependimentos ou ressentimentos: depois que tá na pele, cat, não sai mais. Acho que é um sentimento moderno essa necessidade de apego e de materialização. As pessoas querem se apegar às coisas materiais. Ouvir uma música em MP3 é bom, mas ouvir uma música com uma capa de disco na mão é melhor, entende? Ler uma matéria na internet é prático e útil, mas ler uma revista ou um livro, sentado numa poltrona, é prazeroso e gratificante. E ter momentos, lembranças, conflitos ou certezas impressos na pele, pra todo mundo ver, é de alguma forma um descanso. Acho que tudo isso tem a ver com o que eu costumo tratar aqui no Bookshelf, tudo a ver com quem lê aqui o que eu escrevo. Estamos no mesmo barco. Ops! Me empolguei no tema e quase me esqueci do subject: A revista pro final de semana? A Inked de maio, logicamente, kid.
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Postado em 09.05.2008 | 12:51 | André Felipe
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revistas.jpg __ Começo de mês é uma maravilha, porque os títulos novos vão chegando. Tudo bem que eu tenho observado que as revistas de fora possuem um ritmo mais agressivo: as edições de maio já aparecem aqui em abril, bem antes que a maioria dos títulos nacionais. Então essa sexta têm bastante coisa, e o final de semana promete. Primeiro: chegou a Monocle, que eu na verdade assino, mas já está nas bancas (nas boas, só pra relembrar). A reportagem de capa é sobre um bairro hype de Beirute, coisa que a gente nunca imagina. A grande sacada, o grande diferencial editorial da Monocle é descobrir o que há de melhor em termos de cidades ao redor do mundo. Acho que o tema da Monocle, no fim, são as cidades. E pra gente não ficar aqui com complexo de inferioridade, saibam que a Monocle tem discretos planos de estabelecer uma sucursal no Brasil, eu tava desconfiado que seria em São Paulo (não é de hoje que o pessoal da Wallpaper, que foi decisiva pra criação da Monocle, têm uma certa predileção pelo bairro de Higienópolis). Acontece que agora minha desconfiança mudou um pouco: a Monocle desse mês traça um perfil muito legal de Florianópolis, com todos aqueles features que já conhecemos (qualidade de vida, "lindas praias", e uma recente vocação para abrigar empresas de tecnologia). A I.D. (não confundir com a legendária i-D, to Terry Jones, que aliás tá com a Mariah Carey na capa) desse mês está sensacional. É uma revista ligada ao mundo do design, mas sem aquele histerismo vetorial que vemos por aí. É uma revista que olha o design, em suas mais variadas vertentes, sob uma ótica mais profissional sem perder o charme que o assunto sugere. A edição de maio se auto-denomina "Our 4th Annual Design + Business Issue", e a reportagem de capa é sensacional: fala sobre Chris Hacker, o cara que está na frente de todo o design da Johnson & Johnson, e suas impressões sobre como transformar os produtos da empresa, como bandaids e kits de primeiros socorros, em produtos desejáveis. Sensacional. E ainda fala sobre a carreira solo de Scott Wilson (Nike, Motorola, 3Com etc.) e o novo diretor da Loewy, fundada há trocentos anos por Raymond Loewy - talvez a maior lenda do design mundial. Entre as revista mais modernas que eu conheço, que normalmente vêm da Alemanha ou de países nórdicos como Suécia e Finlândia, a mais elegante é francesa. A Palais de Tokyo é a revista oficial da galeria em Paris que leva o mesmo nome, e são editadas seguindo o projeto de curadoria da galeria, com uma direção de arte simples, precisa e ao mesmo tempo ousada e provocativa. Na verdade, é uma revista até complexa, difiícil de ler, aquela coisa de crítica de arte. Mas não faz mal, eu olho as figuras. Hahahahaha. A que eu comprei não é a última, a de maio, que ainda não chegou, vou ficar de olho. A última dessa sexta é uma surpresa agradável. Coisa de 1 ano atrás eu estive envolvido, ainda que indiretamente, com a criação da revista FW>>MAG (pelo menos o nome fui eu que sugeri), editada pela Luminosidade, a mesma empresa que criou e que administra o SPFW. Pra falar a verdade, sempre achei a revista meio pesadona, muita coisa, muito texto, muita foto, mas enfim, não chegava a ser uma revista que eu não gostasse: era uma revista que não me empolgava. Pois muito bem. A edição nº 8, que está agora nas bancas e que dedica suas páginas à cidade de Berlin, está realmente muito boa, mais dinâmica, interessante, com um ritmo mais fluido e instigante. Tanto a direção de arte quanto a editorial deram uma guinada na direção da legibilidade, sem perder no entanto o punch, sem precisar abrir mão de nada. Estão de parabéns, tomara que seja um caminho daqui pra frente. Agora deixa eu ler minhas revistas.
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Postado em 25.04.2008 | 12:30 | André Felipe
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Sexta-feira é dia de comprar revista. Mais ou menos que nem o cara que uma vez numa palestra afirmou, todo pomposo, que gastava "praticamente 200 dollars em revistas todo mês", eu também gasto uma graninha considerável, e sexta-feira é o dia. Então, caro leitor, resolvi dar a minha sugestão de compra para hoje, e assim pretendo fazer nas próximas sextas-feiras, pros seus finais de semana ficarem mais ilustrados. Elle Decoration (UK) l1000378.JPG No começo de 2008 a revista Elle andou dando uma acertada no seu posicionamento na Inglaterra. Ficou mais elegante, com um projeto gráfico mais limpo e sofisticado, procurando se estabelecer entre as revistas ditas upmarket, como a Wallpaper, a Vogue e a Harper's. Isso pra dizer que eu não sei se é a mesma editoria, mas é inegável que atualmente a revista mais elegante e prazerosa no segmento de decoração é a Elle Decoration UK. Ainda mais pra moi, que estou dando um tapa no apartamento. Um espetáculo de revista, com um projeto gráfico limpo e sofisticado e uma direção de arte de cair o queixo. Isso pra não dizer no conteúdo editorial da revista. Enquanto a maioria dos títulos do segmento se concentra nos nouveau riches pelo mundo (i.e. Miami), a Elle UK consegue ser elegante sem ser esnobe, tratando não só de apartamentos decorados mas também de toda a cultura de estilo e consumo que permeia o assunto. Vai lá, procura numa dessas bancas maiores ou nas revistarias do Jardins (a revista não é fácil de ser encontrada e quando chega vai rápido) e encomenda a sua.
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Postado em 17.04.2008 | 10:28 | André Felipe
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onionmagazine_archive_118a.jpg Desculpa o post curto, mas eu PRECISO voltar lá pra ver o resto.
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Postado em 11.04.2008 | 15:44 | André Felipe
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R.I.P. Se vc é depressivo, melancólico ou tem o estômago fraco, sugiro que evite o Museu das Revistas Mortas, organizado pelo Magazine Death Pool.
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