Revista Trip

 
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Postado em 16.06.2008 | 11:42 | André Felipe
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fantastic-man.jpg ___Prezados leitores, eu sei: tenho andado meio devagar aqui com meus posts, e mais ainda com o meu querido (e limado de uma lista que eu tinha muito orgulho de estar listado) Bookshelf of Death. Preguiça mesmo, admito. Mas as atividades continuam, e agora eu pretendo dar um flight mais prolongado e constante aqui. A outra coisa que vcs podem ter reparado é que essa coluna já se chamou Revista de Sexta-Feira, Revista pro Final de Semana, Revista pro FDS, Revista (do) Final de Semana (um prenúncio de que a coisa tava desacelerando) e, agora, Revista da Semana. Mas é tudo a mesma coisa, vamos deixar combinado. Vamos aos fatos então. Nesses últimos dias (depois eu posto uma foto) eu andei comprando muita coisa, e não foi só revista. Merece um post maior, mais elaborado, que eu vou tentar colocar no ar nessa semana, e tem muita coisa boa. Desde a Mariah Carey toda hot na iD, até os livros novos de Nick Hornby, Slam, e Miranda July, que agora me fugiu o nome certinho, mas alguma coisa como "Eu sei que vc sabe do que eu estou falando", com uns contos muito legais. Têm ainda 2 Cds (?), Jamie Lydell e New York Ska-Jazz Ensemble, e uns LPs que eu comprei na Trezeta. Fora a Monocle nova, a Transworld Skateboarding (estou começando a questionar a Thrasher), o vídeo da Lakai (baixei na internet mas vou comprar), os podcasts do Gui, e o livro Thousand, com mil polaroids do fotógrafo Philip-Lorca diCorcia, editado pela SteidlDangin - um joint venture entre a melhor editora de livros de fotografia do mundo, a Steidl, com o cara que é considerado o rei do tratamento de imagens, Pascal Dangin (conheci ele aqui nessa reportagem). Vou falar sobre tudo isso, promessa é dívida, kid. Agora sim, a revista. Eu já tinha postado a Fantastic Man no Bookshelf há uns seis meses, ou um ano, depois de ler sobre ela no MagCulture. E eu vou te falar uma coisa: se o Jeremy Leslie, editor do site, repara numa revista, eu vou correndo atrás pra conferir. E com a Fantastic Man não foi diferente. A revista holandesa é realmente uma obra de arte editorial. Consegue ser ao mesmo tempo simples e sofisticada, sóbria e bem-humorada. A Monocle anuncia lá, e colocou um anúncio assim: Coolmen read Monocle. Simple as that, kid. Pois eu achei a última edição da Fantastic Man na minha revistaria preferida, a Farah's Book, e comprei. Na capa, Tom Ford, que está tratando de organizar sua marca pra se tornar referência em luxo e sofisticação, e está conseguindo. Tudo bem que eu já cansei um pouco desses retratos do Tom Ford, sempre com a cabeça inclinada uns 15 graus pra esquerda, aquele olhar 43 e com 2 opções extras: com camisa ou sem camisa, mas isso é outra história. De toda forma, ele merece estar na capa de uma revista com esse nome, ninguém vai negar que o cara está podendo. A revista traz ainda um perfil muito interessante de Tobias Meyer, o leiloeiro mais disputado pelo mercado internacional de arte contemporânea, as peças preferidas do guarda roupa de Scott Schumann (dono e editor do The Sartorialist), e um prático editorial de moda ensinando como usar seu pijama pra ir na padaria. E, pra finalizar em grande estilo, uma matéria linda sobre cartas - sim kid, as cartas, aquelas escritas a mão, ou máquina de escrever, em papel no formato Letter. Coisa sofisticada mesmo. Esses caras têm bom-gosto.
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Postado em 27.05.2008 | 10:52 | André Felipe
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 magsok.jpg ___ Já é meio lugar-comum afirmarmos que "São Paulo fica uma delícia em feriado, que todo mundo sai pra viajar, a cidade fica vazia, sem trânsito, blablablabla...", mas eu acho que é verdade. Não que eu seja um frequentador assíduo de restaurantes e bares badalados e lotados, mas eu me aproveito sim, por exemplo, do café tranquilo, com A MINHA POLTRONA vaga, sem ninguém sentado deixando scrap no Orkut. E, logicamente, feriado é uma excelente oportunidade pra dar uma passada na banca e atualizar os estoques. Eu ia fazer esse post na sexta, é verdade, juro que me prontifiquei para tal, mas não deu. Comprei uma leva de revistas na quarta-feira, e na sexta a minha fornecedora oficial, a Nice, me ligou dizendo que havia chegado mais coisa. Voltei lá. Comprei mais duas e pronto. Vamos aos fatos. Vogue Paris Alguém aí saberia me explicar por que eu, Charlie Brown e talvez todos os outros homens do mundo somos tão fascinados pelas ruivas? Pois foi esse mistério que me fez comprar a versão francesa da Vogue, só por causa da Julianne Moore na capa da edição de Maio, em foto do Mario Testino. Que mulher linda, verdadeiramente linda. De tirar o fôlego. Estou magnetizado pela capa da revista, com as cores usadas pelo diretor de arte, com aquele mulherão olhando pra minha cara. Tenho inclusive tentado manter a Vogue Paris sempre por cima da pilha de revistas! The World of Interiors Alguém escreveu esse dias que o título inglês da Condé Nast era algo como "deliciosamente idiossincrático". Encomendei, comprei, li e, fora a única matéria que eu consegui achar dentro de um emaranhado esquisito de anúncios e promotions, a revista é muito ruim. Economize o seu deliciosamente idiossincrático dinheiro. Gentleman's Quarterly Look Sharp, Live Smart é o adequado lema da GQ americana (n.e.: não entre nas GQs inglesa ou portuguesa, e saia correndo da versão italiana), revista que eu venho comprando com uma certa frequência nos últimos tempos. Quer saber? Eu não sou muito de ficar procurando dicas de estilo e elegância, mas a GQ é realmente bem esperta, trata as questões do universo masculino com bom-humor e inteligência, e traz alguns detalhes que, confesso, já andei tentando incorporar ao meu discreto repertório. A edição de Junho tem o Shia LaBeouf na capa, que deve ter sido escolhido para contracenar com o Harrison Ford em Indiana Jones por causa do nome esquisito e exótico. (Brincadeira: o cara é istáile, lembra o Russel Crowe com 90 quilos a menos). The Skateboard Mag Bem antes de eu me aventurar com as vias de fato eu já lia a Thrasher, título que é o líder inconteste em prestígio no meio do skate. Mas é assim: o nome da revista é legal, o logo da revista é fantástico, e dá pra ter um big-picture bem legal desse mundo, mas é uma revista pra moleque, doidona, fica difícil em alguns momentos separar o que é editorial do que é propaganda. Então eu topei comprar essa pra ver. Além do formato maior, eu achei o projeto gráfico mais claro, de melhor qualidade, o que torna a leitura mais lógica (ou seja: possível). Em relação à direção de arte, um feature que, se eu não me engano, foi inventado pela Thrasher (alguém?) e virou padrão no mercado: as indefectíveis sequencias de fotos, como um stop motion, de manobras aparentemente suicidas. Muito boa a revista, gostei, e se eu encontrar de novo eu levo. WallPaper Não sei se eu já falei aqui antes que eu sou fanzoca da Wallpaper, me lembra muito os tempos em que eu trabalhei no estúdio do Giovanni Bianco. Eu vinha de uma parte do mercado de design que se ocupava de embalagens de sabonete e relatórios anuais de bancos, e de repente dei de cara com uma estante de uns 10 metros de comprimento por uns 3 de altura só com títulos como ID, W, Vogues do mundo inteiro e, claro, Wallpaper. Foi uma espécie de descoberta de um outro planeta. Desde então eu passei a comprar a revista, que tratava e ainda trata de todos os interesses de quem trabalha ou simplesmente gosta de assuntos que envolvem a estética contemporânea, internacional e cosmopolita. Moda, design, arquitetura, arte, fotografia, a vida nas grandes cidades do mundo, tudo com muito estilo. Além de um pouco de futilidade, claro, que ninguém é de ferro. Tá certo que aos poucos vc vai reparando nas chatices da revista, como a mania de fazer trocadilhos em todos os títulos de matérias, mas isso passa. A revista é muito boa, sempre com alguma novidade bacana. E entre as novidades de sempre, uma coisa que a Wallpaper tem feito com êxito é lançar edições com diferentes capas inter-relacionadas, "colecionáveis", e a edição de Junho, denominada "The Work Issue", vem em uma série muito legal de capas feitas em alltype. Bom gosto, kid, bom gosto. ... Bueno, tomara que eu tenha alguma revista nova pra dar aqui na sexta. E Paula, tá aí, atendendo especialmente ao seu pedido. Bj querida, A.
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