Revista Trip

 
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Postado em 24.06.2009 | 17:06 | André Felipe
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Nas noites de segunda-feira em que eu, humildemente, me aventuro na pista de São Bernardo - uma das instalações públicas mais civilizadas que eu conheço -, sempre me chama a atenção um tal de André, meu xará que, foninho no ouvido e cara de pouca conversa, simplesmente arrebenta em todos os cantos da pista.

"É um profissional que vem treinar aqui", me consolo a cada vez que ele passa por cima da minha cabeça, tendo apenas o meu chamativo capacete vermelho como referência para não me cortar no meio com um aéreo.

Pois muito bem. Ontem, vendo o Skate Paradise, programa muito legal da EXPN Brasil, vejo o meu xará sentadinho no banquinho, todo comportado, com a fala mansa e bem articulada - coisa difícil entre os profissionais de skate, com todo o respeito que a categoria merece - falando sobre seu novo trabalho: o projeto "Parto Pós-Maturo" que, apesar do nome meio esquisito, é uma belo de um vídeo de skate brasileiro reunindo 7 anos de footage captado no Brasil e no mundo.

O vídeo inteiro será distribuído gratuitamente no site do projeto, em boa qualidade de imagem e com uma boa tecnologia também, oferecendo streamings rápidos e download fácil. A primeira parte do vídeo, que terá suas outras partes disponibilizadas nas próximas 4 ou 5 semanas, já foi disponibilizada ontem, aqui no site dele. Já fui, já baixei, e já achei muito bacana.

E me comprometi a tentar parabenizá-lo lá em São Bernardo. Quando ele for beber água, pra eu não correr nenhum risco de atropelamento.

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Postado em 04.05.2009 | 19:56 | André Felipe
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BobDylan.com

BobDylan.com

 

 

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Não vamos confundir uma coisa com a outra. Bob Dylan está lançando agora seu novo disco, Together Through Life, com todo aquele estardalhaço que só as majors ainda permitem: muita grana pra produção, divulgação etc. Mas não é disso que eu estou falando: eu acho, aqui, que o velhão pode ser old school, mas sabe se reinventar. Claro que ele não deve ter dado muito palpite, mas quando perguntaram pra ele se ele topava fazer um site legal, ele deve ter dito "yes, my friend" e deixou o pessoal trabalhar. E não é de hoje. Em 2007 eu já tinha ficado impressionado com esse site aqui - recebi uma mensagem linda e tudo, pena que eu não sei onde guardei - e hoje, de novo, fiquei impressionado como o Bob Dylan (ou a marca Bob Dylan, kid), está bem representado na rede. Tem o site oficial dele, com lojinha e tudo, tem uma loja dedicada a ele na Amazon (nunca tinha visto uma dessas), e é uma bela lição de como podemos juntar o velho e o novo usando a internet. Sem nóias nem pudores, com conteúdo e com qualidade e sem questionamentos metafísicos. Por que as respostas, kid, estão voando por aí.

Tags: Bob Dylan
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Postado em 09.06.2008 | 17:12 | André Felipe
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 Tks MZ ___ Lembra que eu falei aqui dos Coworkings? Pois então, pra entender melhor dá uma olhada aqui no Link do Estadão de hoje. E lembra que eu falei que o negócio do skate está comendo pelas bordas? Poisé. Não é pouca coisa. O site da Mother London, considerada pelo mercado como a agência mais moderna e antenada do mundo, é uma session (depois de um introduçãozinha bem chata).
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Postado em 20.05.2008 | 14:12 | André Felipe
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l1000043.JPG ___ Na minha época de faculdade, Arquitetura e Urbanismo no Mackenzie, havia dois points que me atraíam particularmente. Um era o Bar Central, aka Waldemar, que além de ter o café expresso mais forte do mundo, preparado com a sutileza de uma morsa por um barista chamado "Baiano", era o local que reunia, vamos dizer assim, os enfants terribles da faculdade. Alí se tramava, entre milhares de planos e idealizações, coisas como "a verdade sobre Oscar Niemeyer" ou movimentos como o "Neo-racionalismo paulistano". Era a parte romântica da história, molecada de nem 20 anos. Mas não por acaso, o pessoal do - extinto há anos - Bar Central, hoje, forma um belo time de profissionais, unidos pelo genuíno instinto do empreendedorismo. E o outro era um salão no segundo andar (ou era no primeiro?), com grande mesas, pra uso comum. Quem precisava terminar um projeto, começar um trabalho, estudar, ou seja lá o que for acabava nesse salão, com uma janela enorme, com vista para a entrada do Campus. Um lugar fantástico. Pessoas que talvez não se conhecessem, a faculdade tinha bastante gente, trabalhando alí, juntas. De alguma forma, era um troca de experiência. Todos alí poderiam escolher uma sala vazia, tinha sempre alguma, ou poderiam ir pra casa pra trabalhar em paz, mas não. Acabavam todos no salão do primeiro andar (ou segundo, sinceramente eu não lembro mais). Pois eu acho que o tal do salão e o Bar Central, juntos, hoje em dia teriam um nome. Coworking. Sim, Coworking, um conceito que está surgindo nas grandes metrópoles do mundo na mesma toada do surgimento das redes wireless públicas e dos profissionais que não precisam mais passar o tempo todo sentado no escritório. Sacou? Um Coworking, então, é um espaço público, na maior parte dos casos cafés, usado por profissionais que não querem trabalhar em casa mas querem se sentir dentro de um ambiente de trabalho. Eu mesmo já escrevi muitos posts (muitos mesmo), já criei campanhas, projetos, e tudo mais, a partir de um café nos Jardins. Junto com um grupo que se formou a partir de conexões realizadas a partir da rede wi-fi do próprio café, já tramamos planos incríveis de dominar a internet, inventamos o termo blogolândia, ajudamos a trazer o universo dos blogs de moda, design e comunicação brasileiros para um plano bem maior e mais importante. Isso junto com pessoas que, em suas diferentes mesas e áreas de atuação, também se nutriam da mesma internet (gráts), dos mesmos cafés (pagos) e da mesma energia criativa que esses lugares, de alguma forma, reúnem. Não conhece ou não frequenta nenhum Coworking Spot? Então tá aqui um guia pra vc, criada pelo meu amigo MZ, Coworker notório, que aliás foi quem me falou pela primeira vez dessa história. E vai lá, talvez a gente acabe trabalhando junto!
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Postado em 22.04.2008 | 19:24 | André Felipe
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Desde que eu comprei meu primeiro iPod, coisa de três anos atrás (poisé), a grande encrenca tem sido organizar as músicas no iTunes. Como categorizar as faixas, os discos, os playlists? Smiths seria "rock" ou "pop"? E jazz? O QUE É Jazz?, lembrando que, segundo Louis Armstrong, -"se vc tá perguntando não vai adiantar eu responder". Pois eu, que sempre levei essa máxima a sério, estive em sérios em apuros. Eu acho que essa é uma das angústias modernas. Tem gente que com certeza não dá muito bola, tasca tudo lá, ouve as mais recentes e acabou, tudo bem. Mas isso não é pra mim, kid. Eu estou acostumado com as minhas capas de discos, o que me permite, inclusive, ver o que eu vou ouvir. E venho lutando, revisando, reformando, renomeando categorias e playlists - e ainda com um feature extra, o ranking de estrelinhas, que, pra facillitar, comigo têm sido ou tudo ou nada. Acontece que tudo isso se acalmou. O primeiro passo foi trocar o meu iPod de trocentos gigas por um daqueles que grudam no bolso da calça. Menos espaço permite uma seleção mais criteriosa do que vc vai enfiar no aparelinho. E o segundo passo, talvez mais importante, foi ouvir a faixa Cool Out, de Leroy Hutson, um unsung hero da soul music americana nos anos 70 e 80. A primeira vez que eu ouvi essa faixa foi numa coletânea baixada na Dancetracks Digital, tava na cara que era coisa meio antigona, mas não dava pra ter certeza. E aí a faixa complicou de vez o meu projeto de organização de músicas, porque eu comecei a ver que havia mais músicas nos meus playlists que também estavam nesse limbo dos genres. Resultado? Cool Out virou uma categoria no meu iTunes e a minha vida ficou mais fácil. O que era Soul Music virou Cool Out. Marvin Gaye, Bill Withers, Stevie Wonder foram os primeiros. Trio Mocotó é o que? Samba? Samba Rock ou Samba Jazz? Cool Out. João Donato? Cool Out, não importa a fase. Meirelles e os Copa 5? Também. No fim, tudo aquilo que tem no mínimo a mesma concentração de hemoglobina da minha faixa mais tocada. Amy Winehouse, Beastie Boys, Snoop Dogg, Sergio Mendes, Norah Jones, Herbie Hancock, Medeski, Martin & Wood, Os Ipanemas, Bill Evans, Lalo Schifrin, Jorge Ben (ainda sem o "jor"), Marcos Valle e etc, tudo reunido e misturado em torno do grande denominador comum: Música da boa.
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Postado em 17.04.2008 | 10:28 | André Felipe
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onionmagazine_archive_118a.jpg Desculpa o post curto, mas eu PRECISO voltar lá pra ver o resto.
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