Kind of Blue
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Esse é um post em homenagem ao legendário disco. E também à minha modesta coleção. Esse disco eu comprei por 50 dólares quando eu tinha uns 17, 18 anos. Era caro, mas era a chance. Em um tijolinho de jornal, vi o anúncio: um colecionador estava desmontando sua coleção, vendendo pra quem quisesse, depois de tentar vender a coleção fechada para museus ou colecionadores sérios (e abonados). Era uma lojinha na Arthur de Azevedo, aqui perto da Henrique Schaumann, onde hoje acho que é uma pizzaria. Até outro dia eu lembrava claramente do nome da loja, mas hoje me deu um branco.
No dia em que eu corri lá (morava perto, na Oscar Freire), tinha eu e mais dois caras: eu com uma graninha no bolso, e os outros dois vindos naquele dia dos Estados Unidos para "fecharem" suas coleções. Eu dei sorte, porque certamente esse disco já fazia parte das coleções dos caras - assim como deve fazer parte de qualquer coleção séria. Foi o primeiro vinil de jazz que eu comprei. E depois vieram outros, mas esse é o que, pra mim, vale mais. Fica, hoje, junto com Maiden Voyage (Herbie Hancock), Giant Steps e My Favourite Things (John Coltrane), The Sidewinder (Lee Morgan) e Out to Lunch (Eric Dolphy), todos originais da época, em uma prateleira VIP.
E seria justamente o que eu cataria às pressas em caso de incêndio.




















Muito do que eu ouço hoje em dia eu já ouvia na infância, na casa dos meus pais, em discos comprados na finada Hi-Fi. Ok, não se ouvia muito jazz, mas George Benson, Bill Evans, Dave Brubeck, Ramsey Lewis, coisas do gênero, vc encontrava por lá. E eu ouvia mesmo, gravava e regravava fitas K7 e as ouvia depois no meu walkman (!). E um dos LPs que mais tocava, repetia, quase até rasgar o vinil, era o álbum Breakfast in America, do 













