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Falei no post anterior das minhas aventuras e desventuras em cima de um skate, e comentei que, além de eu estar envolvido com o esporte, também estou de olho em como essa história está influenciando a comunicação e a moda. E a moda, logicamente, também está tomando coragem de dropar nesse mundo. Dia desses a Mariana Weickert (uma revelação na televisão, by the way), no GNT Fashion, andou passeando pelas skateshops por aí pra entender a estética do esporte e, pra ela, ainda muito imersa na história dos estilistas e semanas de moda, uma supresa: o que o pessoal chama de street style, moda de rua, não é muito mais que a vestimenta oficial dos skatistas.
Boné e bermuda? Não, kid. Calças jeans justas, sneakers, camisetas e acessórios das marcas mais influentes de hoje em dia, como Nike, Adidas, Puma, Oakley, Vans e etc, pra falar de algumas operando no Brasil. Dá uma passadinha na Osklen, que adotou essa estética faz um bom tempo, ou em qualquer loja da Galeria Ouro Fino (sempre um reduto da nova moda paulistana) pra entender do que eu estou falando. Quer mais? Vc viu a propaganda da Parmalat com os lendários bichinhos empurrando Sandro Dias, um dos maiores nomes do Brasil no esporte? Pois foi o mesmo Sandro Dias, radicado nos EUA, que andou dando uma entrevista no Meio & Mensagem se queixando com razão dos publicitários e das marcas brasileiras, que usam muito mal essa cultura, coisa que é inversa nos Estados Unidos, onde o também brasileiro Bob Burnquist é garoto propaganda de portentosas e lucrativas marcas de óculos, tênis, roupas e vídeos que são comprados torrencialmente pela molecada. Aliás, essas mesmas marcas produzem vídeos incríveis, e é legal observar que quando a garotada compra um vídeo desses, está comprando a própria propaganda da marca. Pra depois voltar na loja e comprar o tênis, o boné, a camiseta, os óculos e tudo o que sobrar nas preteleiras.
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Bottomline: se de skate eu entendo muito pouco (por favor visitem o meu vizinho de blog, o Zodi Rolê, do Carlinhos Zodi, que sabe tudo desse mundo e que eu quero conhecer pessoalmente) e ando menos ainda, de moda e comunicação eu posso até dar meus pitacos. E lá vai um agora: se vc está planejando falar com um público jovem, bacana, antenado e disposto a consumir produtos relacionados à uma cultura saudável e fortemente estabelecida em qualquer metrópole do mundo, considere o skate como linguagem. E deixa eu voltar pros meus ematomas e escoriações, enquanto penso em alguma coisa inteligente a respeito.
PS. Estava aqui com esse post pronto pra ir pro ar quando eu vi o comment do Carlinhos Zodi na primeira parte da história, publicada na segunda. Valeu Carlinhos, quero ir sim. E vc pode me filmar também. Mas não vai achando que eu sou um prego desenganado. Hahahahaha! Valeu!

































